Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com
Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

7ª Aula - Ritos Funerários e Arte no Paleolítico

6ª Aula - Ritos Funerários e Arte no Paleolítico


Sumário: Ritos funerários. A arte do Paleolítico: arte rupestre ou parietal e seu significado - pintura, gravura, modelagem e relevo. A arte móvel: o surgimento da escultura; as vénus e o seu significado.

Metas Curriculares

. Domínio

Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades civilizações

Subdomínio

Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras

Objetivo

3. Compreender as vivências religiosas e as manifestações artísticas do Homem do Paleolítico

. Descritores de Desempenho

3.1 - Reconhecer a existência no Paleolítico de crenças mágicas e religiosas e de ritos funerários.
3.2 - Indicar possíveis explicações para a religião e para a arte do Paleolítico.
3.3 - Distinguir arte móvel de arte rupestre, referindo exemplos hoje situados nos territórios de alguns países europeus (com destaque para Portugal).

Caros alunos,

na aula de hoje abordamos os ritos funerários que se iniciam a partir do momento em que há depósito intencional de um defunto. O Homem de Neanderthal sepultava os seus mortos com oferendas - flores, adornos, utensílios - e rituais diversos - pintura a ocre vermelho - o que parece comprovar a crença na vida para além da morte a partir deste hominídeo.

A arte do Paleolítico foi o tema que nos ocupou quase toda a aula quatro em que tivemos oportunidade de sistematizar algumas ideias através da apresentação em PowerPoint chamada D - Ritos funerários e arte no Paleolítico.
A arte deste período divide-se em arte móvel - toda a arte composta por pequenas peças que se podem mover - e arte parietal ou rupestre - que pode ser pintura, gravura, modelagemrelevo. Estas técnicas são diferentes entre si, produzindo resultados igualmente diferentes, em todos os casos muito belos.
Até à descoberta das inúmeras gravuras do Vale do Côa pensava-se que esta arte estaria praticamente confinada ao interior das grutas e cavernas só que a descoberta da arte do Côa baralhou os dados e distribuiu-os de novo, com novas informações. Afinal esta arte foi também produzida ao ar livre, como se comprova no Parque Arqueológico de Foz Côa, que guarda um património ímpar, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Quanto à arte móvel, constituída por seixos pintados, objectos de uso decorados, cornos gravados... é certo que demos particular destaque às Vénus, aquelas esculturas pequeninas e anafadas, como um de vós as classificou, e muito bem!, que estarão, por certo, ligadas ao culto da fertilidade feminina.
De facto, as suas características físicas apontam para a mulher grávida de seios cheios, barrigas proeminentes, ancas generosas, rabos salientes, coxas grossas, cabeças, braços e pernas somente apontados e/ou tratados de forma mais displicente ou descuidada.
Lindas, não são? Vocês tiveram oportunidade de as ver, pegar e sentir já que, antes de fazerem o trabalho de pares sobre as características destas esculturas, algumas réplicas circularam pelas vossas mãos. Assim, viram, e não esquecerão, a beleza da Vénus de Laussel, vulgarmente conhecida por Vénus do Corno, obrigada José Miguel Pereira pela dádiva generosa feita pelas tuas mãos!, a Vénus de Vestonice e ainda a incrível peça chamada de Vénus de Brassempouy, tão pequenina obra em tamanho e tão significativa para a Humanidade, uma vez que é a primeira tentativa de reprodução de um rosto que se conhece. Viram ainda a beleza e delicadeza do traço gravado representando um bisonte ferido que, de cabeça voltada sobre o dorso, lambe uma ferida...
Por último falámos das cores - branco, negro, amarelo, vermelho... - como se obtinham na natureza através de pigmentos naturais feitos a partir de rochas transformadas em pós coloridos, do sangue, dos ovos, do carvão - como se aplicavam - com os dedos ou pincéis feitos de crinas, pêlos, fibras vegetais - como se gravava e como toda a arte está ligada ao Homo sapiens sapiens, o duplamente sabedor que a inventou e que nos trouxe aos dias que hoje vivemos.
Sabemos que a aventura continua. E aqui no blogue também se estende e alarga.

Por último, podem fazer a ficha formativa que aqui vos deixo e que se chama C - Paleolítico 3. Se tiverem dificuldades, já sabem, entrem em contacto comigo através do chat do facebook ou através de e-mail.
Espreitem aqui as Grutas de Lascaux e terão acesso a uma visita virtual a este verdadeiro santuário da arte paleolítica. Não percam esta oportunidade já que esta gruta está fechada ao público!
E vejam os vídeos que sobre esta tão interessante temática selecionei para vocês e que vos dará a conhecer uma das catedrais da arte rupestre paleolítica - Altamira.
Ah! E, importante, não se esqueçam dos TPC.
Até à aula sete. Fiquem bem!

Arte - Grutas de Altamira







E sobre as Grutas de Lascaux.



E sobre Foz Côa e Gruta do Escoural...



Nota - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

5ª Aula - Economia e Habitat no Paleolítico

5ª Aula - Economia e Habitat no Paleolítico

Sumário: As sociedades recoletoras nómadas do Paleolítico: economia de recoleção e de caça; nomadismo e habitat; a diversificação dos instrumentos e a divisão técnica e sexual do trabalho.

Metas Curriculares

. Domínio

Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras

Subdomínio

Conhecer e compreender as características das sociedades do Paleolítico

Objetivo

2. Conhecer e compreender as características das sociedades do Paleolítico

. Descritores de Desempenho

2.1  Relacionar as profundas alterações climáticas com a distribuição geográfica dos primeiros grupos humanos.
2.2  Relacionar a recoleção com o nomadismo.
2.3 Relacionar metodologias de caça de animais de grande porte com a complexificação das interações humanas e com o crescimento  da população.
2.4 Identificar os instrumentos fabricados pelo Homem, as respetivas funções e as implicações em termos de divisão técnica e sexual do trabalho.
2.5 Definir "Paleolítico".
2.6 Descrever o modo de vida das primeiras sociedades humanas.

Ao longo do Paleolítico - do grego paleos, antigo e lithus, pedra - o clima alterou-se e sucederam-se períodos de arrefecimento - glaciações - e períodos de aquecimento. Em África sucederam-se períodos de chuva e de seca. Todas estas alterações climáticas provocaram alterações na fauna e na flora obrigando os hominídeos a adaptarem-se. As espécies caçadas e as plantas recolhidas pelos hominídeos foram variando assim como as suas capacidades para a caça: Homo habilis caçava pequenos animais como aves, coelhos, pequenos roedores; Homo erectus já caçava animais de grande porte.

economia praticada pelos grupos de caçadores-recoletores do Paleolítico era uma economia de recoleção e de não produção, ou seja, os hominídeos alimentavam-se exclusivamente do que a Natureza lhes fornecia: grãos, raízes, frutos, bagas, ovos, mel... caça e pesca. Esta economia recoletora determinou um estilo de vida nómada em que as comunidades deslocavam-se no espaço à procura de alimento, à medida que os recursos alimentares se esgotavam em determinada região.

A caça trouxe inúmeras vantagens a estas primeiras comunidades de hominídeos: desde logo uma maior quantidade de alimento disponível, matérias-primas abundantes para o fabrico de instrumentos, peles para a realização do vestuário e das tendas, tendões usados como "linha" ou "corda", para além de ter uma importância imensa no desenvolvimento da linguagem, porque a estimula e potência, na coordenaçãounião e coesão do grupo aumentando enormemente a sua capacidade de sobrevivência.
Com Homo sapiens sapiens os instrumentos diversificaram-se e surgiram bifaces sofisticados, arpões, agulhas, anzóis, azagaias e o propulsor, a primeira máquina inventada pelo homem.
A primeira clivagem social surge determinada pelo sexo: as mulheres tratam das crias, apanham bagas, raízes, frutos, mel, folhas, ovos... e os homens caçam e pescam.
O habitat era temporário e precário, feito em abrigos naturais, grutas e cavernas, tendas ou cabanas feitas com troncos, peles, pedras, presas de mamute...

A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula chama-se C - Economia e habitat no Paleolítco. Revejam-na. Mais uma vez relembro-vos da importância dos TPC. Já sabeis... são "sagrados". Passem a informação pertinente para o vosso portefólio.
Chamo a vossa atenção para a importância de compreenderem os conceitos de recoleção e de nomadismo e de compreenderem como eles se articulam.

Deixo-vos um pequeno vídeo de apoio às aprendizagens já realizadas e que aborda exatamente a matéria explorada durante a aula quatro e ainda introduz a matéria que será abordada na próxima aula. É curtinho e é muito, muito interessante. Garanto-vos!

Chama-se "Modo de vida no Paleolítico". Vejam-no com atenção.


E deixo-vos um outro chamado "Em busca do fogo"

En Busca Del Fuego from Quintos on Vimeo.
Por último deixo-vos uma ficha formativa, chamada B - Paleolítico 2, sobre a economia recoletora, nomadismo e habitat, que deverão passar para os vossos portefólios e responder a todas as perguntas aí colocadas. Se tiverem dificuldades, já sabem, contactem-me via e-mail, chat do facebook... ou na escola, claro!
Bom trabalho e até à aula seis!

Preparem-se. Será sobre arte do Paleolítico.

Nota - Esta aula foi revista no ano letivo de 2014/2015 e adaptada às metas curriculares introduzidas pelo MEC.

sábado, 24 de setembro de 2011

2ª, 3ª e 4ª Aulas - Portefólio de História e Hominização

2, 3ª e 4ª Aulas - Portefólio de História e Hominização

2ª e 3ª Aulas - Sumário: O portefólio de História e a sua importância. Guião de organização de um portefólio.

Meus queridos alunos,

já podem aceder à apresentação em PowerPoint intitulada AA - Portefólio de História. Esta apresentação, que já foi explorada em contexto de sala de aula, serve para orientar o vosso trabalho de organização de um importante elemento que será alvo de avaliação e que será por vós construído ao longo deste ano letivo. Espero que esta partilha vos possa ajudar a melhorar os resultados escolares a História... e, quem sabe, a outras disciplinas!

4ª Aula - Sumário: As origens da Humanidade. Hominização: bipedia, verticalidade, fabrico de instrumentos, o domínio do fogo e da linguagem verbal.

Metas Curriculares

. Domínio/Tema A

Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações

. Subdomínio

Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras

. Objetivo

1. Conhecer o processo de hominização

. Descritores de Desempenho

1.1 - Localizar as regiões do mundo onde foram encontrados os primeiros vestígios dos processos de diferenciação da espécie humana, sublinhando a origem africana da Humanidade.
1.2 - Reconhecer a proximidade do aparecimento do Homem no planeta quando comparado com a história da Terra.
1.3 - Identificar as principais fases da evolução desde o Australopithecus ao sapiens sapiens, realçando a lentidão do processo.
1.7- Reconhecer o fabrico de instrumentos, o domínio do fogo e da linguagem verbal como conquistas fundamentais no processo de hominização.

Caros alunos,

Hoje deixo-vos o link para a apresentação em PowerPoint que explorámos na terceira aula, chamada B - A Evolução do Homem e que aborda a antiguidade da Terra, que tem cerca de 4,5 mil milhões de anos. "Somente" há cerca de 20 milhões o clima, em África, sofreu alterações assinaláveis, tornou-se progressivamente mais seco o que provocou o desaparecimento da floresta primitiva e o aparecimento da savana, obrigando fauna e flora a adaptarem-se. Esta adaptação também ocorreu com alguns primatas e a esse processo de evolução física e mental, que conduziu ao homem actual, chamamos hominização.
Notem que as primeiras conquistas, feitas pelos primeiros hominídeos, foram muitíssimo lentas, realizadas ao longo de milhões de anos!, mas foram absolutamente determinantes para hoje sermos o que/como somos.
Tenham atenção aos diferentes conceitos de bipedia e de verticalidade, lembrem-se do exemplo da galinha que, sendo bípede, não conquistou a verticalidade, compreendam a importância do surgimento do fabrico de instrumentos, com Homo habilis, compreendam que desde aí o Homem não mais deixou de fabricar tudo aquilo que lhe pareceu necessário e/ou útil, compreendam a importância da conquista do fogo, com Homo erectus, o fogo como fonte de calor, de luz, de proteção face aos ataques dos animais selvagens, seus predadores, como auxiliar do aperfeiçoamento de instrumentos, como possibilitador da cozedura dos alimentos, o fogo como agregador de toda uma comunidade, compreendam o passo imenso no distanciamento face aos outros animais quando o Homem de Neanderthal inicia o sepultamento dos mortos, comprovativo duma espiritualidade e duma humanização crescentes e acompanhem os primeiros passos de Homo sapiens sapiens, o criador da arte que povoou todos os continentes.

Não se esqueçam de fazer os TPC. Podem nem vos parecer muito relevantes mas asseguro-vos que o são. São muito importantes até para o amadurecimento da vossa língua materna, a língua portuguesa, cujo domínio é necessário para nos entendermos aqui no retângulo... e fora dele também.

Deixo-vos alguns vídeos que selecionei de entre os muitos que existem no Youtube sobre esta matéria. O primeiro, da autoria de Núria Inácio, resume o conteúdo desta segunda aula que versou sobre a Hominização. Os vídeos seguintes completam e aprofundam alguns aspetos já referidos e explorados na sala de aula. Vejam-nos. São vídeos curtinhos que se vêem com muito agrado. Os últimos estão em espanhol o que é particularmente excelente para os alunos que o escolheram e que assim se familiarizarão com uma língua muitíssimo parecida com a nossa.

A Hominização.



A Evolução do Ser Humano





O Australopithecos e a importância do consumo da carne para o desenvolvimento cerebral



Homo habilis e o fabrico de instrumentos



Homo erectus e o uso do fogo








Por último, deixo-vos uma ficha formativa, chamada A - Paleolítico, sobre o processo de Hominização, que poderão passar para os vossos portefólios ou, em alternativa, imprimir e responder a todas as perguntas aí colocadas. Se tiverem dificuldades, contactem-me.
Bom trabalho e até à aula cinco!

Nota - Estas aulas foram revistas no ano letivo de 2014/2015 e adaptadas atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

1ª Aula - Apresentação

Fotografando Fontes ou Documentos Históricos
Museu da Nacional da Pré-História - Les Eysies de Tayac - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


1ª Aula - Apresentação

Sumário: Apresentação. Teste de diagnóstico. Algumas considerações gerais sobre a disciplina de História. Explicitação dos critérios de avaliação. Os conceitos de História, Pré-História, fonte ou documento histórico, o papel do arqueólogo e do historiador.

Metas Curriculares

. Domínio

Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações

. Subdomínio

Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras

. Objetivo

1. Conhecer o processo de hominização

. Descritores de Desempenho

1.4 Conhecer a importância da arqueologia para o estudo das primeiras comunidades humanas.
1.5 Explicitar o conceito de "documento histórico".
1.6 Definir Pré-História".

Caros alunos,

Aqui vos deixo as metas curriculares abordadas nesta primeira aula e o PowerPoint que já explorámos, em contexto de sala de aula, durante a apresentação desta vossa professora e da disciplina de história. O PowerPoint chama-se A - História - Apresentação. Revejam-no com muita atenção, especialmente os diapositivos que tratam o que é a História - ciência que estuda a vida do Homem ao longo do tempo; o que são fontes ou documentos históricos - são todos os vestígios deixados pelo Homem ao longo do tempo; quem faz a História - são os historiadores; e a grande divisão da História em Pré-História - antes do aparecimento da escrita e História - depois do aparecimento da escrita. Não se esqueçam que a minha fotografia na duna é uma metáfora dos desafios que teremos de vencer ao longo da vida.
Tenham atenção aos critérios de avaliação em vigor no Agrupamento de Escolas de Amarante, na disciplina de história, importantíssimos, pois são os critérios pelos quais sereis avaliados durante este ano letivo. Aproveito para fazer também uma chamada de atenção muito especial para a importância de que se reveste a realização dos TPC semanais. O trabalho deve ser constante e continuado para que os objetivos a alcançar, no final do ano letivo, estejam dentro das vossas/minhas expectativas... elevadas, assim o espero...
Por último, deixo-vos um vídeo, que está disponível no Youtube, realizado por uma colega de história que não conheço, Núria Inácio, e que segue, em grande parte, o guião que utilizo desde meados da primeira década deste nosso século XXI, na primeira aula do sétimo ano.
E por hoje é tudo. Até à aula dois!

Fiquem bem!



Nota - Esta aula foi revista no ano letivo de 2014/2015 e adaptada atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.