29ª Aula - O desenvolvimento económico nos séculos XII e XIII e o fortalecimento do poder real
Sumário: O desenvolvimento económico nos séculos XII e XIII e o fortalecimento do poder real.
A partir do século XI acabaram as invasões no continente europeu e a insegurança e a violência recuaram. Também se verificou neste período uma melhoria climática generalizada, com consequências positivas no aumento das produções agrícolas em quantidade e qualidade, a população europeia aumentou quase para o dobro, de 42 para 73 milhões de habitantes e Portugal não escapou a esta tendência pois passámos de 400 mil para cerca de 1 milhão de habitantes.
Foi então necessário arrotear novas terras e prepará-las para o cultivo e um pouco por toda a Europa desbravaram-se florestas e matas, drenaram-se pântanos, estendendo a terra produtiva para fazer face ao aumento populacional. O aumento da produção agrícola ficou também a dever-se a um cada vez mais generalizado uso de ferro nas alfaias agrícolas o que torna o trabalho da terra mais eficaz, à substituição progressiva do afolhamento bienal pelo afolhamento trienal o que aumenta a quantidade de terra cultivada, ao aumento das cabeças de gado e, consequentemente ao aumento da quantidade de estrumes disponíveis, ao uso da ferradura, do jugo nos bois e da coelheira nos cavalos o que faz com que o trabalho animal seja mais rentável, seja ele traduzido em trabalho de auxílio ao camponês na agricultura, seja ele nos transportes de mercadorias excedentárias que é necessário transportar para comercializar.
O comércio reanima-se um pouco por todo o lado e faz-se por terra, voltam a construir-se estradas e pontes, mas, essencialmente, faz-se usando as vias fluviais, rios, e marítimas por ser mais económico e seguro. Surge a vela latina, o leme à popa, os árabes introduzem a bússola, o astrolábio, surgem as cartas-portulanos que não são mais do que os mapas da época com informações preciosas para os navegadores. Fazem-se obras de melhoramento dos portos, nos molhes e nos cais.
As cidades desenvolvem-se, surgem burgos novos, ou seja cidades novas, os antigos núcleos medievais extravasam para o exterior das muralhas. Surgem os burgueses, gente do povo muito dinâmica que vais enriquecer devido ao comércio. Graças a esta reanimação do comércio devido ao aumento de produções e ao surgimento de excedentes, surgem os mercados e as feiras. As feiras eram instituídas pelos monarcas através das chamadas Cartas de Feira onde estavam estipuladas as condições ou regras de funcionamento da referida feira criada.
A economia voltou a ser monetária pois a moeda voltou a circular, surgiram os embriões dos bancos atuais e as letras de câmbio.
Os domínios senhoriais em Portugal, coutos se pertenciam ao clero, honras se pertenciam à nobreza, coexistiram com os concelhos. Os concelhos eram instituídos pelo rei através de uma Carta de Foral que regulava a vida dos seus habitantes e cujas regras procuravam atrair populações para zonas mais perigosas e despovoadas que era necessário, efetivamente, povoar. Tinham autonomia administrativa, eram administrados por Homens-Bons, ricos mercadores e proprietários rurais. Os concelhos escapavam à lógica do senhorio ou domínio senhorial onde o povo vivia esmagado pelo pagamento de impostos e trabalho.
D. Afonso Henriques morreu em 1185 e sucedeu-lhe o seu filho D. Sancho I, de cognome O Povoador, que prosseguiu a política expansionista e povoadora do seu pai. Em 1189 conquistou Silves com a ajuda dos cruzados da 3ª cruzada que se dirigiam para oriente, mas viria a perder posteriormente o domínio da cidade.
Sucedeu-lhe D. Afonso VII, O Gordo, sem vocação militar mas que mesmo assim prossegue a reconquista sendo a sua principal vitória a reconquista de Alcácer do Sal. No seu reinado fazem-se inquirições e confirmações no sentido de fortalecer o poder real. D. Sancho II sucedeu-lhe em 1223 e vai prosseguir a reconquista e o fortalecimento do poder real. Durante o seu reinado e com a ajuda da ordem de Santiago, reconquistou o Alentejo. Sucedeu-lhe o seu irmão, D. Afonso III, O Bolonhês, e é com este rei que a reconquista acaba em território português, com a conquista de Silves e Faro, em 1249.
As inquirições, confirmações e ainda as leis de desarmotização inserem-se numa lógica de fortalecimento do poder real ecom as inquirições o monarca inquire sobre a legitimidade da posse de determinados bens.
As confirmações visam a confirmação dos bens doados os senhores ou às povoações e as Leis de Desamortização visam impedir a concentração de terras na posse do clero.
Até ao século XIII existia um organismo, de aconselhamento do rei em matéria de governação, chamado Cúria Régia onde somente marcavam presença as duas ordens privilegiadas -Clero e Nobreza. Em 1254 reúne a Corte, nas Cortes de Leiria, pela primeira vez com a presença das três ordens - clero, nobreza e povo.
Como sempre podem consultar a apresentação em PowerPoint, sobre esta matéria, na minha página de recursos, com o nome X - O desenvolvimento económico nos séculos XII e XIII.
Esta aula é a última para o teste de avaliação. Não se esqueçam também que a matéria que vem para o teste inclui o Cristianismo.
Afogada em trabalho vário, hoje não terei tempo de pesquisar vídeos no youtube sobre esta aula... mas prometo-vos que farei isso logo que me seja possível.
Votos de excelente trabalho! E bem sabeis, qualquer dúvida que surja... estou por aqui, acessível à distância de um clique.
Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com
Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.
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domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
28ª Aula - A reconquista cristã e a formação do Reino de Portugal
28ª Aula - A reconquista cristã e a formação do Reino de Portugal
Sumário: Ocupação muçulmana e reconquista cristã. Do Condado Portucalense à formação do Reino de Portugal. Formas de relacionamento entre os dois mundos - cristão e muçulmano.
Como vimos na aula anterior, a invasão da Península Ibérica, pelas tropas muçulmanas comandadas por Tarique, deu-se em 711. O primeiro confronto, vitorioso para os muçulmanos, aconteceu na Batalha de Guadalete, nesse mesmo ano. A progressão dos muçulmanos por terras peninsulares foi muito rápida, aproveitando divisões entre os visigodos. A esmagadora maioria dos habitantes não ofereceu grande resistência e em cerca de três anos a península ficou praticamente nas mãos dos ocupantes com exceção da região muito montanhosa das Astúrias, no norte, região onde se refugiou um grupo de cristãos visigodos que não se resignaram e não aceitaram a ocupação muçulmana e que, comandados por Pelágio, um nobre visigodo que foi o primeiro rei do primeiro reino cristão, o Reino das Astúrias, iniciaram, a partir daí, a resistência e a luta contra os invasores em 718. Em 722 deu-se a Batalha de Covadonga, ganha pelos exércitos cristãos e assim teve início um período da história peninsular conhecido por Reconquista Cristã, que foi muito lenta e feita de avanços e recuos. Outros núcleos de resistência formaram-se nos Pirenéus e na Catalunha.
Entretanto a reconquista prossegue e os reis cristãos recebem, frequentemente, a ajuda de nobres estrangeiros que vinham ajudar na luta contra o inimigo. Ao tempo de D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, vieram dois nobres originários da Borgonha, atual França, que se destacaram na luta contra os muçulmanos e que o rei recompensou pelo auxílio prestado dando a um, D. Raimundo, a filha legítima, D. Urraca, em casamento e o governo da Galiza e a D. Henrique a mão de sua filha bastarda, D. Teresa, e o governo do Condado Portucalense com a possibilidade de reconquistar e anexar ao condado mais terras que reconquistasse para sul, política seguida pelo Conde D. Henrique que procurou aumentar o seu poder e a sua autonomia mas sem se libertar por completo dos laços de vassalagem devidos ao rei de Leão e Castela. Após a morte de D. Afonso VI ficou regente D. Urraca até o seu filho, o futuro rei D. Afonso VII, ter idade para assegurar a governação.
À morte de D. Henrique, quem assegurou a governação foi D. Teresa uma vez que D. Afonso Henriques era ainda muito pequeno. D. Teresa, tia de D. Afonso VII de Leão e Castela, e influenciada pela nobreza galega, nomeadamente uma família muito poderosa, os Peres de Trava, enceta uma polítca que não visa minimamente a independência do condado. Mas parte da nobreza portuguesa e o próprio D. Afonso Henriques aspiram à libertação e independência do reino e estas duas fações, com interesses antagónicos, confrontam-se na Batalha de S. Mamede, em 1128, saindo vitoriosas as tropas leais a D. Afonso Henriques, que, a partir desta data, passou a governar o Condado Portucalense. Segue-se um período de relacionamento difícil e em 1137 é assinada a Paz de Tui em que D. Afonso Henriques se compromete a manter "fidelidade e segurança" ao seu primo, D. Afonso VII. Em 1138 deu-se a Batalha de Ourique em que as tropas comandadas por D. Afonso Henriques saem vitoriosas. Foi uma vitoria importantíssima para o aumento do poder e do prestígio de D. Afonso Henriques que, no ano seguinte, 1140, se vai intitular Rex Portugallensis", ou seja, Rei de Portugal, independência só reconhecida por D. Afonso VII, em 1143, pelo Tratado de Zamora, e só em 1179, pelo papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum.
Entretanto a reconquista prosseguia para sul e, em 1147, D. Afonso Henriques, O Conquistador,
recupera duas importantíssimas cidades - Santarém e Lisboa. E continua para sul, ajudado também pelas ordens religiosas militares dos Templários, Hospitalários e de Santiago, muito embora as reconquistas feitas no Alentejo tenham sido posteriormente recuperadas pelos muçulmanos. Nos últimos anos do seu reinado, incentivou a efetiva ocupação de terras, promoveu o municipalismo e concedeu forais para atrair populações às terras despovoadas.
Após a morte de D. Afonso Henriques, em 1185, a reconquista prosseguiu com D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II e D. Afonso III e foi com este rei que a reconquista acabou em território português, com a conquista de Silves e Faro, em 1249.
Em 1297 é assinado o Tratado de Alcanises, tratado que regula a fronteira entre Portugal e Castela e Portugal ganha, basicamente, os contornos fronteiriços que ainda hoje mantém.
A reconquista cristã só termina em 1492 do lado castelhano, com a reconquista do Reino de Granada.
A convivência entre muçulmanos e cristãos nem sempre foi violenta e pautou-se por longos períodos de relacionamento pacífico entre as duas comunidades, uma rural e senhorial e outra urbana e comercial. Aos cristãos, que permaneceram em terras ocupadas pelos muçulmanos, chamamos moçárabes, enquanto os cristãos que se convertem ao islamismo são os muladis. Os mouros são os muçulmanos que permaneceram em terras recém ocupadas pelos cristãos e que continuaram a professar o islamismo.
Os cristãos beneficiaram enormemente do avanço e sofisticação da civilização árabe. A eles lhes devemos a numeração que usamos na atualidade, a chamada numeração árabe, muitas palavras de origem árabe, a introdução de novas técnicas de aproveitamento de água e de rega, novas plantas, nomeadamente os citrinos, o desenvolvimento da química, medicina, geografia, ciência náutica, astronomia, tão importantes para a época dos descobrimentos, que estudaremos no próximo ano letivo.
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula, intitulada V - A reconquista cristã e a formação do Reino de Portugal pode ser consultada aqui.
Sobre esta matéria vejam também o interessantíssimo mapa dinâmico, da Porto Editora, aqui.
E os três vídeos que selecionei para vocês e que vos poderão ajudar a consolidar a matéria.
Não facilitem. Invistam na História.
A agora partilho convosco um vídeo mais ligeiro sobre os nossos primórdios como Nação. Aproveitem e bom trabalho.
Sumário: Ocupação muçulmana e reconquista cristã. Do Condado Portucalense à formação do Reino de Portugal. Formas de relacionamento entre os dois mundos - cristão e muçulmano.
Como vimos na aula anterior, a invasão da Península Ibérica, pelas tropas muçulmanas comandadas por Tarique, deu-se em 711. O primeiro confronto, vitorioso para os muçulmanos, aconteceu na Batalha de Guadalete, nesse mesmo ano. A progressão dos muçulmanos por terras peninsulares foi muito rápida, aproveitando divisões entre os visigodos. A esmagadora maioria dos habitantes não ofereceu grande resistência e em cerca de três anos a península ficou praticamente nas mãos dos ocupantes com exceção da região muito montanhosa das Astúrias, no norte, região onde se refugiou um grupo de cristãos visigodos que não se resignaram e não aceitaram a ocupação muçulmana e que, comandados por Pelágio, um nobre visigodo que foi o primeiro rei do primeiro reino cristão, o Reino das Astúrias, iniciaram, a partir daí, a resistência e a luta contra os invasores em 718. Em 722 deu-se a Batalha de Covadonga, ganha pelos exércitos cristãos e assim teve início um período da história peninsular conhecido por Reconquista Cristã, que foi muito lenta e feita de avanços e recuos. Outros núcleos de resistência formaram-se nos Pirenéus e na Catalunha.
Entretanto a reconquista prossegue e os reis cristãos recebem, frequentemente, a ajuda de nobres estrangeiros que vinham ajudar na luta contra o inimigo. Ao tempo de D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, vieram dois nobres originários da Borgonha, atual França, que se destacaram na luta contra os muçulmanos e que o rei recompensou pelo auxílio prestado dando a um, D. Raimundo, a filha legítima, D. Urraca, em casamento e o governo da Galiza e a D. Henrique a mão de sua filha bastarda, D. Teresa, e o governo do Condado Portucalense com a possibilidade de reconquistar e anexar ao condado mais terras que reconquistasse para sul, política seguida pelo Conde D. Henrique que procurou aumentar o seu poder e a sua autonomia mas sem se libertar por completo dos laços de vassalagem devidos ao rei de Leão e Castela. Após a morte de D. Afonso VI ficou regente D. Urraca até o seu filho, o futuro rei D. Afonso VII, ter idade para assegurar a governação.
À morte de D. Henrique, quem assegurou a governação foi D. Teresa uma vez que D. Afonso Henriques era ainda muito pequeno. D. Teresa, tia de D. Afonso VII de Leão e Castela, e influenciada pela nobreza galega, nomeadamente uma família muito poderosa, os Peres de Trava, enceta uma polítca que não visa minimamente a independência do condado. Mas parte da nobreza portuguesa e o próprio D. Afonso Henriques aspiram à libertação e independência do reino e estas duas fações, com interesses antagónicos, confrontam-se na Batalha de S. Mamede, em 1128, saindo vitoriosas as tropas leais a D. Afonso Henriques, que, a partir desta data, passou a governar o Condado Portucalense. Segue-se um período de relacionamento difícil e em 1137 é assinada a Paz de Tui em que D. Afonso Henriques se compromete a manter "fidelidade e segurança" ao seu primo, D. Afonso VII. Em 1138 deu-se a Batalha de Ourique em que as tropas comandadas por D. Afonso Henriques saem vitoriosas. Foi uma vitoria importantíssima para o aumento do poder e do prestígio de D. Afonso Henriques que, no ano seguinte, 1140, se vai intitular Rex Portugallensis", ou seja, Rei de Portugal, independência só reconhecida por D. Afonso VII, em 1143, pelo Tratado de Zamora, e só em 1179, pelo papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum.
Entretanto a reconquista prosseguia para sul e, em 1147, D. Afonso Henriques, O Conquistador,
recupera duas importantíssimas cidades - Santarém e Lisboa. E continua para sul, ajudado também pelas ordens religiosas militares dos Templários, Hospitalários e de Santiago, muito embora as reconquistas feitas no Alentejo tenham sido posteriormente recuperadas pelos muçulmanos. Nos últimos anos do seu reinado, incentivou a efetiva ocupação de terras, promoveu o municipalismo e concedeu forais para atrair populações às terras despovoadas.
Após a morte de D. Afonso Henriques, em 1185, a reconquista prosseguiu com D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II e D. Afonso III e foi com este rei que a reconquista acabou em território português, com a conquista de Silves e Faro, em 1249.
Em 1297 é assinado o Tratado de Alcanises, tratado que regula a fronteira entre Portugal e Castela e Portugal ganha, basicamente, os contornos fronteiriços que ainda hoje mantém.
A reconquista cristã só termina em 1492 do lado castelhano, com a reconquista do Reino de Granada.
A convivência entre muçulmanos e cristãos nem sempre foi violenta e pautou-se por longos períodos de relacionamento pacífico entre as duas comunidades, uma rural e senhorial e outra urbana e comercial. Aos cristãos, que permaneceram em terras ocupadas pelos muçulmanos, chamamos moçárabes, enquanto os cristãos que se convertem ao islamismo são os muladis. Os mouros são os muçulmanos que permaneceram em terras recém ocupadas pelos cristãos e que continuaram a professar o islamismo.
Os cristãos beneficiaram enormemente do avanço e sofisticação da civilização árabe. A eles lhes devemos a numeração que usamos na atualidade, a chamada numeração árabe, muitas palavras de origem árabe, a introdução de novas técnicas de aproveitamento de água e de rega, novas plantas, nomeadamente os citrinos, o desenvolvimento da química, medicina, geografia, ciência náutica, astronomia, tão importantes para a época dos descobrimentos, que estudaremos no próximo ano letivo.
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula, intitulada V - A reconquista cristã e a formação do Reino de Portugal pode ser consultada aqui.
Sobre esta matéria vejam também o interessantíssimo mapa dinâmico, da Porto Editora, aqui.
E os três vídeos que selecionei para vocês e que vos poderão ajudar a consolidar a matéria.
Não facilitem. Invistam na História.
A agora partilho convosco um vídeo mais ligeiro sobre os nossos primórdios como Nação. Aproveitem e bom trabalho.
Conta-me História - Fundação de Portugal RTP1
Podes encontrar mais aqui https://www.facebook.com/PassadoDistanteArqueologia/videosPassado Distante - Arqueologia
Publicado por Passado Distante-Arqueologia em Domingo, 10 de janeiro de 2016
sexta-feira, 11 de maio de 2012
27ª Aula - Sociedade Europeia nos Séculos IX a XII
27ª Aula - A Sociedade Europeia nos Séculos IX a XII
Sumário: A sociedade europeia nos séculos IX a XII: clero, nobreza e povo. A cultura medieval. O domínio senhorial. As relações feudo-vassálicas.
Se bem se lembram, iniciámos a aula vinte e sete observando várias fotografias de povoações muralhadas, a refletir vivências de tempos perigosos e extraordinariamente inseguros e que correspondem a uma necessidade imperiosa de proteção sentida pelas populações.
As invasões, primeira vaga a partir de finais do século IV, seguida do desmembramento do Império Romano do Ocidente, teve como consequência uma inevitável fragmentação do poder com o surgimento dos primeiros reinos bárbaros cujos reis se vão convertendo ao cristianismo e se vão acomodando, e ao seus povos, em variadíssimas regiões da Europa Ocidental. A segunda vaga de invasões, ainda num período de consolidação destes reinos recentes que procuravam afirmar-se, a partir do início do século VIII e que se prolonga até ao século XI, com as invasões muçulmanas, vikings e húngaras, provocou muitos constrangimentos entre a população europeia e o seu estilo de vida. Desde logo o aumento da taxa de mortalidade, a diminuição da taxa de natalidade, os sentimentos de insegurança e de medo generalizado, a fuga das cidades para os campos já que eram as cidades, mais ricas, os alvos privilegiados dos ataques dos sucessivos invasores. O comércio quase desapareceu, a principal atividade económica passou a ser a agricultura, mas uma agricultura de subsistência onde praticamente não havia lugar para os excedentes. Os reis, sem conseguirem proteger convenientemente as populações, perderam poder para a nobreza e o clero que vão assegurar a proteção possível a estas populações, um pouco por toda a Europa e vão afirmando o seu poder.
A sociedade medieval, construída sobre as ruínas do Império Romano, era constituída por duas ordens privilegiadas, Clero e Nobreza, muito minoritárias, sendo que a esmagadora maioria da população integrava o Povo que era a ordem não privilegiada. Por isso podemos afirmar que a sociedade medieval era tripartida, porque dividida em três ordens, e trifuncional, porque a cada ordem correspondia uma função distinta: ao clero competia orar, à nobreza combater e ao povo trabalhar. Acima de todos está o rei, o senhor dos senhores, o suserano.
Clero e nobreza gozavam de enormes privilégios, estavam isentos do pagamento de impostos e, pelo contrário, recebiam-nos do povo, eram grandes detentores de terras, exerciam importantes cargos na administração, aplicavam a justiça nas suas terras, possuíam poder militar. Ao clero, para além da oração, competia o ensino, a caridade, a assistência aos mais necessitados, pobres e doentes.
O clero dividia-se em clero regular, o que está sujeito às regras das ordens religiosas, abades, monges e frades, por exemplo Ordem de Cluny e de Cister, e secular constituído pelo clero que habita entre a população, constituído por padres e bispos. Quanto à cultura monástica os monges dedicavam-se à cópia de manuscritos de livros gregos, romanos, cristãos, muçulmanos e a sua ação contribuíu para salvar a cultura clássica. Pedro Hispano (1210?-1277) foi o único papa português e adotou o nome de João XXI.
Quanto à nobreza, dividida entre baixa e alta nobreza, particularmente alguns dos seus membros mais poderosos, grandes senhores feudais, chegaram a cunhar moeda, usurpando, assim, um poder que era prerrogativa dos reis. Os nobres, muitos deles com exércitos próprios, preparavam-se para o combate através dos torneios e das caçadas.
A cultura cortesã, produzida pela nobreza que se dedicava à literatura, esta divide-se em poesia e prosa. Na poesia temos as cantigas de amor, cujo tema era o amor do trovador pela sua dama; as cantigas de amigo que tratavam da ausência do "amigo" e as cantigas de escárnio e maldizer em que o autor satirizava e caricaturava a sociedade da época. Na prosa temos os romances de cavalaria, vidas de santos e as crónicas.
Quanto ao povo, dividido em colonos, homens livres, e servos, homens não livres que pertenciam à terra, ao povo competia trabalhar para si próprio e para as restantes ordens sociais, trabalhava de sol a sol, vivia em condições deploráveis, esmagado pelo pagamentos dos impostos que devia aos seus senhores e que se traduziam no pagamento de rendas, parte da produção dos mansos; corveias, trabalho na reserva e banalidades, pagamento devido pelo uso dos equipamentos existentes no domínio senhorial, como o moinho, o lagar, o forno...
A cultura popular era uma cultura oral que deriva do facto do povo ser maioritariamente analfabeto e era composta por lendas, cantares de trabalho e contos que eram muitas vezes divulgadas nas feiras, mercados e romarias por jograis, bailarinos, músicos, cvantores, poetas
O domínio senhorial dividia-se em reserva e mansos. A reserva era explorada diretamente pelosenhor através do trabalho dos colonos e servos. Os mansos eram pequenas extensões de terrasenhorial cedidos aos camponeses para exploração e da qual os camponeses teriam de tirar o seu sustento e a parte que era devida em impostos, rendas, ao dono da propriedade, o senhor feudal.
Devido à insegurança vivida durante séculos, um pouco por toda a Europa, foram-se criando relações de vassalagem ou relações feudo-vassálicas, sistema de dependências em que senhores menos poderosos, os vassalos, se colocavam na dependência de senhores mais poderosos, os suseranos.
O rei era o suserano dos suseranos, aquele que não prestava laços de vassalagem a ninguém.
A cerimónia do contrato de vassalagem dividia-se em homenagem, em que o senhor menos poderoso se colocava na dependência e sob o poder do senhor mais poderoso, segue-se o juramento de fidelidade em que o vassalo jura cumprir o contrato, prestar auxílio militar e económico ao seu suserano em troca de segurança, proteção e sustento. Segue-se a investidura em que o vassalo recebe um cargo ou um feudo, normalmente constituído por terra.
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula é a U - A sociedade dos séculos IX a XII. Façam os exercícios do manual e se tiverem dúvidas, já sabem, coloquem-nas através do chat do facebook ou do meu e-mail.
Por último deixo-vos uns vídeos interessantes que selecionei no Youtube propositadamente para vocês.
Votos de excelente trabalho!
Nota acrescentada no dia 21 de Junho de 2012 - Alterei ligeiramente o conteúdo da aula ao introduzir aqui a cultura medieval que não vai aparecer em PowerPoint próprio.
Sumário: A sociedade europeia nos séculos IX a XII: clero, nobreza e povo. A cultura medieval. O domínio senhorial. As relações feudo-vassálicas.
Se bem se lembram, iniciámos a aula vinte e sete observando várias fotografias de povoações muralhadas, a refletir vivências de tempos perigosos e extraordinariamente inseguros e que correspondem a uma necessidade imperiosa de proteção sentida pelas populações.
As invasões, primeira vaga a partir de finais do século IV, seguida do desmembramento do Império Romano do Ocidente, teve como consequência uma inevitável fragmentação do poder com o surgimento dos primeiros reinos bárbaros cujos reis se vão convertendo ao cristianismo e se vão acomodando, e ao seus povos, em variadíssimas regiões da Europa Ocidental. A segunda vaga de invasões, ainda num período de consolidação destes reinos recentes que procuravam afirmar-se, a partir do início do século VIII e que se prolonga até ao século XI, com as invasões muçulmanas, vikings e húngaras, provocou muitos constrangimentos entre a população europeia e o seu estilo de vida. Desde logo o aumento da taxa de mortalidade, a diminuição da taxa de natalidade, os sentimentos de insegurança e de medo generalizado, a fuga das cidades para os campos já que eram as cidades, mais ricas, os alvos privilegiados dos ataques dos sucessivos invasores. O comércio quase desapareceu, a principal atividade económica passou a ser a agricultura, mas uma agricultura de subsistência onde praticamente não havia lugar para os excedentes. Os reis, sem conseguirem proteger convenientemente as populações, perderam poder para a nobreza e o clero que vão assegurar a proteção possível a estas populações, um pouco por toda a Europa e vão afirmando o seu poder.
A sociedade medieval, construída sobre as ruínas do Império Romano, era constituída por duas ordens privilegiadas, Clero e Nobreza, muito minoritárias, sendo que a esmagadora maioria da população integrava o Povo que era a ordem não privilegiada. Por isso podemos afirmar que a sociedade medieval era tripartida, porque dividida em três ordens, e trifuncional, porque a cada ordem correspondia uma função distinta: ao clero competia orar, à nobreza combater e ao povo trabalhar. Acima de todos está o rei, o senhor dos senhores, o suserano.
Clero e nobreza gozavam de enormes privilégios, estavam isentos do pagamento de impostos e, pelo contrário, recebiam-nos do povo, eram grandes detentores de terras, exerciam importantes cargos na administração, aplicavam a justiça nas suas terras, possuíam poder militar. Ao clero, para além da oração, competia o ensino, a caridade, a assistência aos mais necessitados, pobres e doentes.
O clero dividia-se em clero regular, o que está sujeito às regras das ordens religiosas, abades, monges e frades, por exemplo Ordem de Cluny e de Cister, e secular constituído pelo clero que habita entre a população, constituído por padres e bispos. Quanto à cultura monástica os monges dedicavam-se à cópia de manuscritos de livros gregos, romanos, cristãos, muçulmanos e a sua ação contribuíu para salvar a cultura clássica. Pedro Hispano (1210?-1277) foi o único papa português e adotou o nome de João XXI.
Quanto à nobreza, dividida entre baixa e alta nobreza, particularmente alguns dos seus membros mais poderosos, grandes senhores feudais, chegaram a cunhar moeda, usurpando, assim, um poder que era prerrogativa dos reis. Os nobres, muitos deles com exércitos próprios, preparavam-se para o combate através dos torneios e das caçadas.
A cultura cortesã, produzida pela nobreza que se dedicava à literatura, esta divide-se em poesia e prosa. Na poesia temos as cantigas de amor, cujo tema era o amor do trovador pela sua dama; as cantigas de amigo que tratavam da ausência do "amigo" e as cantigas de escárnio e maldizer em que o autor satirizava e caricaturava a sociedade da época. Na prosa temos os romances de cavalaria, vidas de santos e as crónicas.
Quanto ao povo, dividido em colonos, homens livres, e servos, homens não livres que pertenciam à terra, ao povo competia trabalhar para si próprio e para as restantes ordens sociais, trabalhava de sol a sol, vivia em condições deploráveis, esmagado pelo pagamentos dos impostos que devia aos seus senhores e que se traduziam no pagamento de rendas, parte da produção dos mansos; corveias, trabalho na reserva e banalidades, pagamento devido pelo uso dos equipamentos existentes no domínio senhorial, como o moinho, o lagar, o forno...
A cultura popular era uma cultura oral que deriva do facto do povo ser maioritariamente analfabeto e era composta por lendas, cantares de trabalho e contos que eram muitas vezes divulgadas nas feiras, mercados e romarias por jograis, bailarinos, músicos, cvantores, poetas
O domínio senhorial dividia-se em reserva e mansos. A reserva era explorada diretamente pelosenhor através do trabalho dos colonos e servos. Os mansos eram pequenas extensões de terrasenhorial cedidos aos camponeses para exploração e da qual os camponeses teriam de tirar o seu sustento e a parte que era devida em impostos, rendas, ao dono da propriedade, o senhor feudal.
Devido à insegurança vivida durante séculos, um pouco por toda a Europa, foram-se criando relações de vassalagem ou relações feudo-vassálicas, sistema de dependências em que senhores menos poderosos, os vassalos, se colocavam na dependência de senhores mais poderosos, os suseranos.
O rei era o suserano dos suseranos, aquele que não prestava laços de vassalagem a ninguém.
A cerimónia do contrato de vassalagem dividia-se em homenagem, em que o senhor menos poderoso se colocava na dependência e sob o poder do senhor mais poderoso, segue-se o juramento de fidelidade em que o vassalo jura cumprir o contrato, prestar auxílio militar e económico ao seu suserano em troca de segurança, proteção e sustento. Segue-se a investidura em que o vassalo recebe um cargo ou um feudo, normalmente constituído por terra.
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula é a U - A sociedade dos séculos IX a XII. Façam os exercícios do manual e se tiverem dúvidas, já sabem, coloquem-nas através do chat do facebook ou do meu e-mail.
Por último deixo-vos uns vídeos interessantes que selecionei no Youtube propositadamente para vocês.
Votos de excelente trabalho!
Nota acrescentada no dia 21 de Junho de 2012 - Alterei ligeiramente o conteúdo da aula ao introduzir aqui a cultura medieval que não vai aparecer em PowerPoint próprio.
sábado, 28 de abril de 2012
26ª Aula - A Nova Vaga de Invasões
26ª Aula - A Nova Vaga de Invasões
Sumário: A segunda vaga de invasões: muçulmanos, normandos e húngaros.
Os árabes são originários da Península Arábica e era aí que viviam num território caracterizado por ser um enorme deserto, uma extensão do Sahara, ponteado aqui e ali por oásis. As tribos que aí habitavam, sem unidade política, eram maioritariamente nómadas, dedicando-se à criação de gado e ao comércio de produtos vindos do Oriente que faziam chegar às margens do Mediterrâneo através das rotas caravaneiras que atravessavam o deserto arábico de lés a lés. Nos oásis havia populações sedentárias que praticavam a agricultura e a criação de gado. Tinham em comum o facto de serem politeístas e adoravam forças da natureza, pedras, fontes, astros.
E foi neste contexto que nasceu Maomé, por volta do ano 570, na cidade de Meca, atualmente a primeira cidade santa do Islão, situada na Arábia Saudita. Maomé cresceu e dedicou-se ao comércio, entrando em contacto com as duas religiões reveladas por Deus - o Judaísmo e o Cristianismo - e, aos 40 anos, numa gruta do monte Hira, o anjo Gabriel revelou-lhe a palavra de Alá, Deus, que viria a ser transcrita para o Corão, livro sagrado para todos os muçulmanos e o livro equivalente à Bíblia para os Cristãos.
Maomé começou a pregar a nova religião mas o seu monoteísmo colidiu com o politeísmo praticado pelos árabes e, em 622, Maomé foge, por razões de segurança, de Meca para Medina, por este facto segunda cidade santa do Islão, igualmente na Arábia Saudita atual. Em árabe, hégira significa fuga e esta data que marca o tempo no calendário árabe sendo o equivalente ao nascimento de Cristo no nosso calendário. Mais tarde, Maomé ou Mohammed, regressa a Meca e após a sua morte os seus sucessores, os califas, vão continuar a pregar o islamismo, com grande êxito, já que esta religião, baseada em cinco pilares - na crença de um Deus único e em Maomé como profeta maior; na obrigatoriedade de rezar cinco vezes ao dia; em cumprir o jejum do mês do Ramadão; obrigação da caridade e da esmola aos necessitados e em cumprir a hadj, peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida, vai-se expandir muito rapidamente até pelo desejo de espalhar a nova religião, a djihad ou guerra santa e pelo desejo de encontrar terras mais férteis do que as existentes na Península Arábica. Assim, os árabes muçulmanos vão-se expandindo para oriente e para ocidente e ocupam todo o Norte de África onde vão islamizar os povos berberes que aí habitavam.
A segunda vaga de invasões que assolou a Europa do Sul, teve a origem no Norte de África, no ano de 711 . Os muçulmanos, comandados por Tarik, e a pedido de uma das fações visigodas que lutava pelo poder na Península Ibérica, invadiu-a e, perto do rio Guadalete, aconteceu o primeiro confronto entre o exército cristão e muçulmano na batalha que ficou conhecida pelo nome de Batalha de Guadalete, batalha esta ganha pelos muçulmanos. A progressão dos muçulmanos na Península Ibérica foi muito rápida, até porque o poder dos visigodos encontrava-se, à época, enfraquecido e fragmentado e os árabes chegam mesmo a penetrar no território dos Francos, atual França, onde foram travados, em 732, na Batalha de Poitiers, pelo exército franco liderado por Carlos Martel.
Entretanto, mais a Norte, a partir do século VIII e até ao século XI, atacavam os Normandos ou Vikings, originários da península da Escandinávia que atacavam preferencialmente as cidades costeiras no Norte da Europa semeando o pânico e a destruição.
A partir do século IX, povos oriundos da Ásia, os húngaros ou magiares, atacam vindos do leste e chegam a território franco espalhando por sua vez a destruição e a morte, contribuindo para o medo e sentimento de insegurança generalizado entre os europeus. Os húngaros vão acabar por se fixar junto ao rio Danúbio, na atual Hungria.
Esta nova vaga de invasões veio perturbar o equilíbrio, ainda muito instável e precário, dos novos reinos cristãos resultantes da primeira vaga de invasões bárbaras que destruiu o Império Romano do Ocidente originando uma fragmentação do poder político, visível ainda hoje, apesar da UE.
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula já está reformulada e partilhada em T - O Novo Mapa da Europa - Invasões árabes, vikingues e húngaras.
Deixo-vos ainda dois vídeos síntese, por isso curtinhos, e ainda outro um pouco mais longo mas muitíssimo interessante sobre o Islamismo. Vejam-nos atentamente aproveitando, assim, para consolidar os conhecimentos adquiridos em contexto de sala de aula e aproveitando igualmente para consolidar conhecimentos de EMRC.
Deixo-vos ainda um vídeo sobre os Vikings. Não deixem de aprofundar os vossos conhecimentos sobre este povo guerreiro e lendário.
Podem e devem ainda realizar os questionários do vosso manual e já sabem, qualquer dúvida que surja... estou inteiramente disponível para os esclarecimentos devidos via face, mail, messenger... o que for.
Votos de excelente trabalho!
Sumário: A segunda vaga de invasões: muçulmanos, normandos e húngaros.
Os árabes são originários da Península Arábica e era aí que viviam num território caracterizado por ser um enorme deserto, uma extensão do Sahara, ponteado aqui e ali por oásis. As tribos que aí habitavam, sem unidade política, eram maioritariamente nómadas, dedicando-se à criação de gado e ao comércio de produtos vindos do Oriente que faziam chegar às margens do Mediterrâneo através das rotas caravaneiras que atravessavam o deserto arábico de lés a lés. Nos oásis havia populações sedentárias que praticavam a agricultura e a criação de gado. Tinham em comum o facto de serem politeístas e adoravam forças da natureza, pedras, fontes, astros.
E foi neste contexto que nasceu Maomé, por volta do ano 570, na cidade de Meca, atualmente a primeira cidade santa do Islão, situada na Arábia Saudita. Maomé cresceu e dedicou-se ao comércio, entrando em contacto com as duas religiões reveladas por Deus - o Judaísmo e o Cristianismo - e, aos 40 anos, numa gruta do monte Hira, o anjo Gabriel revelou-lhe a palavra de Alá, Deus, que viria a ser transcrita para o Corão, livro sagrado para todos os muçulmanos e o livro equivalente à Bíblia para os Cristãos.
Maomé começou a pregar a nova religião mas o seu monoteísmo colidiu com o politeísmo praticado pelos árabes e, em 622, Maomé foge, por razões de segurança, de Meca para Medina, por este facto segunda cidade santa do Islão, igualmente na Arábia Saudita atual. Em árabe, hégira significa fuga e esta data que marca o tempo no calendário árabe sendo o equivalente ao nascimento de Cristo no nosso calendário. Mais tarde, Maomé ou Mohammed, regressa a Meca e após a sua morte os seus sucessores, os califas, vão continuar a pregar o islamismo, com grande êxito, já que esta religião, baseada em cinco pilares - na crença de um Deus único e em Maomé como profeta maior; na obrigatoriedade de rezar cinco vezes ao dia; em cumprir o jejum do mês do Ramadão; obrigação da caridade e da esmola aos necessitados e em cumprir a hadj, peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida, vai-se expandir muito rapidamente até pelo desejo de espalhar a nova religião, a djihad ou guerra santa e pelo desejo de encontrar terras mais férteis do que as existentes na Península Arábica. Assim, os árabes muçulmanos vão-se expandindo para oriente e para ocidente e ocupam todo o Norte de África onde vão islamizar os povos berberes que aí habitavam.
A segunda vaga de invasões que assolou a Europa do Sul, teve a origem no Norte de África, no ano de 711 . Os muçulmanos, comandados por Tarik, e a pedido de uma das fações visigodas que lutava pelo poder na Península Ibérica, invadiu-a e, perto do rio Guadalete, aconteceu o primeiro confronto entre o exército cristão e muçulmano na batalha que ficou conhecida pelo nome de Batalha de Guadalete, batalha esta ganha pelos muçulmanos. A progressão dos muçulmanos na Península Ibérica foi muito rápida, até porque o poder dos visigodos encontrava-se, à época, enfraquecido e fragmentado e os árabes chegam mesmo a penetrar no território dos Francos, atual França, onde foram travados, em 732, na Batalha de Poitiers, pelo exército franco liderado por Carlos Martel.
Entretanto, mais a Norte, a partir do século VIII e até ao século XI, atacavam os Normandos ou Vikings, originários da península da Escandinávia que atacavam preferencialmente as cidades costeiras no Norte da Europa semeando o pânico e a destruição.
A partir do século IX, povos oriundos da Ásia, os húngaros ou magiares, atacam vindos do leste e chegam a território franco espalhando por sua vez a destruição e a morte, contribuindo para o medo e sentimento de insegurança generalizado entre os europeus. Os húngaros vão acabar por se fixar junto ao rio Danúbio, na atual Hungria.
Esta nova vaga de invasões veio perturbar o equilíbrio, ainda muito instável e precário, dos novos reinos cristãos resultantes da primeira vaga de invasões bárbaras que destruiu o Império Romano do Ocidente originando uma fragmentação do poder político, visível ainda hoje, apesar da UE.
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula já está reformulada e partilhada em T - O Novo Mapa da Europa - Invasões árabes, vikingues e húngaras.
Deixo-vos ainda dois vídeos síntese, por isso curtinhos, e ainda outro um pouco mais longo mas muitíssimo interessante sobre o Islamismo. Vejam-nos atentamente aproveitando, assim, para consolidar os conhecimentos adquiridos em contexto de sala de aula e aproveitando igualmente para consolidar conhecimentos de EMRC.
Deixo-vos ainda um vídeo sobre os Vikings. Não deixem de aprofundar os vossos conhecimentos sobre este povo guerreiro e lendário.
Podem e devem ainda realizar os questionários do vosso manual e já sabem, qualquer dúvida que surja... estou inteiramente disponível para os esclarecimentos devidos via face, mail, messenger... o que for.
Votos de excelente trabalho!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
25ª Aula - As Invasões Bárbaras e o Novo Mapa da Europa
25ª Aula - As Invasões Bárbaras e o Novo Mapa da Europa
Sumário: A primeira vaga de invasões - as invasões bárbaras e o novo mapa político da Europa. O papel evangelizador da Igreja Católica no ocidente europeu.
Os germânicos ou germanos, povos de origem indo-europeia a quem os romanos depreciativamente chamavam bárbaros, viviam fora das fronteiras do império romano, para além dos rios Reno e Danúbio. Eram povos bastante mais atrasados e rudes do que os romanos, viviam em aldeias, dedicavam-se à agricultura, à criação de gado, à metalurgia e à guerra. A partir do século II os bárbaros começaram a instalar-se dentro do império romano, mais ou menos pacificamente, mais ou menos tolerados pelos romanos, chegando até a integrar o exército romano.
A partir de finais do século IV, pressionados pelos Hunos que se deslocavam da Ásia Central para Ocidente, os bárbaros irromperam violentamente pelo Império adentro, onde encontraram apoio junto dos seus, provocando o caos, a destruição, a violência e a morte. Em 395, o Império é dividido em dois - Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. A queda de Roma, em 476, tem como maior consequência a queda do Império Romano do Ocidente. O Império estava ferido de morte, o poder político central desaparecera, as populações estavam quase completamente indefesas, não fora a proteção dos membros do clero. Entretanto, os bárbaros - Vândalos, Suevos, Visigodos, Ostrogodos, Burgúndios, Anglos, Saxões, Francos... vão-se acomodando dentro dos territórios que antes fizeram parte do Império Romano dando origem aos reinos bárbaros que, por sua vez, dão origem à Europa que hoje conhecemos - a Europa das Nações. Aqui, na Península Ibérica, vão surgir dois importantes reinos - o Suevo e o Visigodo. Este último anexará, posteriormente, o reino suevo.
As relações entre conquistados e conquistadores são inicialmente difíceis. Os bárbaros não falam latim, não professam o cristianismo, não se esqueçam que esta era já a religião oficial do Império desde 380, não têm os mesmos usos e costumes... mas, com o tempo, vão acabar por se aproximar entre si, invadidos e invasores, quer através de casamentos mistos, quer através da ação dos membros da Igreja Católica, nomeadamente dos seus bispos que vão encetar a tarefa de evangelização destes povos pagãos.
O primeiro rei bárbaro a converter-se ao cristianismo foi o rei dos Francos, Clóvis, em 496,
posteriormente converte-se Recaredo, rei dos Visigodos e Teodemiro, rei dos Suevos, que, dando o exemplo aos seus súbditos, vão acelerar o processo de conversão ao cristianismo por parte desta população vitoriosa, esbatendo diferenças entre conquistados e conquistadores e contribuindo para a sua fusão.
As ordens religiosas desempenharam um importantíssimo papel na evangelização, nomeadamente a Ordem de S. Bento, fundada no Monte Cassino, em Itália, em 529.
Esta ordem devia ser autosuficiente, atenção ao significado desta palavra!, e os seus membros deviam realizar trabalho manual, intelectual, para além da obrigação primeira que era o dever da oração. Desbravaram florestas, cultivaram campos, dedicaram-se à produção artesanal, para além de fundarem escolas, bibliotecas e copiarem livros, os chamados manuscritos. Desempenharam, pois, um importante papel do ponto de vista económico e cultural.
Na próxima aula abordaremos a segunda vaga de invasões que vai contribuir para mais insegurança vivida e sentida um pouco por toda a Europa Ocidental.
Por agora deixo-vos com a minha apresentação em PowerPoint intitulada S - O Novo Mapa da Europa, Invasões Bárbaras.
Deixo-vos ainda quatro vídeos curtinhos, mas muito interessantes, sobre as invasões bárbaras que selecionei para vocês no Youtube. Não deixem de os ver! Acho que vão gostar. O último trata especificamente o caso da Península Ibérica.
Ah! E vão estando atentos aos meus sublinhados... como sabem, é uma técnica de estudo utilizada por muitos, por mim também...
Bom trabalho a todos!
Sumário: A primeira vaga de invasões - as invasões bárbaras e o novo mapa político da Europa. O papel evangelizador da Igreja Católica no ocidente europeu.
Os germânicos ou germanos, povos de origem indo-europeia a quem os romanos depreciativamente chamavam bárbaros, viviam fora das fronteiras do império romano, para além dos rios Reno e Danúbio. Eram povos bastante mais atrasados e rudes do que os romanos, viviam em aldeias, dedicavam-se à agricultura, à criação de gado, à metalurgia e à guerra. A partir do século II os bárbaros começaram a instalar-se dentro do império romano, mais ou menos pacificamente, mais ou menos tolerados pelos romanos, chegando até a integrar o exército romano.
A partir de finais do século IV, pressionados pelos Hunos que se deslocavam da Ásia Central para Ocidente, os bárbaros irromperam violentamente pelo Império adentro, onde encontraram apoio junto dos seus, provocando o caos, a destruição, a violência e a morte. Em 395, o Império é dividido em dois - Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. A queda de Roma, em 476, tem como maior consequência a queda do Império Romano do Ocidente. O Império estava ferido de morte, o poder político central desaparecera, as populações estavam quase completamente indefesas, não fora a proteção dos membros do clero. Entretanto, os bárbaros - Vândalos, Suevos, Visigodos, Ostrogodos, Burgúndios, Anglos, Saxões, Francos... vão-se acomodando dentro dos territórios que antes fizeram parte do Império Romano dando origem aos reinos bárbaros que, por sua vez, dão origem à Europa que hoje conhecemos - a Europa das Nações. Aqui, na Península Ibérica, vão surgir dois importantes reinos - o Suevo e o Visigodo. Este último anexará, posteriormente, o reino suevo.
As relações entre conquistados e conquistadores são inicialmente difíceis. Os bárbaros não falam latim, não professam o cristianismo, não se esqueçam que esta era já a religião oficial do Império desde 380, não têm os mesmos usos e costumes... mas, com o tempo, vão acabar por se aproximar entre si, invadidos e invasores, quer através de casamentos mistos, quer através da ação dos membros da Igreja Católica, nomeadamente dos seus bispos que vão encetar a tarefa de evangelização destes povos pagãos.
O primeiro rei bárbaro a converter-se ao cristianismo foi o rei dos Francos, Clóvis, em 496,
posteriormente converte-se Recaredo, rei dos Visigodos e Teodemiro, rei dos Suevos, que, dando o exemplo aos seus súbditos, vão acelerar o processo de conversão ao cristianismo por parte desta população vitoriosa, esbatendo diferenças entre conquistados e conquistadores e contribuindo para a sua fusão.
As ordens religiosas desempenharam um importantíssimo papel na evangelização, nomeadamente a Ordem de S. Bento, fundada no Monte Cassino, em Itália, em 529.
Esta ordem devia ser autosuficiente, atenção ao significado desta palavra!, e os seus membros deviam realizar trabalho manual, intelectual, para além da obrigação primeira que era o dever da oração. Desbravaram florestas, cultivaram campos, dedicaram-se à produção artesanal, para além de fundarem escolas, bibliotecas e copiarem livros, os chamados manuscritos. Desempenharam, pois, um importante papel do ponto de vista económico e cultural.
Na próxima aula abordaremos a segunda vaga de invasões que vai contribuir para mais insegurança vivida e sentida um pouco por toda a Europa Ocidental.
Por agora deixo-vos com a minha apresentação em PowerPoint intitulada S - O Novo Mapa da Europa, Invasões Bárbaras.
Deixo-vos ainda quatro vídeos curtinhos, mas muito interessantes, sobre as invasões bárbaras que selecionei para vocês no Youtube. Não deixem de os ver! Acho que vão gostar. O último trata especificamente o caso da Península Ibérica.
Ah! E vão estando atentos aos meus sublinhados... como sabem, é uma técnica de estudo utilizada por muitos, por mim também...
Bom trabalho a todos!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
24ª Aula - O Cristianismo
24ª Aula - O Cristianismo
Sumário: Origem, princípios e difusão do Cristianismo. De religião perseguida a religião oficial do Império Romano.
A última aula sobre o Cristianismo versou sobre algumas matérias por vós já mais do que aprendidas na Catequese e nas aulas de EMRC.
De facto, quem não sabe que Jesus Cristo, filho de Maria e de Deus (para quem o reconhece como filho de Deus), nasceu em Belém, na província romana da Judeia, ao tempo do primeiro imperador de Roma, Octávio Augusto?
Quem não sabe que os Judeus, antigos Hebreus, monoteístas, aguardavam a vinda de um Messias que salvaria e engrandeceria Israel e o seu povo?
Quem não sabe que Jesus começou a pregar aos 30 anos uma mensagem original e revolucionária baseada no amor ao próximo, no perdão, na solidariedade e na caridade, na igualdade de todos os homens perante Deus, mensagem que Jesus dirigiu a toda a Humanidade? E que os dirigentes Judeus o encararam como um impostor, um agitador, tendo sido condenado, aos 33 anos, ao martírio e à morte por crucificação pelo Sinédrio, Grande Conselho Judaico, sentença confirmada pelo governador romano da província, Pôncio Pilatos?
Todos estes factos são conhecidos, até pelos inúmeros filmes que sobre esta temática foram sendo realizados ao longo dos tempos sobre um tema que, desde sempre, apaixonou os homens.
Talvez não saibais é que inicialmente o Cristianismo até foi aceite pelos romanos, num império profundamente politeísta e permissivo, mas que rapidamente passou a religião perseguida pelo facto dos seus princípios colidirem com princípios fundamentais romanos como o politeísmo e o culto ao imperador - os cristãos recusavam praticar outros cultos pois só prestavam culto a Deus - e colidirem com o fundamento da economia e sociedade romana, profundamente esclavagista, enquanto os cristãos defendiam a igualdade e o respeito entre todos os homens, sem exceção.
As perseguições aos cristãos foram, por vezes, ferozes destacando-se as perseguições movidas por Nero, Domiciano, Adriano e Diocleciano e muitos cristãos encontraram a morte nas arenas, por exemplo do emblemático Coliseu de Roma, em espetáculos sangrentos e violentos tão do agrado dos romanos e dos quais, ainda hoje, subsistem reminiscências desta violência nas touradas.
Durante séculos os cristãos, quais toupeiras, escavaram túneis e câmaras no subsolo, as catacumbas, onde praticavam o culto e sepultavam os seus mortos, segundo os rituais cristãos, longe dos olhares dos seus perseguidores.
Em 313, o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa a todos os habitantes do império, através do Edicto de Milão, e os cristãos, depois de séculos de perseguições mais ou menos violentas, puderam finalmente abandonar os subterrâneos e praticar o culto à superfície. Evidentemente, só a partir desta data é que surge a arquitetura cristã com a edificação das primeiras igrejas e batistérios que até aí, por razões de segurança, eram inexistentes.
Em 380, o imperador Teodósio, através do Edicto de Tessalónica, impõe o cristianismo como a religião oficial do Império Romano.
O cristianismo vai influenciar profundamente a vida no período medieval, matéria que abordaremos já na próxima aula. Aliás, o cristianismo ainda hoje influência profundamente a nossa vida... lembrem-se das cerimónias religiosas da Páscoa...
Como de costume, podeis consultar a apresentação em PowerPoint na minha página de recursos, onde está partilhada com o nome - R - Cristianismo, apresentação que já foi reformulada para este ano letivo.
E agora, para vos ajudar a decifrar o cristianismo... uma excelente e empolgante série divulgada pelo canal Odisseia.
Sumário: Origem, princípios e difusão do Cristianismo. De religião perseguida a religião oficial do Império Romano.
A última aula sobre o Cristianismo versou sobre algumas matérias por vós já mais do que aprendidas na Catequese e nas aulas de EMRC.
De facto, quem não sabe que Jesus Cristo, filho de Maria e de Deus (para quem o reconhece como filho de Deus), nasceu em Belém, na província romana da Judeia, ao tempo do primeiro imperador de Roma, Octávio Augusto?
Quem não sabe que os Judeus, antigos Hebreus, monoteístas, aguardavam a vinda de um Messias que salvaria e engrandeceria Israel e o seu povo?
Quem não sabe que Jesus começou a pregar aos 30 anos uma mensagem original e revolucionária baseada no amor ao próximo, no perdão, na solidariedade e na caridade, na igualdade de todos os homens perante Deus, mensagem que Jesus dirigiu a toda a Humanidade? E que os dirigentes Judeus o encararam como um impostor, um agitador, tendo sido condenado, aos 33 anos, ao martírio e à morte por crucificação pelo Sinédrio, Grande Conselho Judaico, sentença confirmada pelo governador romano da província, Pôncio Pilatos?
Todos estes factos são conhecidos, até pelos inúmeros filmes que sobre esta temática foram sendo realizados ao longo dos tempos sobre um tema que, desde sempre, apaixonou os homens.
Talvez não saibais é que inicialmente o Cristianismo até foi aceite pelos romanos, num império profundamente politeísta e permissivo, mas que rapidamente passou a religião perseguida pelo facto dos seus princípios colidirem com princípios fundamentais romanos como o politeísmo e o culto ao imperador - os cristãos recusavam praticar outros cultos pois só prestavam culto a Deus - e colidirem com o fundamento da economia e sociedade romana, profundamente esclavagista, enquanto os cristãos defendiam a igualdade e o respeito entre todos os homens, sem exceção.
As perseguições aos cristãos foram, por vezes, ferozes destacando-se as perseguições movidas por Nero, Domiciano, Adriano e Diocleciano e muitos cristãos encontraram a morte nas arenas, por exemplo do emblemático Coliseu de Roma, em espetáculos sangrentos e violentos tão do agrado dos romanos e dos quais, ainda hoje, subsistem reminiscências desta violência nas touradas.
Durante séculos os cristãos, quais toupeiras, escavaram túneis e câmaras no subsolo, as catacumbas, onde praticavam o culto e sepultavam os seus mortos, segundo os rituais cristãos, longe dos olhares dos seus perseguidores.
Em 313, o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa a todos os habitantes do império, através do Edicto de Milão, e os cristãos, depois de séculos de perseguições mais ou menos violentas, puderam finalmente abandonar os subterrâneos e praticar o culto à superfície. Evidentemente, só a partir desta data é que surge a arquitetura cristã com a edificação das primeiras igrejas e batistérios que até aí, por razões de segurança, eram inexistentes.
Em 380, o imperador Teodósio, através do Edicto de Tessalónica, impõe o cristianismo como a religião oficial do Império Romano.
O cristianismo vai influenciar profundamente a vida no período medieval, matéria que abordaremos já na próxima aula. Aliás, o cristianismo ainda hoje influência profundamente a nossa vida... lembrem-se das cerimónias religiosas da Páscoa...
Como de costume, podeis consultar a apresentação em PowerPoint na minha página de recursos, onde está partilhada com o nome - R - Cristianismo, apresentação que já foi reformulada para este ano letivo.
E agora, para vos ajudar a decifrar o cristianismo... uma excelente e empolgante série divulgada pelo canal Odisseia.
domingo, 4 de março de 2012
21ª Aula - A Arte Romana
21ª Aula - A Arte Romana
Sumário: A arte romana: pintura, mosaico, escultura e arquitetura.
Iniciámos a aula sobre a arte romana abordando a pintura que chegou até nós em grande número através de inúmeros frescos mais ou menos preservados, alguns excelentemente preservados. Trata-se, normalmente, de pintura polícroma, figurativa, realista, naturalista, expressiva, sóbria, onde estão representadas cenas do quotidiano, históricas, mitológicas, paisagens, muitas vezes enquadradas por apontamentos de decoração geométrica.
O mosaico, realizado a partir das tesselas, técnica em que os romanos foram especialistas, manteve a mesma temática e as mesmas características válidas para a pintura e temos exemplares fabulosos por todos o espaço do antigo império, felizmente também em território português, mais concretamente em Conímbriga.
Quanto à escultura temos uma tipologia dividida em baixos-relevos, bustos, estátuas de corpo inteiro e estátuas equestres. As características são comuns e destacam-se pelo seu realismo, expressividade, sobriedade, naturalidade. Não se esqueçam que, contrariamente ao idealismo grego, os escultores romanos esculpiram verdadeiros retratos psicológicos com magistral mestria, atingindo um nível de qualidade extraordinário. Esculpiam em bronze mas o material preferido era o mármore.
Relativamente à arquitetura, de nítida influência grega, os romanos usaram as ordens gregas a que acrescentaram a ordem compósita, combinação da coríntia com a jónica, usaram também o frontão triangular, mas foram capazes de inovar usando elementos arquitetónicos como o arco de volta perfeita, a abóbada de berço, a cúpula, o frontão semicircular.
A tipologia é vasta e controem aquedutos, arcos de triunfo, termas, templos, basílicas, teatros, anfiteatros, pontes... sendo, comprovadamente, excelentes engenheiros. Quanto às características podemos apresentar a robustez, a durabilidade, a monumentalidade, a funcionalidade, daí muitas destas construções ainda estarem em uso nos dias de hoje.
Os romanos eram, comprovadamente, homens muito pragmáticos, muito práticos, e isso está patente no imenso,valioso e diverso património artístico romano chegado até aos nossos dias.
Podeis consultar a apresentação em PowerPoint já explorada em contexto de sala de aula em Q - A arte romana - pintura, mosaico, escultura, arquitetura e podeis fazer a ficha formativa O - Roma 3.
Podeis ainda ver aqui uma reconstrução em 3D do Coliseu de Roma.
E aqui reconstruções de vários edifícios emblemáticos romanos, em 3D.
Este vídeo, a Hispania Romana, faz-nos já a ponte para as invasões bárbaras, matéria que abordaremos logo a seguir ao cristianismo.
E agora um tour virtual por Roma, capital do Império Romano.
Que cidade fabulosa...
Sumário: A arte romana: pintura, mosaico, escultura e arquitetura.
Iniciámos a aula sobre a arte romana abordando a pintura que chegou até nós em grande número através de inúmeros frescos mais ou menos preservados, alguns excelentemente preservados. Trata-se, normalmente, de pintura polícroma, figurativa, realista, naturalista, expressiva, sóbria, onde estão representadas cenas do quotidiano, históricas, mitológicas, paisagens, muitas vezes enquadradas por apontamentos de decoração geométrica.
O mosaico, realizado a partir das tesselas, técnica em que os romanos foram especialistas, manteve a mesma temática e as mesmas características válidas para a pintura e temos exemplares fabulosos por todos o espaço do antigo império, felizmente também em território português, mais concretamente em Conímbriga.
Quanto à escultura temos uma tipologia dividida em baixos-relevos, bustos, estátuas de corpo inteiro e estátuas equestres. As características são comuns e destacam-se pelo seu realismo, expressividade, sobriedade, naturalidade. Não se esqueçam que, contrariamente ao idealismo grego, os escultores romanos esculpiram verdadeiros retratos psicológicos com magistral mestria, atingindo um nível de qualidade extraordinário. Esculpiam em bronze mas o material preferido era o mármore.
Relativamente à arquitetura, de nítida influência grega, os romanos usaram as ordens gregas a que acrescentaram a ordem compósita, combinação da coríntia com a jónica, usaram também o frontão triangular, mas foram capazes de inovar usando elementos arquitetónicos como o arco de volta perfeita, a abóbada de berço, a cúpula, o frontão semicircular.
A tipologia é vasta e controem aquedutos, arcos de triunfo, termas, templos, basílicas, teatros, anfiteatros, pontes... sendo, comprovadamente, excelentes engenheiros. Quanto às características podemos apresentar a robustez, a durabilidade, a monumentalidade, a funcionalidade, daí muitas destas construções ainda estarem em uso nos dias de hoje.
Os romanos eram, comprovadamente, homens muito pragmáticos, muito práticos, e isso está patente no imenso,valioso e diverso património artístico romano chegado até aos nossos dias.
Podeis consultar a apresentação em PowerPoint já explorada em contexto de sala de aula em Q - A arte romana - pintura, mosaico, escultura, arquitetura e podeis fazer a ficha formativa O - Roma 3.
Podeis ainda ver aqui uma reconstrução em 3D do Coliseu de Roma.
E aqui reconstruções de vários edifícios emblemáticos romanos, em 3D.
Este vídeo, a Hispania Romana, faz-nos já a ponte para as invasões bárbaras, matéria que abordaremos logo a seguir ao cristianismo.
E agora um tour virtual por Roma, capital do Império Romano.
Que cidade fabulosa...
sábado, 3 de março de 2012
20ª Aula - Roma - Sociedade, Instituições Políticas e Religião
20ª Aula - Roma - Sociedade, Instituições Políticas e Religião
Sumário: A sociedade romana. As instituições políticas. A religião
A sociedade romana dividia-se em privilegiados, de que faziam parte os membros que integravam a ordem senatorial composta pelos mais ricos, grandes proprietários de terras que ocupavam os mais altos cargos da administração e do exército e que tinham de possuir uma fortuna superior a um milhão de sestércios, só eles é que podiam ser nomeados para o senado e os membros da ordem equestre, os cavaleiros, com uma fortuna superior a 400 mil sestércios, dedicavam-se ao comércio e ocupavam cargos intermédios na administração. Temos ainda os não privilegiados, de longe a maioria, que integrava a plebe urbana e rural, cidadãos, homens livres, que podiam ser pequenos proprietários de terras, camponeses, artesãos, pequenos comerciantes ou indigentes que viviam na dependência de famílias ricas ou mesmo do imperador e temos ainda os libertos, antigos escravos libertados cujos filhos adquiriam o direito de cidadania e eram livres, é claro, e os escravos que eram propriedade de um dono e eram considerados coisas.
A partir de 27 a. C surge uma nova forma de governo que sucede à República - o Império. O primeiro imperador é Octávio César Augusto e os imperadores têm poderes alargados - políticos, militares, financeiros, judiciais e religiosos e são divinizados após a morte.
Quanto à religião, os romanos são politeístas, numa próxima aula vamos ver a implantação do Cristianismo no império romano, adoram muitos deuses e têm até muita facilidade em incorporar cultos dos povos conquistados, dos gregos, dos egípcios, até dos persas. Os romanos praticam o culto doméstico dirigido pelo pater famílias, o culto público, dirigido por sacerdotes ou sacerdotisas, praticam a adivinhação através da observação das vísceras dos animais, faziam promessas e sacrifícios aos deuses.
A herança romana está bem presente ainda hoje na língua que falamos, o português, e que derivada do latim, assim como o francês, o romeno, o espanhol e o italiano, no direito de muitos países ocidentais que derivam do direito romano, nas técnicas construtivas que nos influenciaram até aos dias de hoje em que utilizamos elementos arquitetónicos usados pelos romanos como o arco de volta perfeita, a abóbada de berço e a cúpula, está presente no urbanismo, na arte, no cristianismo, na numeração romana que ainda hoje é usada.
Deixo-vos o link para a apresentação em PowerPoint intitulada P - Sociedade, instituições políticas e religião e ainda para a ficha formativa que podeis resolver em N - Roma 2.
E deixo-vos ainda uns vídeos que complementarão, por certo, esta aula.
Os primeiros são fabulosas visitas virtuais a casas romanas. Não deixem de ver.
Um "take-away" pompeiano.
E deixo-vos ainda um segundo vídeo, curtinho, que nos mostra uma reconstrução virtual de Pompeia. Não percam!
E ainda uma reconstituição das Termas de Caracala.
E ainda o Coliseu de Roma em 3D.
Bom trabalho!
Sumário: A sociedade romana. As instituições políticas. A religião
A sociedade romana dividia-se em privilegiados, de que faziam parte os membros que integravam a ordem senatorial composta pelos mais ricos, grandes proprietários de terras que ocupavam os mais altos cargos da administração e do exército e que tinham de possuir uma fortuna superior a um milhão de sestércios, só eles é que podiam ser nomeados para o senado e os membros da ordem equestre, os cavaleiros, com uma fortuna superior a 400 mil sestércios, dedicavam-se ao comércio e ocupavam cargos intermédios na administração. Temos ainda os não privilegiados, de longe a maioria, que integrava a plebe urbana e rural, cidadãos, homens livres, que podiam ser pequenos proprietários de terras, camponeses, artesãos, pequenos comerciantes ou indigentes que viviam na dependência de famílias ricas ou mesmo do imperador e temos ainda os libertos, antigos escravos libertados cujos filhos adquiriam o direito de cidadania e eram livres, é claro, e os escravos que eram propriedade de um dono e eram considerados coisas.
A partir de 27 a. C surge uma nova forma de governo que sucede à República - o Império. O primeiro imperador é Octávio César Augusto e os imperadores têm poderes alargados - políticos, militares, financeiros, judiciais e religiosos e são divinizados após a morte.
Quanto à religião, os romanos são politeístas, numa próxima aula vamos ver a implantação do Cristianismo no império romano, adoram muitos deuses e têm até muita facilidade em incorporar cultos dos povos conquistados, dos gregos, dos egípcios, até dos persas. Os romanos praticam o culto doméstico dirigido pelo pater famílias, o culto público, dirigido por sacerdotes ou sacerdotisas, praticam a adivinhação através da observação das vísceras dos animais, faziam promessas e sacrifícios aos deuses.
A herança romana está bem presente ainda hoje na língua que falamos, o português, e que derivada do latim, assim como o francês, o romeno, o espanhol e o italiano, no direito de muitos países ocidentais que derivam do direito romano, nas técnicas construtivas que nos influenciaram até aos dias de hoje em que utilizamos elementos arquitetónicos usados pelos romanos como o arco de volta perfeita, a abóbada de berço e a cúpula, está presente no urbanismo, na arte, no cristianismo, na numeração romana que ainda hoje é usada.
Deixo-vos o link para a apresentação em PowerPoint intitulada P - Sociedade, instituições políticas e religião e ainda para a ficha formativa que podeis resolver em N - Roma 2.
E deixo-vos ainda uns vídeos que complementarão, por certo, esta aula.
Os primeiros são fabulosas visitas virtuais a casas romanas. Não deixem de ver.
Um "take-away" pompeiano.
E deixo-vos ainda um segundo vídeo, curtinho, que nos mostra uma reconstrução virtual de Pompeia. Não percam!
E ainda uma reconstituição das Termas de Caracala.
E ainda o Coliseu de Roma em 3D.
Bom trabalho!
sexta-feira, 2 de março de 2012
19ª Aula - Império Romano, Romanização e Economia
19ª Aula - Império Romano, Romanização e Economia
Sumário: A formação do Império Romano e a romanização dos povos conquistados. A economia romana.
A cidade de Roma foi fundada pelos Latinos, na margem direita do rio Tibre, na península Itálica, em meados do século VIII.
Inicialmente era um pobre povoado, habitado por agricultores e criadores de gado que, de 616 a 509 a. C., vão ser ocupados e dominados pelos Etruscos até que os Latinos expulsam os Etruscos e iniciam a sua própria expansão, conquistando os seus vizinhos da península itálica - Etruscos, Úmbrios, Samnitas, Sabinos, prosseguindo, imparáveis, pela restante Europa, Norte de África e Ásia até estabilizarem o império no século II, quando este conheceu a sua máxima extensão, e ia até à Bretanha, e rodeava todo o mar Mediterrâneo, tendo-o transformado num autêntico lago romano, no mare nostrum.
As motivações para a expansão foram muitas e variadas, desde logo por razões de segurança que se ligam ao ataque ser a melhor defesa. De facto, se os romanos passassem a dominadores não voltariam a ser povo dominado. Acrescente-se ainda as motivações sociais e a ambição dos chefes, decorrentes de novos cargos e da honra e glória resultantes dos feitos de conquista e do exercício de determinadas funções de chefia. E há ainda motivações económicas que resultam dos saques, dos impostos lançados sobre os povos dominados, dos prisioneiros de guerra que se transformam em escravos, dos novos mercados que se abrem e com eles mais oportunidades de negócio, da maior quantidade de terras férteis para os colonos romanos.
É claro que vencedores e vencidos vêem esta conquista e ocupação de forma muito diferente, já o sabeis, analisámos documentos neste sentido durante a aula já leccionada sobre esta matéria.
Os romanos vão romanizar os povos conquistados, ou seja, "tornar romanos" influenciando-os através do latim, do direito romano, através do urbanismo, das técnicas de construção, através da fabulosa rede viária construída por todo o império, através da cultura, da arte, da ciência, do estilo de vida.
É claro, já o sabeis, a romanização teve muito mais êxito a ocidente do que a oriente, já que aqui se concentravam civilizações muito fortes e poderosas e por isso mais resistentes à romanização.
Durante séculos, os vários povos que integravam o Império viveram a chamada Pax Romana, ou seja, viviam em paz, mas sendo que esta paz era armada, forçada, vigiada de perto pelas legiões, pelos militares que a impunham com a sua presença.
Quanto à economia ela era urbana, comercial e monetária já que a vida dentro do império se concentrava nas urbes, cidades, onde se praticava um intenso comércio com produtos trocados por todo o império.
Dentro do império praticava-se a agricultura, a criação de gado, a exploração mineira, a extração de sal, a pesca, fabricava-se artesanato muito diverso, e, claro está, praticava-se o comércio muito facilitado pela rede de estradas, pela navegação fluvial e marítima e pela enorme circulação de moeda.
A apresentação em PowerPoint que já explorámos na sala de aula está disponível com o nome O - O Império Romano, Romanização e Economia e a ficha formativa está em M - Roma 1.
Estudem. Procurem resolver os exercícios do livro e as fichas formativas.
Se surgir qualquer dúvida, sabeis onde me encontrar.
Deixo-vos com a reconstituição da cidade de Ammaia, na Lusitânia. Visitem-na! Está à distância de dois cliques.
E ainda a reconstituição da magnífica cidade de Roma.
E sobre a mítica Pompeia.
E sobre as fronteiras do Império Romano, a Leste.
E na Bretanha era assim...
Sumário: A formação do Império Romano e a romanização dos povos conquistados. A economia romana.
A cidade de Roma foi fundada pelos Latinos, na margem direita do rio Tibre, na península Itálica, em meados do século VIII.
Inicialmente era um pobre povoado, habitado por agricultores e criadores de gado que, de 616 a 509 a. C., vão ser ocupados e dominados pelos Etruscos até que os Latinos expulsam os Etruscos e iniciam a sua própria expansão, conquistando os seus vizinhos da península itálica - Etruscos, Úmbrios, Samnitas, Sabinos, prosseguindo, imparáveis, pela restante Europa, Norte de África e Ásia até estabilizarem o império no século II, quando este conheceu a sua máxima extensão, e ia até à Bretanha, e rodeava todo o mar Mediterrâneo, tendo-o transformado num autêntico lago romano, no mare nostrum.
As motivações para a expansão foram muitas e variadas, desde logo por razões de segurança que se ligam ao ataque ser a melhor defesa. De facto, se os romanos passassem a dominadores não voltariam a ser povo dominado. Acrescente-se ainda as motivações sociais e a ambição dos chefes, decorrentes de novos cargos e da honra e glória resultantes dos feitos de conquista e do exercício de determinadas funções de chefia. E há ainda motivações económicas que resultam dos saques, dos impostos lançados sobre os povos dominados, dos prisioneiros de guerra que se transformam em escravos, dos novos mercados que se abrem e com eles mais oportunidades de negócio, da maior quantidade de terras férteis para os colonos romanos.
É claro que vencedores e vencidos vêem esta conquista e ocupação de forma muito diferente, já o sabeis, analisámos documentos neste sentido durante a aula já leccionada sobre esta matéria.
Os romanos vão romanizar os povos conquistados, ou seja, "tornar romanos" influenciando-os através do latim, do direito romano, através do urbanismo, das técnicas de construção, através da fabulosa rede viária construída por todo o império, através da cultura, da arte, da ciência, do estilo de vida.
É claro, já o sabeis, a romanização teve muito mais êxito a ocidente do que a oriente, já que aqui se concentravam civilizações muito fortes e poderosas e por isso mais resistentes à romanização.
Durante séculos, os vários povos que integravam o Império viveram a chamada Pax Romana, ou seja, viviam em paz, mas sendo que esta paz era armada, forçada, vigiada de perto pelas legiões, pelos militares que a impunham com a sua presença.
Quanto à economia ela era urbana, comercial e monetária já que a vida dentro do império se concentrava nas urbes, cidades, onde se praticava um intenso comércio com produtos trocados por todo o império.
Dentro do império praticava-se a agricultura, a criação de gado, a exploração mineira, a extração de sal, a pesca, fabricava-se artesanato muito diverso, e, claro está, praticava-se o comércio muito facilitado pela rede de estradas, pela navegação fluvial e marítima e pela enorme circulação de moeda.
A apresentação em PowerPoint que já explorámos na sala de aula está disponível com o nome O - O Império Romano, Romanização e Economia e a ficha formativa está em M - Roma 1.
Estudem. Procurem resolver os exercícios do livro e as fichas formativas.
Se surgir qualquer dúvida, sabeis onde me encontrar.
Deixo-vos com a reconstituição da cidade de Ammaia, na Lusitânia. Visitem-na! Está à distância de dois cliques.
E ainda a reconstituição da magnífica cidade de Roma.
E sobre a mítica Pompeia.
E sobre as fronteiras do Império Romano, a Leste.
E na Bretanha era assim...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
16ª Aula - A Arte Grega
16ª Aula - A Arte Grega
Sumário: A arte grega: pintura, escultura e arquitetura.
Como estão recordados, iniciámos a 16ª aula, intitulada "a arte grega", pela pintura e disse-vos que a pintura foi aplicada sobre a escultura, a arquitetura e a cerâmica se bem que da pintura sobre escultura e arquitetura só chegaram até nós pouco mais do que vestígios de pigmentos, ao contrário da pintura sobre cerâmica que está muito bem documentada, já que os gregos comercializaram a sua esplêndida cerâmica por toda a bacia mediterrânica. A decoração era inicialmente geométrica, depois zoomórfica e antropomórfica que, com o decorrer do tempo, se tornou a temática preferida - o Homem - com os artistas a pintarem cenas do quotidiano, da vida dos deuses e dos heróis.
A cerâmica mais famosa é a do século VI a. C. com figuras negras pintadas sobre fundo vermelho e a do século V a. C., exatamente o seu inverso, com figuras vermelhas pintadas sobre fundo negro.
Quanto à escultura iniciámos a sua abordagem pelo período arcaico, que vai dos séculos VII a inícios do século V a. C., pelos kouroi e pelas korai, respetivamente rapazes e raparigas jovens representados de forma muito convencional, estática, hirta, rígida, pouco natural, de sorriso convencional no rosto e com óbvias influências da escultura egípcia. Os koroi eram representados sempre nus, as korai vestidas e a representação de ambos vai evoluindo no sentido de uma maior naturalidade, leveza, graciosidade que é notória no período seguinte, o período Severo que se estende de inícios do século V a. C. até meados deste século e em que a figura humana adquire uma graciosidade de gesto e de pose e um realismo cada vez maior, sendo que a escultura grega é sempre idealista, não se esqueçam, porque procura representar um ideal de beleza feminino ou masculino e não alguém em particular.
Segue-se o período clássico, de 450 a 325 a. C. em que a escultura grega atinge, em termos de qualidade técnica, um patamar de exceção no sentido de um naturalismo e de um realismo/idealismo absolutamente fabulosos.
Os principais escultores do século V a. C. foram Fídias, famoso autor envolvido na construção do Pártenon, Míron e Policleto e os principais escultores do século IV a. C. foram Praxíteles e Lisipo. A temática continuou a ser o homem idealizado, os deuses, os heróis.
E eis-nos chegados ao período helenístico, que se estende do século III a I a. C. que nos lega verdadeiras composições narrativas, lembrem-se da belíssima escultura "O grupo de Laocoonte" com a sua teatralidade, paixão, sofrimento e drama expressos nos rostos e nas poses em tensão, das figuras que analisámos.
E chegámos à arquitetura e às ordens arquitetónicas inventadas pelos gregos - dórica, jónica e coríntia, com os seus característicos capitéis que vos servirão para as distinguir, muito embora elas não se distingam unicamente por esse elemento arquitetónico. Tereis de saber os nomes de todos os elementos arquitetónicos que estão no PowerPoint no diapositivo 24. Não se esqueçam que sabidas estas ordens na ponta da língua elas serão úteis de novo para a arte romana, que abordaremos na terceira aula reservada aos romanos, e para a arte do renascimento que abordaremos no 8º ano de escolaridade.
Não se esqueçam da tipologia da arquitetura grega com os seus característicos templos, os estádios e os teatros e não se esqueçam das características desta original arquitetura - arquitetura feita à medida do homem, que apresenta um grande equilíbrio de proporções, harmoniosa, feita para valorizar o próprio homem.
A apresentação em PowrPoint está disponível com o nome N - Arte Grega - pintura, escultura e arquitetura e a ficha formativa está em L - Grécia 3.
E pronto, terminamos a matéria para o teste de avaliação. São apenas quatro aulas de matéria em que abordámos hebreus, fenícios e gregos, são apenas quatro aulas de matéria mas a exigirem muito estudo que eu não quero fracas notas no próximo teste de avaliação e quero toda a gente a melhorar os seus resultados.
Já sabeis que deveis fazer os questionários que constam no vosso manual e também já sabeis onde me encontrar para o esclarecimento de quaisquer dúvidas que possam surgir. Não se acanhem.
Votos de excelente trabalho.
Deixo-vos, por último uns vídeos por mim selecionados no youtube. Vejam-nos com atenção.
Sobre a escultura, aconselho-vos a verem este vídeo e que vos ajudará, por certo, a ver com olhos de ver e não apenas de olhar.
E sobre as ordens arquitetónicas dórica, jónica e coríntia deixo-vos este vídeo para se relembrarem dos elementos arquitetónicos que as caracterizam.
Deixo-vos ainda este vídeo/resumo sobre a civilização grega, em espanhol, que devereis ver com muita atenção até porque aborda as civilizações cretense e micénica, que nós não explorámos em contexto de sala de aula pois não fazem parte do nosso programa, o que não quer dizer que as desconheçais por completo... o saber nunca ocupou lugar, não é assim?
Sumário: A arte grega: pintura, escultura e arquitetura.
Como estão recordados, iniciámos a 16ª aula, intitulada "a arte grega", pela pintura e disse-vos que a pintura foi aplicada sobre a escultura, a arquitetura e a cerâmica se bem que da pintura sobre escultura e arquitetura só chegaram até nós pouco mais do que vestígios de pigmentos, ao contrário da pintura sobre cerâmica que está muito bem documentada, já que os gregos comercializaram a sua esplêndida cerâmica por toda a bacia mediterrânica. A decoração era inicialmente geométrica, depois zoomórfica e antropomórfica que, com o decorrer do tempo, se tornou a temática preferida - o Homem - com os artistas a pintarem cenas do quotidiano, da vida dos deuses e dos heróis.
A cerâmica mais famosa é a do século VI a. C. com figuras negras pintadas sobre fundo vermelho e a do século V a. C., exatamente o seu inverso, com figuras vermelhas pintadas sobre fundo negro.
Quanto à escultura iniciámos a sua abordagem pelo período arcaico, que vai dos séculos VII a inícios do século V a. C., pelos kouroi e pelas korai, respetivamente rapazes e raparigas jovens representados de forma muito convencional, estática, hirta, rígida, pouco natural, de sorriso convencional no rosto e com óbvias influências da escultura egípcia. Os koroi eram representados sempre nus, as korai vestidas e a representação de ambos vai evoluindo no sentido de uma maior naturalidade, leveza, graciosidade que é notória no período seguinte, o período Severo que se estende de inícios do século V a. C. até meados deste século e em que a figura humana adquire uma graciosidade de gesto e de pose e um realismo cada vez maior, sendo que a escultura grega é sempre idealista, não se esqueçam, porque procura representar um ideal de beleza feminino ou masculino e não alguém em particular.
Segue-se o período clássico, de 450 a 325 a. C. em que a escultura grega atinge, em termos de qualidade técnica, um patamar de exceção no sentido de um naturalismo e de um realismo/idealismo absolutamente fabulosos.
Os principais escultores do século V a. C. foram Fídias, famoso autor envolvido na construção do Pártenon, Míron e Policleto e os principais escultores do século IV a. C. foram Praxíteles e Lisipo. A temática continuou a ser o homem idealizado, os deuses, os heróis.
E eis-nos chegados ao período helenístico, que se estende do século III a I a. C. que nos lega verdadeiras composições narrativas, lembrem-se da belíssima escultura "O grupo de Laocoonte" com a sua teatralidade, paixão, sofrimento e drama expressos nos rostos e nas poses em tensão, das figuras que analisámos.
E chegámos à arquitetura e às ordens arquitetónicas inventadas pelos gregos - dórica, jónica e coríntia, com os seus característicos capitéis que vos servirão para as distinguir, muito embora elas não se distingam unicamente por esse elemento arquitetónico. Tereis de saber os nomes de todos os elementos arquitetónicos que estão no PowerPoint no diapositivo 24. Não se esqueçam que sabidas estas ordens na ponta da língua elas serão úteis de novo para a arte romana, que abordaremos na terceira aula reservada aos romanos, e para a arte do renascimento que abordaremos no 8º ano de escolaridade.
Não se esqueçam da tipologia da arquitetura grega com os seus característicos templos, os estádios e os teatros e não se esqueçam das características desta original arquitetura - arquitetura feita à medida do homem, que apresenta um grande equilíbrio de proporções, harmoniosa, feita para valorizar o próprio homem.
A apresentação em PowrPoint está disponível com o nome N - Arte Grega - pintura, escultura e arquitetura e a ficha formativa está em L - Grécia 3.
E pronto, terminamos a matéria para o teste de avaliação. São apenas quatro aulas de matéria em que abordámos hebreus, fenícios e gregos, são apenas quatro aulas de matéria mas a exigirem muito estudo que eu não quero fracas notas no próximo teste de avaliação e quero toda a gente a melhorar os seus resultados.
Já sabeis que deveis fazer os questionários que constam no vosso manual e também já sabeis onde me encontrar para o esclarecimento de quaisquer dúvidas que possam surgir. Não se acanhem.
Votos de excelente trabalho.
Deixo-vos, por último uns vídeos por mim selecionados no youtube. Vejam-nos com atenção.
Sobre a escultura, aconselho-vos a verem este vídeo e que vos ajudará, por certo, a ver com olhos de ver e não apenas de olhar.
E sobre as ordens arquitetónicas dórica, jónica e coríntia deixo-vos este vídeo para se relembrarem dos elementos arquitetónicos que as caracterizam.
Deixo-vos ainda este vídeo/resumo sobre a civilização grega, em espanhol, que devereis ver com muita atenção até porque aborda as civilizações cretense e micénica, que nós não explorámos em contexto de sala de aula pois não fazem parte do nosso programa, o que não quer dizer que as desconheçais por completo... o saber nunca ocupou lugar, não é assim?
sábado, 28 de janeiro de 2012
15ª Aula - Grécia - Atenas no Século V a.C. - Política, Religião e Cultura
15ª Aula - Grécia - Atenas - Política, Religião e Cultura
Sumário: O surgimento da democracia em Atenas: orgãos do poder e limitações do regime democrático.
A religião: deuses e culto.
A cultura: o teatro, a filosofia, a história e a oratória
Meus queridos alunos, lembram-se que iniciámos a aula pela descodificação de uma palavra que utilizamos frequentemente na atualidade e que é a palavra democracia, do grego, dêmos, que significa povo, mais kratos, poder, literalmente poder do povo.
Este foi o regime político criado em Atenas, consolidado pelas leis de Sólon que decretou a igualdade para todos os homens livres, pelas leis de Clístenes que dividiu a península da Ática, área que integrava a cidade estado de Atenas, em 100 demos, ou áreas admnistrativas que por sua vez estavam agrupadas em 10 tribos de onde saíam os cidadãos que governavam a cidade e ainda pelas leis de Péricles que criou um subsídio para todos os cidadãos que desempenhassem um cargo político, o que possibilitou a entrada na política ativa, desempenhando cargos, a cidadãos com poucos recursos.
Existiam vários órgãos de poder em Atenas, entre eles a Eclésia, ou Assembleia do Povo, que se reunia na Pnix e onde, teoricamente, podiam participar todos os cidadãos, intervindo por tempo determinado, contado por um relógio de água e/ou votando as leis, normalmente de braço no ar, que eram preparadas na Bulé. A Eclésia decidia a paz, a guerra, as condenações ao ostracismo, castigo para quem colocasse em perigo a democracia ateniense e que consistia no exílio, expulsão por 10 anos da cidade e ainda elegia os 10 estrategos que comandavam o exército, a marinha e administravam a cidade, fazendo cumprir as leis.
A Bulé era constituída por 500 cidadãos sorteados à razão de 50 por tribo, eram 10 tribos, não se esqueçam. A sua função consistia na preparação dos projetos lei para serem aprovados na Eclésia.
Existiam dois tribunais, o Helieu, para crimes mais correntes de infração às leis da cidade e o Areópago destinado ao julgamento de crimes mais graves como homicídio ou crimes ligados a questões religiosas.
Existiam ainda 10 arcontes que presidiam aos tribunais e organizavam o culto aos deuses.
Não se esqueçam que a democracia grega, sendo direta, era imperfeita e limitada pois muito embora todos os cidadãos pudessem participar na vida política da cidade votando diretamente as leis, não era pois como na nossa democracia atual em que elegemos quem depois, indiretamente, vota as leis por nós, a verdade é que só um pequena minoria dos habitantes da cidade participava na vida política de Atenas pois metecos, mulheres e escravos, a maioria dos seus habitantes, estava completamente excluída não podendo os seus membros eleger nem ser eleitos para qualquer cargo. Não se esqueçam também da limitação de mandatos na Grécia... o poder pode corromper, não é assim?
Quanto à religião, já sabeis que vigorava o politeísmo já que os gregos adoravam muitos deuses. Moradores no monte Olimpo, os deuses gregos amavam, odiavam como os humanos mas eram possuidores de poderes sobrenaturais e eram imortais, características que os afastavam do comum dos mortais. Alguns exemplos mais conhecidos são Zeus, o deus dos deuses, Dioniso, o deus do vinho e da embriaguez, Atena, a deusa da arte da guerra e da sabedoria, Apolo, deus do sol, das artes, Hermes, deus das viagens e do comércio, Afrodite, deusa da beleza e do amor... e tantos tantos outros...
Cada cidade-estado tinha os seus deuses protetores e o culto fazia-se em casa, nos templos ou em santuários realizados para os efeitos, por exemplo Olímpia, onde se realizavam os jogos olímpicos e Delfos onde a sacerdotiza Pítia adivinhava o futuro. O culto consistia em oferendas de comida e vinho, sacrifícios de animais, flores e orações. Os gregos veneravam ainda os heróis, de origem semi divina e que tinham praticado feitos extraordinários.
Relativamente à cultura grega já sabeis que nós hoje em dia somos-lhe profundamente devedores. Devemos-lhe a História, não se esqueçam dos principais historiadores gregos Heródoto, considerado o pai da História e Tucídides; a Filosofia, do grego filos, amigo, mais sofia, sabedoria, com nomes tão importantes como Sócrates, Platão e Aristóteles; a Oratória, a arte de bem falar, de bem discursar, indispensável ao debate político que se realizava em Atenas; e o Teatro, inventado nas festas em honra de Dioniso, primeiro as tragédias, apelando ao choro, depois as comédias, apelando ao riso, era sempre representado por homens caracterizados com vestuário adequado e máscaras. Da observação das peças teatrais só estavam excluídos os escravos.
Deixo-vos ficar o link para a aula M - Grécia - Atenas - política, religião e cultura que deveis rever com atenção e passar para os vossos portefólio para manterem a matéria ordenada e organizada para que os estudo se faça de forma profícua.
Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa - J - Grécia 2 que podeis e deveis fazer.
Quanto aos vídeos prometo colocá-los logo que possível, ok?
Votos de excelente trabalho.
Sumário: O surgimento da democracia em Atenas: orgãos do poder e limitações do regime democrático.
A religião: deuses e culto.
A cultura: o teatro, a filosofia, a história e a oratória
Meus queridos alunos, lembram-se que iniciámos a aula pela descodificação de uma palavra que utilizamos frequentemente na atualidade e que é a palavra democracia, do grego, dêmos, que significa povo, mais kratos, poder, literalmente poder do povo.
Este foi o regime político criado em Atenas, consolidado pelas leis de Sólon que decretou a igualdade para todos os homens livres, pelas leis de Clístenes que dividiu a península da Ática, área que integrava a cidade estado de Atenas, em 100 demos, ou áreas admnistrativas que por sua vez estavam agrupadas em 10 tribos de onde saíam os cidadãos que governavam a cidade e ainda pelas leis de Péricles que criou um subsídio para todos os cidadãos que desempenhassem um cargo político, o que possibilitou a entrada na política ativa, desempenhando cargos, a cidadãos com poucos recursos.
Existiam vários órgãos de poder em Atenas, entre eles a Eclésia, ou Assembleia do Povo, que se reunia na Pnix e onde, teoricamente, podiam participar todos os cidadãos, intervindo por tempo determinado, contado por um relógio de água e/ou votando as leis, normalmente de braço no ar, que eram preparadas na Bulé. A Eclésia decidia a paz, a guerra, as condenações ao ostracismo, castigo para quem colocasse em perigo a democracia ateniense e que consistia no exílio, expulsão por 10 anos da cidade e ainda elegia os 10 estrategos que comandavam o exército, a marinha e administravam a cidade, fazendo cumprir as leis.
A Bulé era constituída por 500 cidadãos sorteados à razão de 50 por tribo, eram 10 tribos, não se esqueçam. A sua função consistia na preparação dos projetos lei para serem aprovados na Eclésia.
Existiam dois tribunais, o Helieu, para crimes mais correntes de infração às leis da cidade e o Areópago destinado ao julgamento de crimes mais graves como homicídio ou crimes ligados a questões religiosas.
Existiam ainda 10 arcontes que presidiam aos tribunais e organizavam o culto aos deuses.
Não se esqueçam que a democracia grega, sendo direta, era imperfeita e limitada pois muito embora todos os cidadãos pudessem participar na vida política da cidade votando diretamente as leis, não era pois como na nossa democracia atual em que elegemos quem depois, indiretamente, vota as leis por nós, a verdade é que só um pequena minoria dos habitantes da cidade participava na vida política de Atenas pois metecos, mulheres e escravos, a maioria dos seus habitantes, estava completamente excluída não podendo os seus membros eleger nem ser eleitos para qualquer cargo. Não se esqueçam também da limitação de mandatos na Grécia... o poder pode corromper, não é assim?
Quanto à religião, já sabeis que vigorava o politeísmo já que os gregos adoravam muitos deuses. Moradores no monte Olimpo, os deuses gregos amavam, odiavam como os humanos mas eram possuidores de poderes sobrenaturais e eram imortais, características que os afastavam do comum dos mortais. Alguns exemplos mais conhecidos são Zeus, o deus dos deuses, Dioniso, o deus do vinho e da embriaguez, Atena, a deusa da arte da guerra e da sabedoria, Apolo, deus do sol, das artes, Hermes, deus das viagens e do comércio, Afrodite, deusa da beleza e do amor... e tantos tantos outros...
Cada cidade-estado tinha os seus deuses protetores e o culto fazia-se em casa, nos templos ou em santuários realizados para os efeitos, por exemplo Olímpia, onde se realizavam os jogos olímpicos e Delfos onde a sacerdotiza Pítia adivinhava o futuro. O culto consistia em oferendas de comida e vinho, sacrifícios de animais, flores e orações. Os gregos veneravam ainda os heróis, de origem semi divina e que tinham praticado feitos extraordinários.
Relativamente à cultura grega já sabeis que nós hoje em dia somos-lhe profundamente devedores. Devemos-lhe a História, não se esqueçam dos principais historiadores gregos Heródoto, considerado o pai da História e Tucídides; a Filosofia, do grego filos, amigo, mais sofia, sabedoria, com nomes tão importantes como Sócrates, Platão e Aristóteles; a Oratória, a arte de bem falar, de bem discursar, indispensável ao debate político que se realizava em Atenas; e o Teatro, inventado nas festas em honra de Dioniso, primeiro as tragédias, apelando ao choro, depois as comédias, apelando ao riso, era sempre representado por homens caracterizados com vestuário adequado e máscaras. Da observação das peças teatrais só estavam excluídos os escravos.
Deixo-vos ficar o link para a aula M - Grécia - Atenas - política, religião e cultura que deveis rever com atenção e passar para os vossos portefólio para manterem a matéria ordenada e organizada para que os estudo se faça de forma profícua.
Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa - J - Grécia 2 que podeis e deveis fazer.
Quanto aos vídeos prometo colocá-los logo que possível, ok?
Votos de excelente trabalho.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
14ª Aula - Grécia - Território, Economia e Sociedade
14ª Aula - Grécia - Território, Economia e Sociedade
Sumário: O mundo helénico no século V a. C. - localização, condições geográficas e formação das cidades-estado.
O exemplo de Atenas: economia e sociedade.
Meus queridos alunos, como estais lembrados, iniciámos a 14ª aula pela localização da Grécia Antiga, que compreende a Grécia Continental Europeia, mais concretamente a península balcânica, a Grécia Insular e a Grécia Asiática, situada nas costas da Ásia Menor. De seguida caracterizámos o território grego como sendo muito montanhoso e com raras planícies férteis, onde o clima é quente e seco e onde existem raros cursos de água e de fraco caudal, condições não muito propícias à prática da agricultura. Em contrapartida, não se esqueçam, o Mediterrâneo está sempre presente e a costa, muito recortada, oferece bons portos naturais o que vai ser determinante na vocação comercial marítima dos gregos. Estas características ajudam a compreender a prática de uma agricultura não muito produtiva, a opção pelo fabrico do artesanato e a vocação marítima dos gregos atestada pelo intenso comércio por todo o Mediterrâneo.
Relembrem-se que as dificuldades de comunicação entre as comunidades gregas espalhadas por um território bastante disperso e acidentado explicam, em grande medida, a formação de cidades-estado cidades independentes umas das outras a nível geográfico, político, religioso, económico,social. De notar que, muito embora a Grécia Antiga não tivesse unidade política, a verdade é que os gregos sentiam-se unidos por traços comuns como a língua, as crenças, os cultos religiosos, os hábitos e costumes e, por isso, faz todo o sentido falarmos do povo grego e da Grécia como um todo. Não se esqueçam também que os gregos fundaram colónias por todo o Mediterrâneo, nas costas do Mar Negro, no norte de África, e não se esqueçam da Magna Grécia, ou Grande Grécia, no sul da atual Itália, território que incluía a ilha da Sicília para onde os gregos se expandiram a partir do território original.
Relembrem-se que as cidades-estado gregas estavam estruturadas em três partes distintas:
- Acrópole, parte mais alta da cidade, muralhada, onde se situavam os templos e os edifícios mais importantes e onde se refugiavam os habitantes da cidade em caso de perigo.
- Zona urbana, parte baixa da cidade onde se encontrava a ágora, grande praça pública onde se concentrava a zona comercial e serealizava o mercado e onde os cidadãos se reuniam para discutir os assuntos do dia; compreende ainda a zona habitacional, onde vive e trabalha a população.
- Zona rural, situada à volta da zona urbana onde se situam os campos de cultivo e bosques que asseguram as subsistências aos habitantes da cidade-estado.
A cidade-estado mais importante da Grécia do século V a. C. era Atenas - Atenção nada de me escreverem Antenas! - situada na península da Ática e que possuía um importante e movimentado porto, chamado Pireu, por onde saíam e entravam mercadorias em grande quantidade fruto de um comércio marítimo muito intenso. Praticava-se uma agricultura tipicamente mediterrânica com o cultivo de cereais - trigo e cevada -, oliveira e vinha, praticava-se a criação de gado, principalmente ovino e caprino, a pesca, a exploração de minas de prata. O fabrico de artesanato, as cerâmicas gregas eram muito apreciadas, tinha um grande peso na economia e era exportado por todo o Mediterrâneo. O comércio era intenso no porto do Pireu entre importações - trigo, gado, minérios, sal, papiro, marfim, madeira, escravos - e exportações - artesanato diverso, vinho, azeite.
A sociedade ateniense dividia-se em:
- Cidadãos, filhos rapazes de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos, só eles podiam participar na vida política da cidade, só eles podiam ser eleitos ou eleger, só eles podiam possuir terras, estavam isentos do pagamento de impostos. Tinham uma excelente preparação e desde pequenos instruíam-se para poderem participar plenamente na vida política de Atenas.
- Metecos, estrangeiros residentes em Atenas, prestavam serviço militar obrigatório, pagavam impostos, dedicavam-se ao artesanato e comércio.
- Mulheres, tinham direitos muito limitados e viviam na mais completa dependência dos homens - pais ou maridos. Eram excluídas da vida política.
- Escravos - eram cerca de 1/3 da população de Atenas proveniente da pirataria no Mediterrâneo e prisioneiros de guerra e a eles estavam reservados os trabalhos mais duros. Trabalhavam nas minas, na agricultura, na produção de artesanato, faziam trabalhos domésticos. os seus donos podiam conceder-lhes a liberdade.
A apresentação em PowerPoint que explorámos na aula, onde se encontra toda esta matéria, intitula-se L- Grécia - Atenas - Economia e Sociedade e podeis consultá-la na hiperligação a vermelho.
Não se esqueçam dos trabalhos de casa, divididos em três partes distintas e que nunca podem falhar.
Podeis e deveis complementar o vosso estudo resolvendo a ficha formativa intitulada I - Grécia 1 e ainda todos os exercícios do manual referentes a esta matéria. E já sabeis, qualquer dúvida, estou por aqui e vós sabeis bem como me encontrar.
Por último, deixo-vos pequenos vídeos retirados do Youtube que podem servir para consolidarem a matéria.
Bom trabalho!
Sumário: O mundo helénico no século V a. C. - localização, condições geográficas e formação das cidades-estado.
O exemplo de Atenas: economia e sociedade.
Meus queridos alunos, como estais lembrados, iniciámos a 14ª aula pela localização da Grécia Antiga, que compreende a Grécia Continental Europeia, mais concretamente a península balcânica, a Grécia Insular e a Grécia Asiática, situada nas costas da Ásia Menor. De seguida caracterizámos o território grego como sendo muito montanhoso e com raras planícies férteis, onde o clima é quente e seco e onde existem raros cursos de água e de fraco caudal, condições não muito propícias à prática da agricultura. Em contrapartida, não se esqueçam, o Mediterrâneo está sempre presente e a costa, muito recortada, oferece bons portos naturais o que vai ser determinante na vocação comercial marítima dos gregos. Estas características ajudam a compreender a prática de uma agricultura não muito produtiva, a opção pelo fabrico do artesanato e a vocação marítima dos gregos atestada pelo intenso comércio por todo o Mediterrâneo.
Relembrem-se que as dificuldades de comunicação entre as comunidades gregas espalhadas por um território bastante disperso e acidentado explicam, em grande medida, a formação de cidades-estado cidades independentes umas das outras a nível geográfico, político, religioso, económico,social. De notar que, muito embora a Grécia Antiga não tivesse unidade política, a verdade é que os gregos sentiam-se unidos por traços comuns como a língua, as crenças, os cultos religiosos, os hábitos e costumes e, por isso, faz todo o sentido falarmos do povo grego e da Grécia como um todo. Não se esqueçam também que os gregos fundaram colónias por todo o Mediterrâneo, nas costas do Mar Negro, no norte de África, e não se esqueçam da Magna Grécia, ou Grande Grécia, no sul da atual Itália, território que incluía a ilha da Sicília para onde os gregos se expandiram a partir do território original.
Relembrem-se que as cidades-estado gregas estavam estruturadas em três partes distintas:
- Acrópole, parte mais alta da cidade, muralhada, onde se situavam os templos e os edifícios mais importantes e onde se refugiavam os habitantes da cidade em caso de perigo.
- Zona urbana, parte baixa da cidade onde se encontrava a ágora, grande praça pública onde se concentrava a zona comercial e serealizava o mercado e onde os cidadãos se reuniam para discutir os assuntos do dia; compreende ainda a zona habitacional, onde vive e trabalha a população.
- Zona rural, situada à volta da zona urbana onde se situam os campos de cultivo e bosques que asseguram as subsistências aos habitantes da cidade-estado.
A cidade-estado mais importante da Grécia do século V a. C. era Atenas - Atenção nada de me escreverem Antenas! - situada na península da Ática e que possuía um importante e movimentado porto, chamado Pireu, por onde saíam e entravam mercadorias em grande quantidade fruto de um comércio marítimo muito intenso. Praticava-se uma agricultura tipicamente mediterrânica com o cultivo de cereais - trigo e cevada -, oliveira e vinha, praticava-se a criação de gado, principalmente ovino e caprino, a pesca, a exploração de minas de prata. O fabrico de artesanato, as cerâmicas gregas eram muito apreciadas, tinha um grande peso na economia e era exportado por todo o Mediterrâneo. O comércio era intenso no porto do Pireu entre importações - trigo, gado, minérios, sal, papiro, marfim, madeira, escravos - e exportações - artesanato diverso, vinho, azeite.
A sociedade ateniense dividia-se em:
- Cidadãos, filhos rapazes de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos, só eles podiam participar na vida política da cidade, só eles podiam ser eleitos ou eleger, só eles podiam possuir terras, estavam isentos do pagamento de impostos. Tinham uma excelente preparação e desde pequenos instruíam-se para poderem participar plenamente na vida política de Atenas.
- Metecos, estrangeiros residentes em Atenas, prestavam serviço militar obrigatório, pagavam impostos, dedicavam-se ao artesanato e comércio.
- Mulheres, tinham direitos muito limitados e viviam na mais completa dependência dos homens - pais ou maridos. Eram excluídas da vida política.
- Escravos - eram cerca de 1/3 da população de Atenas proveniente da pirataria no Mediterrâneo e prisioneiros de guerra e a eles estavam reservados os trabalhos mais duros. Trabalhavam nas minas, na agricultura, na produção de artesanato, faziam trabalhos domésticos. os seus donos podiam conceder-lhes a liberdade.
A apresentação em PowerPoint que explorámos na aula, onde se encontra toda esta matéria, intitula-se L- Grécia - Atenas - Economia e Sociedade e podeis consultá-la na hiperligação a vermelho.
Não se esqueçam dos trabalhos de casa, divididos em três partes distintas e que nunca podem falhar.
Podeis e deveis complementar o vosso estudo resolvendo a ficha formativa intitulada I - Grécia 1 e ainda todos os exercícios do manual referentes a esta matéria. E já sabeis, qualquer dúvida, estou por aqui e vós sabeis bem como me encontrar.
Por último, deixo-vos pequenos vídeos retirados do Youtube que podem servir para consolidarem a matéria.
Bom trabalho!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
13ª Aula - Hebreus e Fenícios
13ª Aula - Hebreus e Fenícios
Sumário: Os Hebreus: a originalidade da religião monoteísta hebraica. Os Fenícios: a escrita alfabética.
Meus queridos alunos,
depois deste interregno em que andámos ocupados com testes e avaliações eis que retomamos o trabalho com afinco e vontade de fazer mais e melhor. Tenham atenção à numeração das aulas que, a partir de agora, estarão desfasadas para muitos de vós, nomeadamente à conta dos feriados que fomos tendo ao longo do 1º período.
Posto isto, ao trabalho!
A primeira parte desta aula remete-nos para matérias que muitos de vós já conheceis das vossas aulas de catequese. Os hebreus, ou seja "os que vagueiam", povo de origem semita, segundo a Bíblia descendentes de Sem, filho primogénito de Noé, eram originários da Mesopotâmia, região que se situava entre os rios Eufrates e Tigre, no atual Iraque. A originalidade maior deste povo de pastores nómadas é que professavam uma religião monoteísta, adorando um só Deus, Javé, criador do do mundo e do homem e consideravam-se o povo eleito por Deus para revelarem aos outros povos a lei de Deus. Os profetas anunciavam a vinda de um Messias, filho de Deus, que salvaria os hebreus da opressão.
Cerca de 1800 a. C., guiados pelo patriarca Abraão, saíram da Mesopotâmia à procura da Terra Prometida que encontraram na região da Palestina, região fértil, atravessada pelo rio Jordão. Apoquentados por secas e fomes os hebreus partem de novo e fixam-se no Egito, onde são reduzidos à escravidão e por aí permanecem até cerca de 1200 a. C. data em que, guiados pelo patriarca Moisés, regressam à Palestina. Durante o êxodo, no monte Sinai, Moisés recebe, segundo a Bíblia, as Tábuas da Lei que contêm os Dez Mandamentos da Lei de Deus e prosseguem a viagem acabando por fundar o Estado de Israel, no século XI a. C. A partir do século VIII a região foi sucessivamente ocupada por Assírios, Babilónios, Persas, Gregos e Romanos.
Os hebreus, judeus actuais, não reconheceram Jesus Cristo como filho de Deus e ainda hoje aguardam a vinda do Messias. Para os cristãos, o Messias já veio ao mundo e morreu aos 33 anos, na província romana da Judeia.
Hebreus
Os fenícios, povo sem unidade política, habitavam uma estreita faixa de terra situada entre o mar Mediterrâneo e as atuais Montanhas do Líbano, onde fundaram cidades-estado independentes umas das outras. O solo era pobre e acidentado e os fenícios, embora praticassem a agricultura e cultivassem a vinha, a oliveira e o linho, especializaram-se no fabrico de artesanato e no comércio que praticavam por todo o Mediterrâneo tendo-se até aventurado pelo oceano Atlântico, para Norte, até à Grã-Bretanha, e para Sul, até ao atual Senegal. Os fenícios, excelentes marinheiros, fundaram muitas colónias por toda a bacia mediterrânica, a mais famosa das quais situada na costa norte de África, na atual Tunísia, chamada Cartago.
Os fenícios exportavam madeira de cedro, panos de cor púrpura, objetos de cerâmica, de vidro, de metal e importavam matérias primas como ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, marfim, cereais, papiro, sal.
A sua intensa atividade comercial levou-os a inventarem uma escrita simplificada, a escrita alfabética, criada cerca de 1200 a.C.. Este alfabeto, constituído por 22 letras e em que cada letra corresponde a um som, está na origem do alfabeto por nós utilizado hoje em dia e está na origem de todas as escritas ocidentais.
Deixo-vos o link para a apresentação que já explorámos em contexto de sala de aula, intitulada J - Hebreus e Fenícios. Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa H - Hebreus e Fenícios que podereis e devereis tentar resolver. Já sabeis que, tendo dificuldades, esta professora encontra-se on-line, na Escola ou em casa, para vos ajudar a resolver qualquer dificuldade.
E finalmente deixo-vos três vídeos que complementam esta aula e que, eu sei, são sempre tanto do vosso agrado.
Fiquem bem, alunos meus! Votos de excelente trabalho!
Fenícios
Sumário: Os Hebreus: a originalidade da religião monoteísta hebraica. Os Fenícios: a escrita alfabética.
Meus queridos alunos,
depois deste interregno em que andámos ocupados com testes e avaliações eis que retomamos o trabalho com afinco e vontade de fazer mais e melhor. Tenham atenção à numeração das aulas que, a partir de agora, estarão desfasadas para muitos de vós, nomeadamente à conta dos feriados que fomos tendo ao longo do 1º período.
Posto isto, ao trabalho!
A primeira parte desta aula remete-nos para matérias que muitos de vós já conheceis das vossas aulas de catequese. Os hebreus, ou seja "os que vagueiam", povo de origem semita, segundo a Bíblia descendentes de Sem, filho primogénito de Noé, eram originários da Mesopotâmia, região que se situava entre os rios Eufrates e Tigre, no atual Iraque. A originalidade maior deste povo de pastores nómadas é que professavam uma religião monoteísta, adorando um só Deus, Javé, criador do do mundo e do homem e consideravam-se o povo eleito por Deus para revelarem aos outros povos a lei de Deus. Os profetas anunciavam a vinda de um Messias, filho de Deus, que salvaria os hebreus da opressão.
Cerca de 1800 a. C., guiados pelo patriarca Abraão, saíram da Mesopotâmia à procura da Terra Prometida que encontraram na região da Palestina, região fértil, atravessada pelo rio Jordão. Apoquentados por secas e fomes os hebreus partem de novo e fixam-se no Egito, onde são reduzidos à escravidão e por aí permanecem até cerca de 1200 a. C. data em que, guiados pelo patriarca Moisés, regressam à Palestina. Durante o êxodo, no monte Sinai, Moisés recebe, segundo a Bíblia, as Tábuas da Lei que contêm os Dez Mandamentos da Lei de Deus e prosseguem a viagem acabando por fundar o Estado de Israel, no século XI a. C. A partir do século VIII a região foi sucessivamente ocupada por Assírios, Babilónios, Persas, Gregos e Romanos.
Os hebreus, judeus actuais, não reconheceram Jesus Cristo como filho de Deus e ainda hoje aguardam a vinda do Messias. Para os cristãos, o Messias já veio ao mundo e morreu aos 33 anos, na província romana da Judeia.
Hebreus
Os fenícios, povo sem unidade política, habitavam uma estreita faixa de terra situada entre o mar Mediterrâneo e as atuais Montanhas do Líbano, onde fundaram cidades-estado independentes umas das outras. O solo era pobre e acidentado e os fenícios, embora praticassem a agricultura e cultivassem a vinha, a oliveira e o linho, especializaram-se no fabrico de artesanato e no comércio que praticavam por todo o Mediterrâneo tendo-se até aventurado pelo oceano Atlântico, para Norte, até à Grã-Bretanha, e para Sul, até ao atual Senegal. Os fenícios, excelentes marinheiros, fundaram muitas colónias por toda a bacia mediterrânica, a mais famosa das quais situada na costa norte de África, na atual Tunísia, chamada Cartago.
Os fenícios exportavam madeira de cedro, panos de cor púrpura, objetos de cerâmica, de vidro, de metal e importavam matérias primas como ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, marfim, cereais, papiro, sal.
A sua intensa atividade comercial levou-os a inventarem uma escrita simplificada, a escrita alfabética, criada cerca de 1200 a.C.. Este alfabeto, constituído por 22 letras e em que cada letra corresponde a um som, está na origem do alfabeto por nós utilizado hoje em dia e está na origem de todas as escritas ocidentais.
Deixo-vos o link para a apresentação que já explorámos em contexto de sala de aula, intitulada J - Hebreus e Fenícios. Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa H - Hebreus e Fenícios que podereis e devereis tentar resolver. Já sabeis que, tendo dificuldades, esta professora encontra-se on-line, na Escola ou em casa, para vos ajudar a resolver qualquer dificuldade.
E finalmente deixo-vos três vídeos que complementam esta aula e que, eu sei, são sempre tanto do vosso agrado.
Fiquem bem, alunos meus! Votos de excelente trabalho!
Fenícios
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
9ª Aula - A Arte no Egito
9ª Aula - A Arte no Egito
Sumário: A arte no Egito: pintura, escultura e arquitetura.
Esperando que a aula tenha sido muito do vosso agrado, relembro-vos algumas características importantes da pintura e do relevo no Antigo Egito: a lei da frontalidade, a policromia -frequentemente utilizada também para o relevo-, a ausência de perspetiva, a rigidez das figuras e dos seus "movimentos", a dimensão das figuras humanas representadas segundo a sua importância, as figuras masculinas representadas com a pele pintada a vermelho tijolo, as femininas, mais clarinhas, a ocre amarelo.
Quanto às temáticas estas abordam temas religiosos, ligados ao culto dos deuses e associados à crença na vida para além da morte, temas da vida quotidiana, da guerra. O estilo é narrativo e a função é religiosa, funerária, não decorativa.
Na escultura observámos a rigidez das poses, a ausência de dinamismo, a lei da frontalidade - a estátua é para ser vista de frente-, a representação das figuras humanas igualmente representadas de acordo com a sua importância, tanto maiores quanto mais importante fosse a sua condição social, a representação de figuras humanas idealizadas, de faraós e rainhas, e também as esculturas bem mais expressivas e realistas das classes inferiores, pequena estatuária muito bela que, com as esculturas do período de Tell el Amarna, saem um pouco das características anteriormente apontadas de idealização e de transmissão de calma imperturbável.
Relativamente à arquitetura, estudámos as tipologias dos edifícios que até aos nossos dias chegaram - templos e túmulos e dentro desta última tipologia desenhei-vos, e vocês também desenharam, uma mastaba, uma pirâmide de degraus, uma romboidal, uma perfeita, como as de Gizé, um hipogeu, como o túmulo de Tutankamon.
As características desta arquitetura são a solidez, a durabilidade, as dimenssões colossais, a grandiosidade, a monumentalidade, a simetria, as formas simples e geométricas que estão à vista de qualquer observador mais ou menos atento.
Podem aceder à minha apresentação em PowerPoint clicando em I - A arte no Egito.
Deixo-vos o link para uma ferramenta espetacular chamada Google Street View através da qual podeis navegar pelo Egito sem sair de casa.
Por último, deixo-vos uma série de vídeos que deveis visionar com atenção.
Pintura Egípcia
Sobre as pirâmides
E agora para fazerem revisões... em português.
Sumário: A arte no Egito: pintura, escultura e arquitetura.
Esperando que a aula tenha sido muito do vosso agrado, relembro-vos algumas características importantes da pintura e do relevo no Antigo Egito: a lei da frontalidade, a policromia -frequentemente utilizada também para o relevo-, a ausência de perspetiva, a rigidez das figuras e dos seus "movimentos", a dimensão das figuras humanas representadas segundo a sua importância, as figuras masculinas representadas com a pele pintada a vermelho tijolo, as femininas, mais clarinhas, a ocre amarelo.
Quanto às temáticas estas abordam temas religiosos, ligados ao culto dos deuses e associados à crença na vida para além da morte, temas da vida quotidiana, da guerra. O estilo é narrativo e a função é religiosa, funerária, não decorativa.
Na escultura observámos a rigidez das poses, a ausência de dinamismo, a lei da frontalidade - a estátua é para ser vista de frente-, a representação das figuras humanas igualmente representadas de acordo com a sua importância, tanto maiores quanto mais importante fosse a sua condição social, a representação de figuras humanas idealizadas, de faraós e rainhas, e também as esculturas bem mais expressivas e realistas das classes inferiores, pequena estatuária muito bela que, com as esculturas do período de Tell el Amarna, saem um pouco das características anteriormente apontadas de idealização e de transmissão de calma imperturbável.
Relativamente à arquitetura, estudámos as tipologias dos edifícios que até aos nossos dias chegaram - templos e túmulos e dentro desta última tipologia desenhei-vos, e vocês também desenharam, uma mastaba, uma pirâmide de degraus, uma romboidal, uma perfeita, como as de Gizé, um hipogeu, como o túmulo de Tutankamon.
As características desta arquitetura são a solidez, a durabilidade, as dimenssões colossais, a grandiosidade, a monumentalidade, a simetria, as formas simples e geométricas que estão à vista de qualquer observador mais ou menos atento.
Podem aceder à minha apresentação em PowerPoint clicando em I - A arte no Egito.
Deixo-vos o link para uma ferramenta espetacular chamada Google Street View através da qual podeis navegar pelo Egito sem sair de casa.
Por último, deixo-vos uma série de vídeos que deveis visionar com atenção.
Pintura Egípcia
Sobre as pirâmides
E agora para fazerem revisões... em português.
sábado, 5 de novembro de 2011
8ª Aula - A Religião no Egito
8ª Aula - A Religião no Egito
Sumário: A religião no Egito: o politeísmo. A crença na imortalidade e a mumificação.
Na última aula falámos do politeísmo no antigo Egito, ou seja, na crença e no culto praticado pelos egípcios a muitos deuses quer fossem de âmbito nacional, regional e/ou local. Aprendemos o nome de alguns, como Osíris, o deus dos mortos; Anúbis, o deus da mumificação; Hórus, o deus protetor dos faraós e da ressureição; Hathor, a deusa do amor; Ísis a deusa da fertilidade, voltaremos a falar dela quando estudarmos os romanos, e Amon-Ré ou Rá, o deus sol... isto só para falarmos de uns quantos mais conhecidos. E ficaram a saber que os deuses se representavam de três formas - forma completamente humana, forma completamente animal e mista, ou seja, parte animal, parte humana.
Falámos também do breve período em que aos egípcios foi imposta uma religião monoteísta, durante o reinado de Amenófis IV em que este faraó impôs um único culto, a Áton, chegando a mudar o seu nome para Akenaton, ou aquele que venera Áton. Foi o primeiro episódio de monoteísmo e decididamente os egípcios ainda não estavam preparados para tal. Quando o faraó morreu, o Egito mergulhou, de novo, no politeísmo.
Depois falámos da crença na vida para além da morte e que essa outra vida, eterna, tinha ainda a particularidade de ser exatamente igual a esta, daí que os egípcios procedessem à mumificação dos corpos e fossem sepultados com todos os seus haveres: peças de mobiliário, calçado, vestuário... sendo os túmulos tanto mais ricos em recheio quanto mais importante era o estatuto e riqueza da pessoa sepultada. Claro que a maioria da população era apenas sepultada no deserto, onde, curiosamente, muitos corpos sofreram um processo de mumificação natural.
Abstenho-me de repetir os pormenores do processo de mumificação, por certo já os sabeis na ponta da língua, e terminarei este brevíssimo resumo relembrando apenas que os egípcios conheciam bastante bem a anatomia humana, desenvolveram imenso a medicina, praticavam mesmo algumas cirurgias e também desenvolveram bastante a farmácia.
Relembro que os egípcios acreditavam que depois da morte compareciam no Tribunal de Osíris para o julgamento final e que, durante este julgamento, o coração, "alma" do defunto, era pesado e deveria pesar menos do que uma pluma para o falecido poder aceder à vida eterna.
Deixo-vos a apresentação em PowerPoint, da minha autoria, já explorada em contexto de sala de aula, chamada H - A religião no Egito. Como já é habitual também vos deixo uma ficha formativa que podeis e deveis fazer e que vos servirá para testar os conhecimentos adquiridos sobre a matéria e que podeis encontrar com o nome G - O Egito.
Deixo-vos ainda alguns vídeos interessantes que complementam assuntos abordados nesta aula.
O "Antigo Egito", da série "Grandes Civilizações.
O hipogeu de Tutancámon.
Múmias egípcias... espero que não se impressionem.
Ainda sobre o mesmo tema...
E mais um pequeno filme sobre o processo de mumificação. Espero que do vosso agrado.
Sumário: A religião no Egito: o politeísmo. A crença na imortalidade e a mumificação.
Na última aula falámos do politeísmo no antigo Egito, ou seja, na crença e no culto praticado pelos egípcios a muitos deuses quer fossem de âmbito nacional, regional e/ou local. Aprendemos o nome de alguns, como Osíris, o deus dos mortos; Anúbis, o deus da mumificação; Hórus, o deus protetor dos faraós e da ressureição; Hathor, a deusa do amor; Ísis a deusa da fertilidade, voltaremos a falar dela quando estudarmos os romanos, e Amon-Ré ou Rá, o deus sol... isto só para falarmos de uns quantos mais conhecidos. E ficaram a saber que os deuses se representavam de três formas - forma completamente humana, forma completamente animal e mista, ou seja, parte animal, parte humana.
Falámos também do breve período em que aos egípcios foi imposta uma religião monoteísta, durante o reinado de Amenófis IV em que este faraó impôs um único culto, a Áton, chegando a mudar o seu nome para Akenaton, ou aquele que venera Áton. Foi o primeiro episódio de monoteísmo e decididamente os egípcios ainda não estavam preparados para tal. Quando o faraó morreu, o Egito mergulhou, de novo, no politeísmo.
Depois falámos da crença na vida para além da morte e que essa outra vida, eterna, tinha ainda a particularidade de ser exatamente igual a esta, daí que os egípcios procedessem à mumificação dos corpos e fossem sepultados com todos os seus haveres: peças de mobiliário, calçado, vestuário... sendo os túmulos tanto mais ricos em recheio quanto mais importante era o estatuto e riqueza da pessoa sepultada. Claro que a maioria da população era apenas sepultada no deserto, onde, curiosamente, muitos corpos sofreram um processo de mumificação natural.
Abstenho-me de repetir os pormenores do processo de mumificação, por certo já os sabeis na ponta da língua, e terminarei este brevíssimo resumo relembrando apenas que os egípcios conheciam bastante bem a anatomia humana, desenvolveram imenso a medicina, praticavam mesmo algumas cirurgias e também desenvolveram bastante a farmácia.
Relembro que os egípcios acreditavam que depois da morte compareciam no Tribunal de Osíris para o julgamento final e que, durante este julgamento, o coração, "alma" do defunto, era pesado e deveria pesar menos do que uma pluma para o falecido poder aceder à vida eterna.
Deixo-vos a apresentação em PowerPoint, da minha autoria, já explorada em contexto de sala de aula, chamada H - A religião no Egito. Como já é habitual também vos deixo uma ficha formativa que podeis e deveis fazer e que vos servirá para testar os conhecimentos adquiridos sobre a matéria e que podeis encontrar com o nome G - O Egito.
Deixo-vos ainda alguns vídeos interessantes que complementam assuntos abordados nesta aula.
O "Antigo Egito", da série "Grandes Civilizações.
O hipogeu de Tutancámon.
Múmias egípcias... espero que não se impressionem.
Ainda sobre o mesmo tema...
E mais um pequeno filme sobre o processo de mumificação. Espero que do vosso agrado.
domingo, 30 de outubro de 2011
7ª Aula - O Egito
7ª Aula - O Egito
Sumário: O Egito: as condições naturais, a importância do Nilo e os recursos económicos. A sociedade. O poder do faraó.
Conforme prometido, na última aula viajámos até ao Egito. Recuámos no tempo até 3200 a.C., até ao tempo do faraó Narmer ou Menés e assistimos ao feito extraordinário que foi a unificação do Alto e do Baixo Egito. Lembram-se do truque que eu vos ensinei para saberem distinguir as coroas do Alto e do Baixo Egito? Pois, não se esqueçam então.
Localizámos esta fascinante civilização no tempo e no espaço, falámos do Nilo e da importância das suas cheias, das principais atividades económicas, caracterizámos a sociedade egípcia como uma sociedade hierarquizada e estratificada, falámos dos poderes do faraó, considerado um verdadeiro deus vivo com poder absoluto, sacralizado, sobre tudo e sobre todos. Falámos ainda sobre a importância dos escribas e da escrita, do papiro, do desenvolvimento da matemática... pois os epípcios precisavam de medir os campos e calcular os impostos...
Espero que a aula tenha sido do vosso agrado. Deixo-vos, como habitualmente, o link para a apresentação em PowerPoint que já explorámos em conjunto, na aula, e que se chama G - O Egito.
Deixo-vos igualmente o link para a ficha formativa sobre o aparecimento das primeiras cidades e civilizações, pré-clássicas, que, não se esqueçam, deverão fazer e que se chama F - Primeiras Civilizações.
Espero que o vídeo "O Antigo Egito", da série Grandes Civilizações, seja do vosso agrado.
Sei que vai ser.
Por último deixo-vos uma curiosidade... se quereis fazer o vosso nome em hieróglifos... é só clicar aqui!
Sumário: O Egito: as condições naturais, a importância do Nilo e os recursos económicos. A sociedade. O poder do faraó.
Conforme prometido, na última aula viajámos até ao Egito. Recuámos no tempo até 3200 a.C., até ao tempo do faraó Narmer ou Menés e assistimos ao feito extraordinário que foi a unificação do Alto e do Baixo Egito. Lembram-se do truque que eu vos ensinei para saberem distinguir as coroas do Alto e do Baixo Egito? Pois, não se esqueçam então.
Localizámos esta fascinante civilização no tempo e no espaço, falámos do Nilo e da importância das suas cheias, das principais atividades económicas, caracterizámos a sociedade egípcia como uma sociedade hierarquizada e estratificada, falámos dos poderes do faraó, considerado um verdadeiro deus vivo com poder absoluto, sacralizado, sobre tudo e sobre todos. Falámos ainda sobre a importância dos escribas e da escrita, do papiro, do desenvolvimento da matemática... pois os epípcios precisavam de medir os campos e calcular os impostos...
Espero que a aula tenha sido do vosso agrado. Deixo-vos, como habitualmente, o link para a apresentação em PowerPoint que já explorámos em conjunto, na aula, e que se chama G - O Egito.
Deixo-vos igualmente o link para a ficha formativa sobre o aparecimento das primeiras cidades e civilizações, pré-clássicas, que, não se esqueçam, deverão fazer e que se chama F - Primeiras Civilizações.
Espero que o vídeo "O Antigo Egito", da série Grandes Civilizações, seja do vosso agrado.
Sei que vai ser.
Por último deixo-vos uma curiosidade... se quereis fazer o vosso nome em hieróglifos... é só clicar aqui!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
9.ª e 10.ª Aulas - A Arte do Neolítico e as Primeiras Civilizações
9.ª e 10.ª Aulas - A Arte do Neolítico e as Primeiras Civilizações
9.ª Aula
Sumário: A arte do Neolítico: a arte rupestre e/ou parietal; a escultura; o surgimento da arquitetura: o megalitismo.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
. Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Objetivo
5. Conhecer e compreender os cultos e a arte do Neolítico
. Descritores de Desempenho
5.1 - Identificar o surgimento de objetos e construções associados aos cultos agrários
5.2 - Descrever os monumentos megalíticos, associando-os quer a rituais funerários com diferenciação social, quer aos cultos agrários.
5.3 - Justificar a mudança nas temáticas da pintura rupestre do neolítico, por oposição às representações do período paleolítico.
5.4 - Exemplificar fenómenos de megalitismo na Península Ibérica.
. Situação-problema
O surgimento do megalitismo está associado a ritos mágicos/funerários e a sociedades sedentárias produtoras?
. Questões orientadoras
Quais são as tipologias das construções megalíticas que conheces? Quais são as suas características construtivas comuns? A que fins se destinavam?
. Palavras-Chave
Arte esquemática; cultos agrários; megalitismo; menir; anta ou dólmen; cromeleque; alinhamento
Como prometido deixo-vos a apresentação em PowerPoint já explorada em sala de aula e chamada F - A Arte do Neolítico, da minha autoria.
Revejam-na e registem o seu conteúdo. Façam os TPC. Não se esqueçam do que falámos na aula, da tendência para a esquematização na pintura, do aparecimento e proliferação da figuração humana, do surgimento de verdadeiras narrativas e de cenas do quotidiano, lembrem-se da cena do cabeleireiro, fotografada na Líbia. De resto a pintura continua a ser monocromática ou policromática e continuamos a ter gravura.
Relembrem-se do surgimento da arquitetura durante este período em que as comunidades se sedentarizam e passam a habitar os primeiros aldeamentos. E nunca mais se esqueçam do termo megalitismo que designa as construções feitas com grandes blocos de pedra e que se dividem em: menires, antas ou dólmens, cromeleques e alinhamentos. Não tem que saber... até as desenharam, não foi?
Deixo-vos igualmente uma ficha de trabalho formativa chamada E - Neolítico 2 que deverão fazer para se certificarem que aprenderam e sabem tudo na ponta da língua.
Quanto aos vídeos, por agora deixo-vos dois. Um sobre o processo construtivo de um dólmen, aqui visto ao contrário e o outro, maravilhoso, que vos mostra os incríveis alinhamentos de Carnac.
Quando eu vos disse que eram extensões enormes a perder de vista, imaginaram-nos assim?
A (des)construção de um dólmen (0:33)
Alinhamentos de Carnac vistos do ar (1:09)
10.ª Aula
Sumário: O aparecimento das primeiras cidades como centros de decisão e de poder. O surgimento das primeiras civilizações pré-clássicas.
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
Subdomínio
Contributos das civilizações urbanas
Objetivo
1. Conhecer e compreender a formação das primeiras civilizações urbanas
. Descritores de Desempenho
1.1 - Localizar no espaço e no tempo as civilizações da Suméria, Egito, Vale do Indo e vale do Rio Amarelo, a civilização hebraica e a civilização fenícia, destacando a relação com as grandes planícies aluviais.
1.2 - Relacionar a fertilidade dessas regiões com a acumulação de excedentes, o desenvolvimento comercial e a transformação de aldeias em cidades.
1.3 - Destacar a crescente importância das atividades secundárias e terciárias desenvolvidas nas cidades, fruto da libertação de mão-de-obra do trabalho agrícola (especialização de funções).
1.4 - Reconhecer a cidade como centro de comércio e da produção artesanal e do poder político, militar e religioso.
1.5 - Aplicar o conceito de "civilização" a sociedades detentoras de grande complexidade.
Meus queridos alunos,
durante a 10ª aula explorámos as circunstâncias do surgimento de diversas civilizações pré-clássicas, que, como já sabeis, surgiram na proximidade dos grandes rios Nilo, Eufrates, Tigre, Indo e Amarelo.
Os primeiros povoados formaram-se nas planícies aluviais entre os rios Eufrates e Tigre, possibilitados pelo surgimento da agricultura e pela criação de gado. O Homem tinha-se tornado produtor e vemos surgir o artesanato: olaria, tecelagem, metalurgia, numa primeira fase a metalurgia do cobre, depois a do bronze e posteriormente a do ferro. Fruto das exigências da vida agrícola o Homem inventa o arado, puxado por ele ou por animais, e fruto das necessidades de transporte, nomeadamente da necessidade de transporte das colheitas dos locais de cultivo para os locais de armazenamento, o Homem inventou a roda.
Foi na Mesopotâmia - região que viu nascer importantes civilizações pré-clássicas como a Suméria, a Assíria e a Babilónia - que os primeiros aldeamentos deram lugar às primeiras cidades-estado por volta de 4000 a. C. As comunidades humanas produziam cada vez mais excedentes alimentares e de artesanato, o comércio desenvolveu-se, estas comunidades foram enriquecendo progressivamente, tornaram-se mais complexas e as crescentes necessidades administrativas obrigaram à invenção da escrita, por volta de 3.500 a. C., invenção feita pelos sumérios com a chamada escrita cuneiforme. Por volta do III milénio o homem inventou o cálculo e o sistema de pesos e medidas. A vida tornou-se cada vez mais complexa e a cidade o centro da economia, do poder político e religioso personificados, respetivamente no mercado, no palácio e no templo - um dos mais emblemáticos foi o zigurate.
As cidades passaram a ser centros de produção por excelência, de comércio, de poder político e religiosos e foram-se expandindo, anexando territórios, e deram origem aos primeiros reinos e civilizações com sociedades organizadas de forma cada vez mais complexa, hierarquizada e estratificada: escravos, agricultores, artesãos, comerciantes, funcionários administrativos, militares, sacerdotes e líderes políticos das comunidades.
Fiquem bem e até à próxima aula!
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
9.ª Aula
Sumário: A arte do Neolítico: a arte rupestre e/ou parietal; a escultura; o surgimento da arquitetura: o megalitismo.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
. Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Objetivo
5. Conhecer e compreender os cultos e a arte do Neolítico
. Descritores de Desempenho
5.2 - Descrever os monumentos megalíticos, associando-os quer a rituais funerários com diferenciação social, quer aos cultos agrários.
5.3 - Justificar a mudança nas temáticas da pintura rupestre do neolítico, por oposição às representações do período paleolítico.
5.4 - Exemplificar fenómenos de megalitismo na Península Ibérica.
. Situação-problema
O surgimento do megalitismo está associado a ritos mágicos/funerários e a sociedades sedentárias produtoras?
. Questões orientadoras
Quais são as tipologias das construções megalíticas que conheces? Quais são as suas características construtivas comuns? A que fins se destinavam?
. Palavras-Chave
Arte esquemática; cultos agrários; megalitismo; menir; anta ou dólmen; cromeleque; alinhamento
Como prometido deixo-vos a apresentação em PowerPoint já explorada em sala de aula e chamada F - A Arte do Neolítico, da minha autoria.
Revejam-na e registem o seu conteúdo. Façam os TPC. Não se esqueçam do que falámos na aula, da tendência para a esquematização na pintura, do aparecimento e proliferação da figuração humana, do surgimento de verdadeiras narrativas e de cenas do quotidiano, lembrem-se da cena do cabeleireiro, fotografada na Líbia. De resto a pintura continua a ser monocromática ou policromática e continuamos a ter gravura.
Relembrem-se do surgimento da arquitetura durante este período em que as comunidades se sedentarizam e passam a habitar os primeiros aldeamentos. E nunca mais se esqueçam do termo megalitismo que designa as construções feitas com grandes blocos de pedra e que se dividem em: menires, antas ou dólmens, cromeleques e alinhamentos. Não tem que saber... até as desenharam, não foi?
Deixo-vos igualmente uma ficha de trabalho formativa chamada E - Neolítico 2 que deverão fazer para se certificarem que aprenderam e sabem tudo na ponta da língua.
Quanto aos vídeos, por agora deixo-vos dois. Um sobre o processo construtivo de um dólmen, aqui visto ao contrário e o outro, maravilhoso, que vos mostra os incríveis alinhamentos de Carnac.
Quando eu vos disse que eram extensões enormes a perder de vista, imaginaram-nos assim?
A (des)construção de um dólmen (0:33)
Alinhamentos de Carnac vistos do ar (1:09)
10.ª Aula
Sumário: O aparecimento das primeiras cidades como centros de decisão e de poder. O surgimento das primeiras civilizações pré-clássicas.
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
Subdomínio
Contributos das civilizações urbanas
Objetivo
1. Conhecer e compreender a formação das primeiras civilizações urbanas
. Descritores de Desempenho
1.2 - Relacionar a fertilidade dessas regiões com a acumulação de excedentes, o desenvolvimento comercial e a transformação de aldeias em cidades.
1.3 - Destacar a crescente importância das atividades secundárias e terciárias desenvolvidas nas cidades, fruto da libertação de mão-de-obra do trabalho agrícola (especialização de funções).
1.4 - Reconhecer a cidade como centro de comércio e da produção artesanal e do poder político, militar e religioso.
1.5 - Aplicar o conceito de "civilização" a sociedades detentoras de grande complexidade.
Meus queridos alunos,
durante a 10ª aula explorámos as circunstâncias do surgimento de diversas civilizações pré-clássicas, que, como já sabeis, surgiram na proximidade dos grandes rios Nilo, Eufrates, Tigre, Indo e Amarelo.
Os primeiros povoados formaram-se nas planícies aluviais entre os rios Eufrates e Tigre, possibilitados pelo surgimento da agricultura e pela criação de gado. O Homem tinha-se tornado produtor e vemos surgir o artesanato: olaria, tecelagem, metalurgia, numa primeira fase a metalurgia do cobre, depois a do bronze e posteriormente a do ferro. Fruto das exigências da vida agrícola o Homem inventa o arado, puxado por ele ou por animais, e fruto das necessidades de transporte, nomeadamente da necessidade de transporte das colheitas dos locais de cultivo para os locais de armazenamento, o Homem inventou a roda.
Foi na Mesopotâmia - região que viu nascer importantes civilizações pré-clássicas como a Suméria, a Assíria e a Babilónia - que os primeiros aldeamentos deram lugar às primeiras cidades-estado por volta de 4000 a. C. As comunidades humanas produziam cada vez mais excedentes alimentares e de artesanato, o comércio desenvolveu-se, estas comunidades foram enriquecendo progressivamente, tornaram-se mais complexas e as crescentes necessidades administrativas obrigaram à invenção da escrita, por volta de 3.500 a. C., invenção feita pelos sumérios com a chamada escrita cuneiforme. Por volta do III milénio o homem inventou o cálculo e o sistema de pesos e medidas. A vida tornou-se cada vez mais complexa e a cidade o centro da economia, do poder político e religioso personificados, respetivamente no mercado, no palácio e no templo - um dos mais emblemáticos foi o zigurate.
As cidades passaram a ser centros de produção por excelência, de comércio, de poder político e religiosos e foram-se expandindo, anexando territórios, e deram origem aos primeiros reinos e civilizações com sociedades organizadas de forma cada vez mais complexa, hierarquizada e estratificada: escravos, agricultores, artesãos, comerciantes, funcionários administrativos, militares, sacerdotes e líderes políticos das comunidades.
Fiquem bem e até à próxima aula!
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
sábado, 15 de outubro de 2011
8.ª Aula - O Neolítico
O Crescente Fértil
Desenho de Cláudia Queirós
Sumário: O Neolítico. O surgimento das primeiras sociedades produtoras e a sedentarização. O aumento da população, a acumulação de riqueza e a diferenciação social. Comparação entre os modos de vida do Paleolítico e do Neolítico.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades civilizações
Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
Objetivo
4. Compreender e comparar as sociedades produtoras com as sociedades recoletoras
. Descritores de Desempenho
4.1 Definir "Neolítico".
4.2 Salientar a importância das regiões temperadas para o surgimento da economia de produção (agricultura de sequeiro e domesticação de animais).
4.3 Relacionar a economia de produção com a sedentarização (Revolução Neolítica).
4.4 Relacionar a Revolução Neolítica com o aumento da população, com a acumulação de riqueza, com o surgimento da propriedade privada e com a diferenciação social.
4.5 Integrar as novas atividades artesanais nas necessidades da economia de produção e das sociedades sedentárias.
4.6 Comparar os modos de vida do paleolítico e do neolítico.
. Aprendizagens essenciais - O aluno deve ficar capaz de:
AE5 - Compreender como se deu a passagem de um modo de vida recoletor para um modo de vida produtor
. Situação problema
A Revolução Neolítica determinou o modo de vida sedentário e produtor a partir do Neolítico e até à atualidade?
. Questões orientadoras
. O que é o Crescente Fértil, onde se localiza e qual a sua importância?
. O que é uma economia produtora?
. O que é um modo de vida sedentário?
. O que entendes por “Revolução Neolítica”?
. Palavras-Chave
Neolítico; Crescente Fértil; economia de produção; sedentarização; Revolução Neolítica
Caros alunos,
conforme prometido, deixo-vos a minha apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, intitulada E-O Neolítico.
Estamos agora a estudar mais um período fascinante da nossa história coletiva, um período muitíssimo importante que terá consequências duradouras no nosso estilo de vida, bem visíveis até hoje. Daí aplicarmos, a este período, o termo Revolução Neolítica pois as mudanças não são ligeiras mas, pelo contrário, são drásticas. As mudanças acontecem agora a um ritmo mais acelerado, por comparação ao período anterior, o homem inventa a agricultura, a domesticação e a criação de animais, o homem passa a produtor, sedentariza-se e surgem os primeiros aldeamentos, inventa uma outra técnica de trabalho da pedra, a pedra polida, os instrumentos diversificam-se, surge a olaria, a cestaria, a tecelagem, a moagem, a roda... pensem só que sem esta invenção tão "simples" hoje não teríamos relógios, computadores, telemóveis, aviões, bicicletas...
Tudo isto acontece por volta de 10 000 a 8 000 a.C., numa zona a que se convencionou chamar Crescente Fértil, porque tem a forma da lua em quarto crescente e é fértil.
O Crescente Fértil engloba a região dos grandes rios Nilo, no Egito, e ainda o Eufrates e o Tigre, no atual Iraque, região berço de civilizações. Na origem desta revolução Neolítica temos, mais uma vez, alterações climáticas: o clima aquece e isso provoca alterações na fauna e na flora, como está explicado no esquema que analisámos na aula.
Não se esqueçam da diferenciação social que todas estas alterações provocam porque surgem agricultores, pastores, oleiros, cesteiros... a vida em sociedade torna-se mais complexa, surgem os líderes políticos e religiosos destas comunidades que, com o tempo, estarão na origem das primeiras cidades.
Como sempre disponibilizo-vos uma ficha formativa desta vez chamada E - O Neolítico. Façam-na, já sabem que é importante estimular o nosso cérebro com desafios quotidianos. E, claro, não se esqueçam de fazer os TPC.
E para complementar a informação deixo-vos uns vídeos muito interessantes, pesquisados no Youtube, está tudo no Youtube, o bom e o mau... e compete-nos fazer uma seleção criteriosa do que nos interessa... e eu sei que estes vídeos serão do vosso agrado.
Até à aula nove!
O Neolítico - agricultura e sedentarização (Espanhol - 1:44:59)
O Neolítico - agricultura e sedentarização (Espanhol - 1:24)
Çatal Huyuk (Espanhol - 2:28)
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
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