20ª Aula - Roma - Sociedade, Instituições Políticas e Religião
Sumário: A sociedade romana. As instituições políticas. A religião
A sociedade romana dividia-se em privilegiados, de que faziam parte os membros que integravam a ordem senatorial composta pelos mais ricos, grandes proprietários de terras que ocupavam os mais altos cargos da administração e do exército e que tinham de possuir uma fortuna superior a um milhão de sestércios, só eles é que podiam ser nomeados para o senado e os membros da ordem equestre, os cavaleiros, com uma fortuna superior a 400 mil sestércios, dedicavam-se ao comércio e ocupavam cargos intermédios na administração. Temos ainda os não privilegiados, de longe a maioria, que integrava a plebe urbana e rural, cidadãos, homens livres, que podiam ser pequenos proprietários de terras, camponeses, artesãos, pequenos comerciantes ou indigentes que viviam na dependência de famílias ricas ou mesmo do imperador e temos ainda os libertos, antigos escravos libertados cujos filhos adquiriam o direito de cidadania e eram livres, é claro, e os escravos que eram propriedade de um dono e eram considerados coisas.
A partir de 27 a. C surge uma nova forma de governo que sucede à República - o Império. O primeiro imperador é Octávio César Augusto e os imperadores têm poderes alargados - políticos, militares, financeiros, judiciais e religiosos e são divinizados após a morte.
Quanto à religião, os romanos são politeístas, numa próxima aula vamos ver a implantação do Cristianismo no império romano, adoram muitos deuses e têm até muita facilidade em incorporar cultos dos povos conquistados, dos gregos, dos egípcios, até dos persas. Os romanos praticam o culto doméstico dirigido pelo pater famílias, o culto público, dirigido por sacerdotes ou sacerdotisas, praticam a adivinhação através da observação das vísceras dos animais, faziam promessas e sacrifícios aos deuses.
A herança romana está bem presente ainda hoje na língua que falamos, o português, e que derivada do latim, assim como o francês, o romeno, o espanhol e o italiano, no direito de muitos países ocidentais que derivam do direito romano, nas técnicas construtivas que nos influenciaram até aos dias de hoje em que utilizamos elementos arquitetónicos usados pelos romanos como o arco de volta perfeita, a abóbada de berço e a cúpula, está presente no urbanismo, na arte, no cristianismo, na numeração romana que ainda hoje é usada.
Deixo-vos o link para a apresentação em PowerPoint intitulada P - Sociedade, instituições políticas e religião e ainda para a ficha formativa que podeis resolver em N - Roma 2.
E deixo-vos ainda uns vídeos que complementarão, por certo, esta aula.
Os primeiros são fabulosas visitas virtuais a casas romanas. Não deixem de ver.
Um "take-away" pompeiano.
E deixo-vos ainda um segundo vídeo, curtinho, que nos mostra uma reconstrução virtual de Pompeia. Não percam!
E ainda uma reconstituição das Termas de Caracala.
E ainda o Coliseu de Roma em 3D.
Bom trabalho!
Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com
Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.
sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
19ª Aula - Império Romano, Romanização e Economia
19ª Aula - Império Romano, Romanização e Economia
Sumário: A formação do Império Romano e a romanização dos povos conquistados. A economia romana.
A cidade de Roma foi fundada pelos Latinos, na margem direita do rio Tibre, na península Itálica, em meados do século VIII.
Inicialmente era um pobre povoado, habitado por agricultores e criadores de gado que, de 616 a 509 a. C., vão ser ocupados e dominados pelos Etruscos até que os Latinos expulsam os Etruscos e iniciam a sua própria expansão, conquistando os seus vizinhos da península itálica - Etruscos, Úmbrios, Samnitas, Sabinos, prosseguindo, imparáveis, pela restante Europa, Norte de África e Ásia até estabilizarem o império no século II, quando este conheceu a sua máxima extensão, e ia até à Bretanha, e rodeava todo o mar Mediterrâneo, tendo-o transformado num autêntico lago romano, no mare nostrum.
As motivações para a expansão foram muitas e variadas, desde logo por razões de segurança que se ligam ao ataque ser a melhor defesa. De facto, se os romanos passassem a dominadores não voltariam a ser povo dominado. Acrescente-se ainda as motivações sociais e a ambição dos chefes, decorrentes de novos cargos e da honra e glória resultantes dos feitos de conquista e do exercício de determinadas funções de chefia. E há ainda motivações económicas que resultam dos saques, dos impostos lançados sobre os povos dominados, dos prisioneiros de guerra que se transformam em escravos, dos novos mercados que se abrem e com eles mais oportunidades de negócio, da maior quantidade de terras férteis para os colonos romanos.
É claro que vencedores e vencidos vêem esta conquista e ocupação de forma muito diferente, já o sabeis, analisámos documentos neste sentido durante a aula já leccionada sobre esta matéria.
Os romanos vão romanizar os povos conquistados, ou seja, "tornar romanos" influenciando-os através do latim, do direito romano, através do urbanismo, das técnicas de construção, através da fabulosa rede viária construída por todo o império, através da cultura, da arte, da ciência, do estilo de vida.
É claro, já o sabeis, a romanização teve muito mais êxito a ocidente do que a oriente, já que aqui se concentravam civilizações muito fortes e poderosas e por isso mais resistentes à romanização.
Durante séculos, os vários povos que integravam o Império viveram a chamada Pax Romana, ou seja, viviam em paz, mas sendo que esta paz era armada, forçada, vigiada de perto pelas legiões, pelos militares que a impunham com a sua presença.
Quanto à economia ela era urbana, comercial e monetária já que a vida dentro do império se concentrava nas urbes, cidades, onde se praticava um intenso comércio com produtos trocados por todo o império.
Dentro do império praticava-se a agricultura, a criação de gado, a exploração mineira, a extração de sal, a pesca, fabricava-se artesanato muito diverso, e, claro está, praticava-se o comércio muito facilitado pela rede de estradas, pela navegação fluvial e marítima e pela enorme circulação de moeda.
A apresentação em PowerPoint que já explorámos na sala de aula está disponível com o nome O - O Império Romano, Romanização e Economia e a ficha formativa está em M - Roma 1.
Estudem. Procurem resolver os exercícios do livro e as fichas formativas.
Se surgir qualquer dúvida, sabeis onde me encontrar.
Deixo-vos com a reconstituição da cidade de Ammaia, na Lusitânia. Visitem-na! Está à distância de dois cliques.
E ainda a reconstituição da magnífica cidade de Roma.
E sobre a mítica Pompeia.
E sobre as fronteiras do Império Romano, a Leste.
E na Bretanha era assim...
Sumário: A formação do Império Romano e a romanização dos povos conquistados. A economia romana.
A cidade de Roma foi fundada pelos Latinos, na margem direita do rio Tibre, na península Itálica, em meados do século VIII.
Inicialmente era um pobre povoado, habitado por agricultores e criadores de gado que, de 616 a 509 a. C., vão ser ocupados e dominados pelos Etruscos até que os Latinos expulsam os Etruscos e iniciam a sua própria expansão, conquistando os seus vizinhos da península itálica - Etruscos, Úmbrios, Samnitas, Sabinos, prosseguindo, imparáveis, pela restante Europa, Norte de África e Ásia até estabilizarem o império no século II, quando este conheceu a sua máxima extensão, e ia até à Bretanha, e rodeava todo o mar Mediterrâneo, tendo-o transformado num autêntico lago romano, no mare nostrum.
As motivações para a expansão foram muitas e variadas, desde logo por razões de segurança que se ligam ao ataque ser a melhor defesa. De facto, se os romanos passassem a dominadores não voltariam a ser povo dominado. Acrescente-se ainda as motivações sociais e a ambição dos chefes, decorrentes de novos cargos e da honra e glória resultantes dos feitos de conquista e do exercício de determinadas funções de chefia. E há ainda motivações económicas que resultam dos saques, dos impostos lançados sobre os povos dominados, dos prisioneiros de guerra que se transformam em escravos, dos novos mercados que se abrem e com eles mais oportunidades de negócio, da maior quantidade de terras férteis para os colonos romanos.
É claro que vencedores e vencidos vêem esta conquista e ocupação de forma muito diferente, já o sabeis, analisámos documentos neste sentido durante a aula já leccionada sobre esta matéria.
Os romanos vão romanizar os povos conquistados, ou seja, "tornar romanos" influenciando-os através do latim, do direito romano, através do urbanismo, das técnicas de construção, através da fabulosa rede viária construída por todo o império, através da cultura, da arte, da ciência, do estilo de vida.
É claro, já o sabeis, a romanização teve muito mais êxito a ocidente do que a oriente, já que aqui se concentravam civilizações muito fortes e poderosas e por isso mais resistentes à romanização.
Durante séculos, os vários povos que integravam o Império viveram a chamada Pax Romana, ou seja, viviam em paz, mas sendo que esta paz era armada, forçada, vigiada de perto pelas legiões, pelos militares que a impunham com a sua presença.
Quanto à economia ela era urbana, comercial e monetária já que a vida dentro do império se concentrava nas urbes, cidades, onde se praticava um intenso comércio com produtos trocados por todo o império.
Dentro do império praticava-se a agricultura, a criação de gado, a exploração mineira, a extração de sal, a pesca, fabricava-se artesanato muito diverso, e, claro está, praticava-se o comércio muito facilitado pela rede de estradas, pela navegação fluvial e marítima e pela enorme circulação de moeda.
A apresentação em PowerPoint que já explorámos na sala de aula está disponível com o nome O - O Império Romano, Romanização e Economia e a ficha formativa está em M - Roma 1.
Estudem. Procurem resolver os exercícios do livro e as fichas formativas.
Se surgir qualquer dúvida, sabeis onde me encontrar.
Deixo-vos com a reconstituição da cidade de Ammaia, na Lusitânia. Visitem-na! Está à distância de dois cliques.
E ainda a reconstituição da magnífica cidade de Roma.
E sobre a mítica Pompeia.
E sobre as fronteiras do Império Romano, a Leste.
E na Bretanha era assim...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
16ª Aula - A Arte Grega
16ª Aula - A Arte Grega
Sumário: A arte grega: pintura, escultura e arquitetura.
Como estão recordados, iniciámos a 16ª aula, intitulada "a arte grega", pela pintura e disse-vos que a pintura foi aplicada sobre a escultura, a arquitetura e a cerâmica se bem que da pintura sobre escultura e arquitetura só chegaram até nós pouco mais do que vestígios de pigmentos, ao contrário da pintura sobre cerâmica que está muito bem documentada, já que os gregos comercializaram a sua esplêndida cerâmica por toda a bacia mediterrânica. A decoração era inicialmente geométrica, depois zoomórfica e antropomórfica que, com o decorrer do tempo, se tornou a temática preferida - o Homem - com os artistas a pintarem cenas do quotidiano, da vida dos deuses e dos heróis.
A cerâmica mais famosa é a do século VI a. C. com figuras negras pintadas sobre fundo vermelho e a do século V a. C., exatamente o seu inverso, com figuras vermelhas pintadas sobre fundo negro.
Quanto à escultura iniciámos a sua abordagem pelo período arcaico, que vai dos séculos VII a inícios do século V a. C., pelos kouroi e pelas korai, respetivamente rapazes e raparigas jovens representados de forma muito convencional, estática, hirta, rígida, pouco natural, de sorriso convencional no rosto e com óbvias influências da escultura egípcia. Os koroi eram representados sempre nus, as korai vestidas e a representação de ambos vai evoluindo no sentido de uma maior naturalidade, leveza, graciosidade que é notória no período seguinte, o período Severo que se estende de inícios do século V a. C. até meados deste século e em que a figura humana adquire uma graciosidade de gesto e de pose e um realismo cada vez maior, sendo que a escultura grega é sempre idealista, não se esqueçam, porque procura representar um ideal de beleza feminino ou masculino e não alguém em particular.
Segue-se o período clássico, de 450 a 325 a. C. em que a escultura grega atinge, em termos de qualidade técnica, um patamar de exceção no sentido de um naturalismo e de um realismo/idealismo absolutamente fabulosos.
Os principais escultores do século V a. C. foram Fídias, famoso autor envolvido na construção do Pártenon, Míron e Policleto e os principais escultores do século IV a. C. foram Praxíteles e Lisipo. A temática continuou a ser o homem idealizado, os deuses, os heróis.
E eis-nos chegados ao período helenístico, que se estende do século III a I a. C. que nos lega verdadeiras composições narrativas, lembrem-se da belíssima escultura "O grupo de Laocoonte" com a sua teatralidade, paixão, sofrimento e drama expressos nos rostos e nas poses em tensão, das figuras que analisámos.
E chegámos à arquitetura e às ordens arquitetónicas inventadas pelos gregos - dórica, jónica e coríntia, com os seus característicos capitéis que vos servirão para as distinguir, muito embora elas não se distingam unicamente por esse elemento arquitetónico. Tereis de saber os nomes de todos os elementos arquitetónicos que estão no PowerPoint no diapositivo 24. Não se esqueçam que sabidas estas ordens na ponta da língua elas serão úteis de novo para a arte romana, que abordaremos na terceira aula reservada aos romanos, e para a arte do renascimento que abordaremos no 8º ano de escolaridade.
Não se esqueçam da tipologia da arquitetura grega com os seus característicos templos, os estádios e os teatros e não se esqueçam das características desta original arquitetura - arquitetura feita à medida do homem, que apresenta um grande equilíbrio de proporções, harmoniosa, feita para valorizar o próprio homem.
A apresentação em PowrPoint está disponível com o nome N - Arte Grega - pintura, escultura e arquitetura e a ficha formativa está em L - Grécia 3.
E pronto, terminamos a matéria para o teste de avaliação. São apenas quatro aulas de matéria em que abordámos hebreus, fenícios e gregos, são apenas quatro aulas de matéria mas a exigirem muito estudo que eu não quero fracas notas no próximo teste de avaliação e quero toda a gente a melhorar os seus resultados.
Já sabeis que deveis fazer os questionários que constam no vosso manual e também já sabeis onde me encontrar para o esclarecimento de quaisquer dúvidas que possam surgir. Não se acanhem.
Votos de excelente trabalho.
Deixo-vos, por último uns vídeos por mim selecionados no youtube. Vejam-nos com atenção.
Sobre a escultura, aconselho-vos a verem este vídeo e que vos ajudará, por certo, a ver com olhos de ver e não apenas de olhar.
E sobre as ordens arquitetónicas dórica, jónica e coríntia deixo-vos este vídeo para se relembrarem dos elementos arquitetónicos que as caracterizam.
Deixo-vos ainda este vídeo/resumo sobre a civilização grega, em espanhol, que devereis ver com muita atenção até porque aborda as civilizações cretense e micénica, que nós não explorámos em contexto de sala de aula pois não fazem parte do nosso programa, o que não quer dizer que as desconheçais por completo... o saber nunca ocupou lugar, não é assim?
Sumário: A arte grega: pintura, escultura e arquitetura.
Como estão recordados, iniciámos a 16ª aula, intitulada "a arte grega", pela pintura e disse-vos que a pintura foi aplicada sobre a escultura, a arquitetura e a cerâmica se bem que da pintura sobre escultura e arquitetura só chegaram até nós pouco mais do que vestígios de pigmentos, ao contrário da pintura sobre cerâmica que está muito bem documentada, já que os gregos comercializaram a sua esplêndida cerâmica por toda a bacia mediterrânica. A decoração era inicialmente geométrica, depois zoomórfica e antropomórfica que, com o decorrer do tempo, se tornou a temática preferida - o Homem - com os artistas a pintarem cenas do quotidiano, da vida dos deuses e dos heróis.
A cerâmica mais famosa é a do século VI a. C. com figuras negras pintadas sobre fundo vermelho e a do século V a. C., exatamente o seu inverso, com figuras vermelhas pintadas sobre fundo negro.
Quanto à escultura iniciámos a sua abordagem pelo período arcaico, que vai dos séculos VII a inícios do século V a. C., pelos kouroi e pelas korai, respetivamente rapazes e raparigas jovens representados de forma muito convencional, estática, hirta, rígida, pouco natural, de sorriso convencional no rosto e com óbvias influências da escultura egípcia. Os koroi eram representados sempre nus, as korai vestidas e a representação de ambos vai evoluindo no sentido de uma maior naturalidade, leveza, graciosidade que é notória no período seguinte, o período Severo que se estende de inícios do século V a. C. até meados deste século e em que a figura humana adquire uma graciosidade de gesto e de pose e um realismo cada vez maior, sendo que a escultura grega é sempre idealista, não se esqueçam, porque procura representar um ideal de beleza feminino ou masculino e não alguém em particular.
Segue-se o período clássico, de 450 a 325 a. C. em que a escultura grega atinge, em termos de qualidade técnica, um patamar de exceção no sentido de um naturalismo e de um realismo/idealismo absolutamente fabulosos.
Os principais escultores do século V a. C. foram Fídias, famoso autor envolvido na construção do Pártenon, Míron e Policleto e os principais escultores do século IV a. C. foram Praxíteles e Lisipo. A temática continuou a ser o homem idealizado, os deuses, os heróis.
E eis-nos chegados ao período helenístico, que se estende do século III a I a. C. que nos lega verdadeiras composições narrativas, lembrem-se da belíssima escultura "O grupo de Laocoonte" com a sua teatralidade, paixão, sofrimento e drama expressos nos rostos e nas poses em tensão, das figuras que analisámos.
E chegámos à arquitetura e às ordens arquitetónicas inventadas pelos gregos - dórica, jónica e coríntia, com os seus característicos capitéis que vos servirão para as distinguir, muito embora elas não se distingam unicamente por esse elemento arquitetónico. Tereis de saber os nomes de todos os elementos arquitetónicos que estão no PowerPoint no diapositivo 24. Não se esqueçam que sabidas estas ordens na ponta da língua elas serão úteis de novo para a arte romana, que abordaremos na terceira aula reservada aos romanos, e para a arte do renascimento que abordaremos no 8º ano de escolaridade.
Não se esqueçam da tipologia da arquitetura grega com os seus característicos templos, os estádios e os teatros e não se esqueçam das características desta original arquitetura - arquitetura feita à medida do homem, que apresenta um grande equilíbrio de proporções, harmoniosa, feita para valorizar o próprio homem.
A apresentação em PowrPoint está disponível com o nome N - Arte Grega - pintura, escultura e arquitetura e a ficha formativa está em L - Grécia 3.
E pronto, terminamos a matéria para o teste de avaliação. São apenas quatro aulas de matéria em que abordámos hebreus, fenícios e gregos, são apenas quatro aulas de matéria mas a exigirem muito estudo que eu não quero fracas notas no próximo teste de avaliação e quero toda a gente a melhorar os seus resultados.
Já sabeis que deveis fazer os questionários que constam no vosso manual e também já sabeis onde me encontrar para o esclarecimento de quaisquer dúvidas que possam surgir. Não se acanhem.
Votos de excelente trabalho.
Deixo-vos, por último uns vídeos por mim selecionados no youtube. Vejam-nos com atenção.
Sobre a escultura, aconselho-vos a verem este vídeo e que vos ajudará, por certo, a ver com olhos de ver e não apenas de olhar.
E sobre as ordens arquitetónicas dórica, jónica e coríntia deixo-vos este vídeo para se relembrarem dos elementos arquitetónicos que as caracterizam.
Deixo-vos ainda este vídeo/resumo sobre a civilização grega, em espanhol, que devereis ver com muita atenção até porque aborda as civilizações cretense e micénica, que nós não explorámos em contexto de sala de aula pois não fazem parte do nosso programa, o que não quer dizer que as desconheçais por completo... o saber nunca ocupou lugar, não é assim?
domingo, 29 de janeiro de 2012
Blogue do Ano 2011 - História 7
Meus queridos alunos, esta é uma mensagem feliz e é especialmente dirigida a vocês porque sem vós este blogue, estritamente de trabalho, não existiria.
É com enorme orgulho que vos comunico que somos o "Blogue do Ano 2011" pois ganhámos, na categoria História, o concurso de blogues promovido pelo Aventar. Estamos todos de parabéns pelo trabalho desenvolvido desde o início deste ano letivo. Já estávamos antes, agora estamos mais um bocadinho.
Faltava-me, confesso, enquanto professora, dar um passo em frente nesta blogosfera que eu amo e, depois do meu Anabela Magalhães e do meu História em Movimento, faltava-me iniciar um projeto deste tipo, pragmático, dirigido a vós, alunos, na tentativa, mais uma, de vos cativar para o estudo da História, disciplina fundamental para que vós entendais o presente e possais perspetivar o futuro. A História não tem de ser uma coisa chatérrima e um desprazer, pois não?
Agradeço-vos a todos pela ajuda, pela colaboração, pela votação neste blogue que eu sei que alguns se empenharam porque já sentem este blogue como coisa sua... que é.
Nunca se esqueçam que ele existe porque vós existis e ponto final.
Quero ainda agradecer a todos os leitores deste blogue que não são meus alunos, especialmente aos meus colegas de profissão e dentro deste grupo aos que comigo partilham o amor a esta disciplina tão fundamental e estruturante do pensamento e o usam e até o divulgam entre os seus alunos. Todos somos poucos para dar a volta ao ensino da História que não pode ser mais uma "seca".
Por último quero deixar os meus sinceros parabéns a todos quantos disputaram a final, na categoria História. Todos estamos de parabéns pelo trabalho desenvolvido na divulgação desta disciplina.
sábado, 28 de janeiro de 2012
15ª Aula - Grécia - Atenas no Século V a.C. - Política, Religião e Cultura
15ª Aula - Grécia - Atenas - Política, Religião e Cultura
Sumário: O surgimento da democracia em Atenas: orgãos do poder e limitações do regime democrático.
A religião: deuses e culto.
A cultura: o teatro, a filosofia, a história e a oratória
Meus queridos alunos, lembram-se que iniciámos a aula pela descodificação de uma palavra que utilizamos frequentemente na atualidade e que é a palavra democracia, do grego, dêmos, que significa povo, mais kratos, poder, literalmente poder do povo.
Este foi o regime político criado em Atenas, consolidado pelas leis de Sólon que decretou a igualdade para todos os homens livres, pelas leis de Clístenes que dividiu a península da Ática, área que integrava a cidade estado de Atenas, em 100 demos, ou áreas admnistrativas que por sua vez estavam agrupadas em 10 tribos de onde saíam os cidadãos que governavam a cidade e ainda pelas leis de Péricles que criou um subsídio para todos os cidadãos que desempenhassem um cargo político, o que possibilitou a entrada na política ativa, desempenhando cargos, a cidadãos com poucos recursos.
Existiam vários órgãos de poder em Atenas, entre eles a Eclésia, ou Assembleia do Povo, que se reunia na Pnix e onde, teoricamente, podiam participar todos os cidadãos, intervindo por tempo determinado, contado por um relógio de água e/ou votando as leis, normalmente de braço no ar, que eram preparadas na Bulé. A Eclésia decidia a paz, a guerra, as condenações ao ostracismo, castigo para quem colocasse em perigo a democracia ateniense e que consistia no exílio, expulsão por 10 anos da cidade e ainda elegia os 10 estrategos que comandavam o exército, a marinha e administravam a cidade, fazendo cumprir as leis.
A Bulé era constituída por 500 cidadãos sorteados à razão de 50 por tribo, eram 10 tribos, não se esqueçam. A sua função consistia na preparação dos projetos lei para serem aprovados na Eclésia.
Existiam dois tribunais, o Helieu, para crimes mais correntes de infração às leis da cidade e o Areópago destinado ao julgamento de crimes mais graves como homicídio ou crimes ligados a questões religiosas.
Existiam ainda 10 arcontes que presidiam aos tribunais e organizavam o culto aos deuses.
Não se esqueçam que a democracia grega, sendo direta, era imperfeita e limitada pois muito embora todos os cidadãos pudessem participar na vida política da cidade votando diretamente as leis, não era pois como na nossa democracia atual em que elegemos quem depois, indiretamente, vota as leis por nós, a verdade é que só um pequena minoria dos habitantes da cidade participava na vida política de Atenas pois metecos, mulheres e escravos, a maioria dos seus habitantes, estava completamente excluída não podendo os seus membros eleger nem ser eleitos para qualquer cargo. Não se esqueçam também da limitação de mandatos na Grécia... o poder pode corromper, não é assim?
Quanto à religião, já sabeis que vigorava o politeísmo já que os gregos adoravam muitos deuses. Moradores no monte Olimpo, os deuses gregos amavam, odiavam como os humanos mas eram possuidores de poderes sobrenaturais e eram imortais, características que os afastavam do comum dos mortais. Alguns exemplos mais conhecidos são Zeus, o deus dos deuses, Dioniso, o deus do vinho e da embriaguez, Atena, a deusa da arte da guerra e da sabedoria, Apolo, deus do sol, das artes, Hermes, deus das viagens e do comércio, Afrodite, deusa da beleza e do amor... e tantos tantos outros...
Cada cidade-estado tinha os seus deuses protetores e o culto fazia-se em casa, nos templos ou em santuários realizados para os efeitos, por exemplo Olímpia, onde se realizavam os jogos olímpicos e Delfos onde a sacerdotiza Pítia adivinhava o futuro. O culto consistia em oferendas de comida e vinho, sacrifícios de animais, flores e orações. Os gregos veneravam ainda os heróis, de origem semi divina e que tinham praticado feitos extraordinários.
Relativamente à cultura grega já sabeis que nós hoje em dia somos-lhe profundamente devedores. Devemos-lhe a História, não se esqueçam dos principais historiadores gregos Heródoto, considerado o pai da História e Tucídides; a Filosofia, do grego filos, amigo, mais sofia, sabedoria, com nomes tão importantes como Sócrates, Platão e Aristóteles; a Oratória, a arte de bem falar, de bem discursar, indispensável ao debate político que se realizava em Atenas; e o Teatro, inventado nas festas em honra de Dioniso, primeiro as tragédias, apelando ao choro, depois as comédias, apelando ao riso, era sempre representado por homens caracterizados com vestuário adequado e máscaras. Da observação das peças teatrais só estavam excluídos os escravos.
Deixo-vos ficar o link para a aula M - Grécia - Atenas - política, religião e cultura que deveis rever com atenção e passar para os vossos portefólio para manterem a matéria ordenada e organizada para que os estudo se faça de forma profícua.
Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa - J - Grécia 2 que podeis e deveis fazer.
Quanto aos vídeos prometo colocá-los logo que possível, ok?
Votos de excelente trabalho.
Sumário: O surgimento da democracia em Atenas: orgãos do poder e limitações do regime democrático.
A religião: deuses e culto.
A cultura: o teatro, a filosofia, a história e a oratória
Meus queridos alunos, lembram-se que iniciámos a aula pela descodificação de uma palavra que utilizamos frequentemente na atualidade e que é a palavra democracia, do grego, dêmos, que significa povo, mais kratos, poder, literalmente poder do povo.
Este foi o regime político criado em Atenas, consolidado pelas leis de Sólon que decretou a igualdade para todos os homens livres, pelas leis de Clístenes que dividiu a península da Ática, área que integrava a cidade estado de Atenas, em 100 demos, ou áreas admnistrativas que por sua vez estavam agrupadas em 10 tribos de onde saíam os cidadãos que governavam a cidade e ainda pelas leis de Péricles que criou um subsídio para todos os cidadãos que desempenhassem um cargo político, o que possibilitou a entrada na política ativa, desempenhando cargos, a cidadãos com poucos recursos.
Existiam vários órgãos de poder em Atenas, entre eles a Eclésia, ou Assembleia do Povo, que se reunia na Pnix e onde, teoricamente, podiam participar todos os cidadãos, intervindo por tempo determinado, contado por um relógio de água e/ou votando as leis, normalmente de braço no ar, que eram preparadas na Bulé. A Eclésia decidia a paz, a guerra, as condenações ao ostracismo, castigo para quem colocasse em perigo a democracia ateniense e que consistia no exílio, expulsão por 10 anos da cidade e ainda elegia os 10 estrategos que comandavam o exército, a marinha e administravam a cidade, fazendo cumprir as leis.
A Bulé era constituída por 500 cidadãos sorteados à razão de 50 por tribo, eram 10 tribos, não se esqueçam. A sua função consistia na preparação dos projetos lei para serem aprovados na Eclésia.
Existiam dois tribunais, o Helieu, para crimes mais correntes de infração às leis da cidade e o Areópago destinado ao julgamento de crimes mais graves como homicídio ou crimes ligados a questões religiosas.
Existiam ainda 10 arcontes que presidiam aos tribunais e organizavam o culto aos deuses.
Não se esqueçam que a democracia grega, sendo direta, era imperfeita e limitada pois muito embora todos os cidadãos pudessem participar na vida política da cidade votando diretamente as leis, não era pois como na nossa democracia atual em que elegemos quem depois, indiretamente, vota as leis por nós, a verdade é que só um pequena minoria dos habitantes da cidade participava na vida política de Atenas pois metecos, mulheres e escravos, a maioria dos seus habitantes, estava completamente excluída não podendo os seus membros eleger nem ser eleitos para qualquer cargo. Não se esqueçam também da limitação de mandatos na Grécia... o poder pode corromper, não é assim?
Quanto à religião, já sabeis que vigorava o politeísmo já que os gregos adoravam muitos deuses. Moradores no monte Olimpo, os deuses gregos amavam, odiavam como os humanos mas eram possuidores de poderes sobrenaturais e eram imortais, características que os afastavam do comum dos mortais. Alguns exemplos mais conhecidos são Zeus, o deus dos deuses, Dioniso, o deus do vinho e da embriaguez, Atena, a deusa da arte da guerra e da sabedoria, Apolo, deus do sol, das artes, Hermes, deus das viagens e do comércio, Afrodite, deusa da beleza e do amor... e tantos tantos outros...
Cada cidade-estado tinha os seus deuses protetores e o culto fazia-se em casa, nos templos ou em santuários realizados para os efeitos, por exemplo Olímpia, onde se realizavam os jogos olímpicos e Delfos onde a sacerdotiza Pítia adivinhava o futuro. O culto consistia em oferendas de comida e vinho, sacrifícios de animais, flores e orações. Os gregos veneravam ainda os heróis, de origem semi divina e que tinham praticado feitos extraordinários.
Relativamente à cultura grega já sabeis que nós hoje em dia somos-lhe profundamente devedores. Devemos-lhe a História, não se esqueçam dos principais historiadores gregos Heródoto, considerado o pai da História e Tucídides; a Filosofia, do grego filos, amigo, mais sofia, sabedoria, com nomes tão importantes como Sócrates, Platão e Aristóteles; a Oratória, a arte de bem falar, de bem discursar, indispensável ao debate político que se realizava em Atenas; e o Teatro, inventado nas festas em honra de Dioniso, primeiro as tragédias, apelando ao choro, depois as comédias, apelando ao riso, era sempre representado por homens caracterizados com vestuário adequado e máscaras. Da observação das peças teatrais só estavam excluídos os escravos.
Deixo-vos ficar o link para a aula M - Grécia - Atenas - política, religião e cultura que deveis rever com atenção e passar para os vossos portefólio para manterem a matéria ordenada e organizada para que os estudo se faça de forma profícua.
Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa - J - Grécia 2 que podeis e deveis fazer.
Quanto aos vídeos prometo colocá-los logo que possível, ok?
Votos de excelente trabalho.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
14ª Aula - Grécia - Território, Economia e Sociedade
14ª Aula - Grécia - Território, Economia e Sociedade
Sumário: O mundo helénico no século V a. C. - localização, condições geográficas e formação das cidades-estado.
O exemplo de Atenas: economia e sociedade.
Meus queridos alunos, como estais lembrados, iniciámos a 14ª aula pela localização da Grécia Antiga, que compreende a Grécia Continental Europeia, mais concretamente a península balcânica, a Grécia Insular e a Grécia Asiática, situada nas costas da Ásia Menor. De seguida caracterizámos o território grego como sendo muito montanhoso e com raras planícies férteis, onde o clima é quente e seco e onde existem raros cursos de água e de fraco caudal, condições não muito propícias à prática da agricultura. Em contrapartida, não se esqueçam, o Mediterrâneo está sempre presente e a costa, muito recortada, oferece bons portos naturais o que vai ser determinante na vocação comercial marítima dos gregos. Estas características ajudam a compreender a prática de uma agricultura não muito produtiva, a opção pelo fabrico do artesanato e a vocação marítima dos gregos atestada pelo intenso comércio por todo o Mediterrâneo.
Relembrem-se que as dificuldades de comunicação entre as comunidades gregas espalhadas por um território bastante disperso e acidentado explicam, em grande medida, a formação de cidades-estado cidades independentes umas das outras a nível geográfico, político, religioso, económico,social. De notar que, muito embora a Grécia Antiga não tivesse unidade política, a verdade é que os gregos sentiam-se unidos por traços comuns como a língua, as crenças, os cultos religiosos, os hábitos e costumes e, por isso, faz todo o sentido falarmos do povo grego e da Grécia como um todo. Não se esqueçam também que os gregos fundaram colónias por todo o Mediterrâneo, nas costas do Mar Negro, no norte de África, e não se esqueçam da Magna Grécia, ou Grande Grécia, no sul da atual Itália, território que incluía a ilha da Sicília para onde os gregos se expandiram a partir do território original.
Relembrem-se que as cidades-estado gregas estavam estruturadas em três partes distintas:
- Acrópole, parte mais alta da cidade, muralhada, onde se situavam os templos e os edifícios mais importantes e onde se refugiavam os habitantes da cidade em caso de perigo.
- Zona urbana, parte baixa da cidade onde se encontrava a ágora, grande praça pública onde se concentrava a zona comercial e serealizava o mercado e onde os cidadãos se reuniam para discutir os assuntos do dia; compreende ainda a zona habitacional, onde vive e trabalha a população.
- Zona rural, situada à volta da zona urbana onde se situam os campos de cultivo e bosques que asseguram as subsistências aos habitantes da cidade-estado.
A cidade-estado mais importante da Grécia do século V a. C. era Atenas - Atenção nada de me escreverem Antenas! - situada na península da Ática e que possuía um importante e movimentado porto, chamado Pireu, por onde saíam e entravam mercadorias em grande quantidade fruto de um comércio marítimo muito intenso. Praticava-se uma agricultura tipicamente mediterrânica com o cultivo de cereais - trigo e cevada -, oliveira e vinha, praticava-se a criação de gado, principalmente ovino e caprino, a pesca, a exploração de minas de prata. O fabrico de artesanato, as cerâmicas gregas eram muito apreciadas, tinha um grande peso na economia e era exportado por todo o Mediterrâneo. O comércio era intenso no porto do Pireu entre importações - trigo, gado, minérios, sal, papiro, marfim, madeira, escravos - e exportações - artesanato diverso, vinho, azeite.
A sociedade ateniense dividia-se em:
- Cidadãos, filhos rapazes de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos, só eles podiam participar na vida política da cidade, só eles podiam ser eleitos ou eleger, só eles podiam possuir terras, estavam isentos do pagamento de impostos. Tinham uma excelente preparação e desde pequenos instruíam-se para poderem participar plenamente na vida política de Atenas.
- Metecos, estrangeiros residentes em Atenas, prestavam serviço militar obrigatório, pagavam impostos, dedicavam-se ao artesanato e comércio.
- Mulheres, tinham direitos muito limitados e viviam na mais completa dependência dos homens - pais ou maridos. Eram excluídas da vida política.
- Escravos - eram cerca de 1/3 da população de Atenas proveniente da pirataria no Mediterrâneo e prisioneiros de guerra e a eles estavam reservados os trabalhos mais duros. Trabalhavam nas minas, na agricultura, na produção de artesanato, faziam trabalhos domésticos. os seus donos podiam conceder-lhes a liberdade.
A apresentação em PowerPoint que explorámos na aula, onde se encontra toda esta matéria, intitula-se L- Grécia - Atenas - Economia e Sociedade e podeis consultá-la na hiperligação a vermelho.
Não se esqueçam dos trabalhos de casa, divididos em três partes distintas e que nunca podem falhar.
Podeis e deveis complementar o vosso estudo resolvendo a ficha formativa intitulada I - Grécia 1 e ainda todos os exercícios do manual referentes a esta matéria. E já sabeis, qualquer dúvida, estou por aqui e vós sabeis bem como me encontrar.
Por último, deixo-vos pequenos vídeos retirados do Youtube que podem servir para consolidarem a matéria.
Bom trabalho!
Sumário: O mundo helénico no século V a. C. - localização, condições geográficas e formação das cidades-estado.
O exemplo de Atenas: economia e sociedade.
Meus queridos alunos, como estais lembrados, iniciámos a 14ª aula pela localização da Grécia Antiga, que compreende a Grécia Continental Europeia, mais concretamente a península balcânica, a Grécia Insular e a Grécia Asiática, situada nas costas da Ásia Menor. De seguida caracterizámos o território grego como sendo muito montanhoso e com raras planícies férteis, onde o clima é quente e seco e onde existem raros cursos de água e de fraco caudal, condições não muito propícias à prática da agricultura. Em contrapartida, não se esqueçam, o Mediterrâneo está sempre presente e a costa, muito recortada, oferece bons portos naturais o que vai ser determinante na vocação comercial marítima dos gregos. Estas características ajudam a compreender a prática de uma agricultura não muito produtiva, a opção pelo fabrico do artesanato e a vocação marítima dos gregos atestada pelo intenso comércio por todo o Mediterrâneo.
Relembrem-se que as dificuldades de comunicação entre as comunidades gregas espalhadas por um território bastante disperso e acidentado explicam, em grande medida, a formação de cidades-estado cidades independentes umas das outras a nível geográfico, político, religioso, económico,social. De notar que, muito embora a Grécia Antiga não tivesse unidade política, a verdade é que os gregos sentiam-se unidos por traços comuns como a língua, as crenças, os cultos religiosos, os hábitos e costumes e, por isso, faz todo o sentido falarmos do povo grego e da Grécia como um todo. Não se esqueçam também que os gregos fundaram colónias por todo o Mediterrâneo, nas costas do Mar Negro, no norte de África, e não se esqueçam da Magna Grécia, ou Grande Grécia, no sul da atual Itália, território que incluía a ilha da Sicília para onde os gregos se expandiram a partir do território original.
Relembrem-se que as cidades-estado gregas estavam estruturadas em três partes distintas:
- Acrópole, parte mais alta da cidade, muralhada, onde se situavam os templos e os edifícios mais importantes e onde se refugiavam os habitantes da cidade em caso de perigo.
- Zona urbana, parte baixa da cidade onde se encontrava a ágora, grande praça pública onde se concentrava a zona comercial e serealizava o mercado e onde os cidadãos se reuniam para discutir os assuntos do dia; compreende ainda a zona habitacional, onde vive e trabalha a população.
- Zona rural, situada à volta da zona urbana onde se situam os campos de cultivo e bosques que asseguram as subsistências aos habitantes da cidade-estado.
A cidade-estado mais importante da Grécia do século V a. C. era Atenas - Atenção nada de me escreverem Antenas! - situada na península da Ática e que possuía um importante e movimentado porto, chamado Pireu, por onde saíam e entravam mercadorias em grande quantidade fruto de um comércio marítimo muito intenso. Praticava-se uma agricultura tipicamente mediterrânica com o cultivo de cereais - trigo e cevada -, oliveira e vinha, praticava-se a criação de gado, principalmente ovino e caprino, a pesca, a exploração de minas de prata. O fabrico de artesanato, as cerâmicas gregas eram muito apreciadas, tinha um grande peso na economia e era exportado por todo o Mediterrâneo. O comércio era intenso no porto do Pireu entre importações - trigo, gado, minérios, sal, papiro, marfim, madeira, escravos - e exportações - artesanato diverso, vinho, azeite.
A sociedade ateniense dividia-se em:
- Cidadãos, filhos rapazes de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos, só eles podiam participar na vida política da cidade, só eles podiam ser eleitos ou eleger, só eles podiam possuir terras, estavam isentos do pagamento de impostos. Tinham uma excelente preparação e desde pequenos instruíam-se para poderem participar plenamente na vida política de Atenas.
- Metecos, estrangeiros residentes em Atenas, prestavam serviço militar obrigatório, pagavam impostos, dedicavam-se ao artesanato e comércio.
- Mulheres, tinham direitos muito limitados e viviam na mais completa dependência dos homens - pais ou maridos. Eram excluídas da vida política.
- Escravos - eram cerca de 1/3 da população de Atenas proveniente da pirataria no Mediterrâneo e prisioneiros de guerra e a eles estavam reservados os trabalhos mais duros. Trabalhavam nas minas, na agricultura, na produção de artesanato, faziam trabalhos domésticos. os seus donos podiam conceder-lhes a liberdade.
A apresentação em PowerPoint que explorámos na aula, onde se encontra toda esta matéria, intitula-se L- Grécia - Atenas - Economia e Sociedade e podeis consultá-la na hiperligação a vermelho.
Não se esqueçam dos trabalhos de casa, divididos em três partes distintas e que nunca podem falhar.
Podeis e deveis complementar o vosso estudo resolvendo a ficha formativa intitulada I - Grécia 1 e ainda todos os exercícios do manual referentes a esta matéria. E já sabeis, qualquer dúvida, estou por aqui e vós sabeis bem como me encontrar.
Por último, deixo-vos pequenos vídeos retirados do Youtube que podem servir para consolidarem a matéria.
Bom trabalho!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Partilha - Portefólio - Apresentação e Objetivos
Partilha - Portefólio - Apresentação e Objetivos
Hoje partilho com os meus leitores dois textos de um portefólio de um aluno. A partilha faz-se depois de obtidas as respetivas autorizações: primeiro do seu autor, depois da respetiva encarregada de educação.
São dois textos que me enchem de orgulho enquanto Professora, que me enchem de orgulho enquanto Ser Humano e que só podem honrar a Escola Pública pela maturidade demonstrada, pela personalidade neles transparecida. Tomara que todos os nossos alunos seguissem uma linha de pensamento deste calibre e valorizassem a sua formação desta forma.
Obrigada, aluno meu!
Quem sou eu
Olá a todos!
Eu sou o _______, mais conhecido por "________".
Fiz, há muito pouco tempo, doze anos e já me sinto um verdadeiro "teenager"!
Vivo numa das três principais freguesias de Amarante, que é ________, e reconheço que esta cidade é, de facto, muito bonita pelo seu verde e Rio Tâmega, embora este se encontre um bocado sujo...
Nos meus tempos livres, adoro tocar guitarra (clássica ou elétrica) e ver TV.
Em relação ao meu futuro profissional, ainda não sei o que pretendo ser, embora talvez gostasse de ser músico, pois gosto muito dos Beatles, Pink Floyd, Dire Straits, Cat Stevens, entre outros.
Na Escola, tento ser sempre um bom aluno, já que, só assim, terei maior probabilidade de conseguir uma profissão estável e com algum prestígio.
A ver vamos...
Objetivos que Eu quero alcançar
Olá! eu sou o _________ e vou falar dos meus objetivos para este ano na disciplina de História.
Como nestes últimos dois anos sempre tirei cinco a esta disciplina, está claro que o meu maior objetivo para este ano letivo é tirar, se possível, cinco nos três períodos que constituem o ano escolar.
Também quero ter a atenção e a amizade da professora, que ela saiba do interesse e empenho que tenho para com esta área disciplinar e que seja um exemplo para os alunos com notas mais fracas ou com poucas condições para estudar devidamente.
Por último, quero que seja "recordado" em História por ser um aluno sabedor de conhecimentos acima da média, astuto e com grandes notas nesta disciplina.
Como, agora, já conhecem os objetivos que eu gostaria de atingir, despeço-me de vós.
Tchau!!!
Hoje partilho com os meus leitores dois textos de um portefólio de um aluno. A partilha faz-se depois de obtidas as respetivas autorizações: primeiro do seu autor, depois da respetiva encarregada de educação.
São dois textos que me enchem de orgulho enquanto Professora, que me enchem de orgulho enquanto Ser Humano e que só podem honrar a Escola Pública pela maturidade demonstrada, pela personalidade neles transparecida. Tomara que todos os nossos alunos seguissem uma linha de pensamento deste calibre e valorizassem a sua formação desta forma.
Obrigada, aluno meu!
Quem sou eu
Olá a todos!
Eu sou o _______, mais conhecido por "________".
Fiz, há muito pouco tempo, doze anos e já me sinto um verdadeiro "teenager"!
Vivo numa das três principais freguesias de Amarante, que é ________, e reconheço que esta cidade é, de facto, muito bonita pelo seu verde e Rio Tâmega, embora este se encontre um bocado sujo...
Nos meus tempos livres, adoro tocar guitarra (clássica ou elétrica) e ver TV.
Em relação ao meu futuro profissional, ainda não sei o que pretendo ser, embora talvez gostasse de ser músico, pois gosto muito dos Beatles, Pink Floyd, Dire Straits, Cat Stevens, entre outros.
Na Escola, tento ser sempre um bom aluno, já que, só assim, terei maior probabilidade de conseguir uma profissão estável e com algum prestígio.
A ver vamos...
Objetivos que Eu quero alcançar
Olá! eu sou o _________ e vou falar dos meus objetivos para este ano na disciplina de História.
Como nestes últimos dois anos sempre tirei cinco a esta disciplina, está claro que o meu maior objetivo para este ano letivo é tirar, se possível, cinco nos três períodos que constituem o ano escolar.
Também quero ter a atenção e a amizade da professora, que ela saiba do interesse e empenho que tenho para com esta área disciplinar e que seja um exemplo para os alunos com notas mais fracas ou com poucas condições para estudar devidamente.
Por último, quero que seja "recordado" em História por ser um aluno sabedor de conhecimentos acima da média, astuto e com grandes notas nesta disciplina.
Como, agora, já conhecem os objetivos que eu gostaria de atingir, despeço-me de vós.
Tchau!!!
13ª Aula - Hebreus e Fenícios
13ª Aula - Hebreus e Fenícios
Sumário: Os Hebreus: a originalidade da religião monoteísta hebraica. Os Fenícios: a escrita alfabética.
Meus queridos alunos,
depois deste interregno em que andámos ocupados com testes e avaliações eis que retomamos o trabalho com afinco e vontade de fazer mais e melhor. Tenham atenção à numeração das aulas que, a partir de agora, estarão desfasadas para muitos de vós, nomeadamente à conta dos feriados que fomos tendo ao longo do 1º período.
Posto isto, ao trabalho!
A primeira parte desta aula remete-nos para matérias que muitos de vós já conheceis das vossas aulas de catequese. Os hebreus, ou seja "os que vagueiam", povo de origem semita, segundo a Bíblia descendentes de Sem, filho primogénito de Noé, eram originários da Mesopotâmia, região que se situava entre os rios Eufrates e Tigre, no atual Iraque. A originalidade maior deste povo de pastores nómadas é que professavam uma religião monoteísta, adorando um só Deus, Javé, criador do do mundo e do homem e consideravam-se o povo eleito por Deus para revelarem aos outros povos a lei de Deus. Os profetas anunciavam a vinda de um Messias, filho de Deus, que salvaria os hebreus da opressão.
Cerca de 1800 a. C., guiados pelo patriarca Abraão, saíram da Mesopotâmia à procura da Terra Prometida que encontraram na região da Palestina, região fértil, atravessada pelo rio Jordão. Apoquentados por secas e fomes os hebreus partem de novo e fixam-se no Egito, onde são reduzidos à escravidão e por aí permanecem até cerca de 1200 a. C. data em que, guiados pelo patriarca Moisés, regressam à Palestina. Durante o êxodo, no monte Sinai, Moisés recebe, segundo a Bíblia, as Tábuas da Lei que contêm os Dez Mandamentos da Lei de Deus e prosseguem a viagem acabando por fundar o Estado de Israel, no século XI a. C. A partir do século VIII a região foi sucessivamente ocupada por Assírios, Babilónios, Persas, Gregos e Romanos.
Os hebreus, judeus actuais, não reconheceram Jesus Cristo como filho de Deus e ainda hoje aguardam a vinda do Messias. Para os cristãos, o Messias já veio ao mundo e morreu aos 33 anos, na província romana da Judeia.
Hebreus
Os fenícios, povo sem unidade política, habitavam uma estreita faixa de terra situada entre o mar Mediterrâneo e as atuais Montanhas do Líbano, onde fundaram cidades-estado independentes umas das outras. O solo era pobre e acidentado e os fenícios, embora praticassem a agricultura e cultivassem a vinha, a oliveira e o linho, especializaram-se no fabrico de artesanato e no comércio que praticavam por todo o Mediterrâneo tendo-se até aventurado pelo oceano Atlântico, para Norte, até à Grã-Bretanha, e para Sul, até ao atual Senegal. Os fenícios, excelentes marinheiros, fundaram muitas colónias por toda a bacia mediterrânica, a mais famosa das quais situada na costa norte de África, na atual Tunísia, chamada Cartago.
Os fenícios exportavam madeira de cedro, panos de cor púrpura, objetos de cerâmica, de vidro, de metal e importavam matérias primas como ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, marfim, cereais, papiro, sal.
A sua intensa atividade comercial levou-os a inventarem uma escrita simplificada, a escrita alfabética, criada cerca de 1200 a.C.. Este alfabeto, constituído por 22 letras e em que cada letra corresponde a um som, está na origem do alfabeto por nós utilizado hoje em dia e está na origem de todas as escritas ocidentais.
Deixo-vos o link para a apresentação que já explorámos em contexto de sala de aula, intitulada J - Hebreus e Fenícios. Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa H - Hebreus e Fenícios que podereis e devereis tentar resolver. Já sabeis que, tendo dificuldades, esta professora encontra-se on-line, na Escola ou em casa, para vos ajudar a resolver qualquer dificuldade.
E finalmente deixo-vos três vídeos que complementam esta aula e que, eu sei, são sempre tanto do vosso agrado.
Fiquem bem, alunos meus! Votos de excelente trabalho!
Fenícios
Sumário: Os Hebreus: a originalidade da religião monoteísta hebraica. Os Fenícios: a escrita alfabética.
Meus queridos alunos,
depois deste interregno em que andámos ocupados com testes e avaliações eis que retomamos o trabalho com afinco e vontade de fazer mais e melhor. Tenham atenção à numeração das aulas que, a partir de agora, estarão desfasadas para muitos de vós, nomeadamente à conta dos feriados que fomos tendo ao longo do 1º período.
Posto isto, ao trabalho!
A primeira parte desta aula remete-nos para matérias que muitos de vós já conheceis das vossas aulas de catequese. Os hebreus, ou seja "os que vagueiam", povo de origem semita, segundo a Bíblia descendentes de Sem, filho primogénito de Noé, eram originários da Mesopotâmia, região que se situava entre os rios Eufrates e Tigre, no atual Iraque. A originalidade maior deste povo de pastores nómadas é que professavam uma religião monoteísta, adorando um só Deus, Javé, criador do do mundo e do homem e consideravam-se o povo eleito por Deus para revelarem aos outros povos a lei de Deus. Os profetas anunciavam a vinda de um Messias, filho de Deus, que salvaria os hebreus da opressão.
Cerca de 1800 a. C., guiados pelo patriarca Abraão, saíram da Mesopotâmia à procura da Terra Prometida que encontraram na região da Palestina, região fértil, atravessada pelo rio Jordão. Apoquentados por secas e fomes os hebreus partem de novo e fixam-se no Egito, onde são reduzidos à escravidão e por aí permanecem até cerca de 1200 a. C. data em que, guiados pelo patriarca Moisés, regressam à Palestina. Durante o êxodo, no monte Sinai, Moisés recebe, segundo a Bíblia, as Tábuas da Lei que contêm os Dez Mandamentos da Lei de Deus e prosseguem a viagem acabando por fundar o Estado de Israel, no século XI a. C. A partir do século VIII a região foi sucessivamente ocupada por Assírios, Babilónios, Persas, Gregos e Romanos.
Os hebreus, judeus actuais, não reconheceram Jesus Cristo como filho de Deus e ainda hoje aguardam a vinda do Messias. Para os cristãos, o Messias já veio ao mundo e morreu aos 33 anos, na província romana da Judeia.
Hebreus
Os fenícios, povo sem unidade política, habitavam uma estreita faixa de terra situada entre o mar Mediterrâneo e as atuais Montanhas do Líbano, onde fundaram cidades-estado independentes umas das outras. O solo era pobre e acidentado e os fenícios, embora praticassem a agricultura e cultivassem a vinha, a oliveira e o linho, especializaram-se no fabrico de artesanato e no comércio que praticavam por todo o Mediterrâneo tendo-se até aventurado pelo oceano Atlântico, para Norte, até à Grã-Bretanha, e para Sul, até ao atual Senegal. Os fenícios, excelentes marinheiros, fundaram muitas colónias por toda a bacia mediterrânica, a mais famosa das quais situada na costa norte de África, na atual Tunísia, chamada Cartago.
Os fenícios exportavam madeira de cedro, panos de cor púrpura, objetos de cerâmica, de vidro, de metal e importavam matérias primas como ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, marfim, cereais, papiro, sal.
A sua intensa atividade comercial levou-os a inventarem uma escrita simplificada, a escrita alfabética, criada cerca de 1200 a.C.. Este alfabeto, constituído por 22 letras e em que cada letra corresponde a um som, está na origem do alfabeto por nós utilizado hoje em dia e está na origem de todas as escritas ocidentais.
Deixo-vos o link para a apresentação que já explorámos em contexto de sala de aula, intitulada J - Hebreus e Fenícios. Deixo-vos ainda o link para a ficha formativa H - Hebreus e Fenícios que podereis e devereis tentar resolver. Já sabeis que, tendo dificuldades, esta professora encontra-se on-line, na Escola ou em casa, para vos ajudar a resolver qualquer dificuldade.
E finalmente deixo-vos três vídeos que complementam esta aula e que, eu sei, são sempre tanto do vosso agrado.
Fiquem bem, alunos meus! Votos de excelente trabalho!
Fenícios
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Trabalho - Portefólios
Portefólios - 7º Ano - EB 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Meus queridos alunos
Dentro em breve farei nova postagem com a aula referente aos Hebreus e aos Fenícios.
Entretanto, e enquanto isso não acontece, não resisto a partilhar alguns desenhos que constam dos vossos portefólios, alguns primorosamente realizados e que me dão, por esse facto, um imenso gosto a corrigir.
Podem continuar, quem assim cuida das suas aprendizagens, quem assim não cuida delas pode sempre aproveitar para arrepiar caminho...
Nota - Estes desenhos também podem ser vistos aqui.
sábado, 12 de novembro de 2011
Post para Esclarecimento de Dúvidas
Post para Esclarecimento de Dúvidas
À medida que me chegarem as vossas dúvidas irei responder-lhes por aqui porque as dúvidas de uns podem ser as dúvidas de outros.
Um de vós, já não sei quem porque me deixou a dúvida no meu blogue pessoal e agora eu não a encontro, solicitou-me o esclarecimento sobre o que é um vizir.
Ora um vizir é o que ocupa o 2º lugar na hierarquia governativa no Antigo Egito, na hierarquia do Estado, logo abaixo do faraó, ou seja, é o braço direito do rei que o ajuda na governação.
Esclarecido?
À medida que me chegarem as vossas dúvidas irei responder-lhes por aqui porque as dúvidas de uns podem ser as dúvidas de outros.
Um de vós, já não sei quem porque me deixou a dúvida no meu blogue pessoal e agora eu não a encontro, solicitou-me o esclarecimento sobre o que é um vizir.
Ora um vizir é o que ocupa o 2º lugar na hierarquia governativa no Antigo Egito, na hierarquia do Estado, logo abaixo do faraó, ou seja, é o braço direito do rei que o ajuda na governação.
Esclarecido?
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Bons Conselhos
Bons Conselhos
Meus caros alunos e alunas
A arte no Egito - pintura, escultura e arquitetura - foi/é a última matéria que vos lecionei/lecionarei e que sairá no teste de avaliação que fareis em breve. Aconselho-vos a não deixarem a sua preparação para a véspera, aconselho-vos a fazerem uma preparação com calma e com tempo. Leiam a matéria no livro, quem gosta de estudar a escrever deverá fazer resumos da matéria só com os tópicos importantes que devereis saber, quem gosta de estudar a fazer esquemas deverá fazê-los, revejam as apresentações em PowerPoint, relembrem-se das aulas, testem os vossos conhecimentos quer através da realização das fichas formativas que para vós fiz, quer através dos exercícios que constam no vosso manual e no caderno de atividades.
Já sabeis que estou sempre disponível para vos esclarecer qualquer dúvida que surja, dentro e fora da sala de aula. Sabeis o meu e-mail, podeis também enviar-me qualquer dúvida para o chat do facebook. Quer eu me encontre on-line ou off-line, por certo não deixarei de dar resposta às dúvidas que me colocareis. Temos de nos organizar e temos de aproveitar tudo o que as novas tecnologias podem fazer por nós e temos, impreterivelmente, de as colocar ao nosso serviço, não concordais?
A matéria, sobre a qual incidirá o teste de avaliação, é belíssima - começámos pela hominização e pelas conquistas dos primeiros hominídeos, a bipedia e a verticalidade, o fabrico de instrumentos, a conquista do fogo, o sepultamento dos mortos e chegámos ao Homo sapiens sapiens, ou seja a nós, acompanhámos as suas fabulosas conquistas, a arte ainda no Paleolítico e depois as inúmeras conquistas alcançadas durante Neolítico, a descoberta da agricultura, da domesticação dos animais, da criação de gado, da cestaria, da olaria, da tecelagem, da pedra polida, da roda... e eis-nos no Egito, a revisitar uma das civilizações pré-clássicas mais interessantes de toda a região do Crescente Fértil.
Estudem. Não se esqueçam do que eu vos disse - durante a preparação das aulas a bola está do meu lado e é minha obrigação fazer o melhor que posso e sei para vos tornar a matéria o mais interessante e aliciante possível. O que faço. Depois passo a bola para o vosso lado... e tereis agora de me retribuir com dedicação, esforço, trabalho afincado e honesto.
Quero corrigir testes que me encham de alegria. Não quero mais, não quero menos. E em vez de vos desejar sorte, desejo-vos um excelente trabalho.
Fiquem bem.
Meus caros alunos e alunas
A arte no Egito - pintura, escultura e arquitetura - foi/é a última matéria que vos lecionei/lecionarei e que sairá no teste de avaliação que fareis em breve. Aconselho-vos a não deixarem a sua preparação para a véspera, aconselho-vos a fazerem uma preparação com calma e com tempo. Leiam a matéria no livro, quem gosta de estudar a escrever deverá fazer resumos da matéria só com os tópicos importantes que devereis saber, quem gosta de estudar a fazer esquemas deverá fazê-los, revejam as apresentações em PowerPoint, relembrem-se das aulas, testem os vossos conhecimentos quer através da realização das fichas formativas que para vós fiz, quer através dos exercícios que constam no vosso manual e no caderno de atividades.
Já sabeis que estou sempre disponível para vos esclarecer qualquer dúvida que surja, dentro e fora da sala de aula. Sabeis o meu e-mail, podeis também enviar-me qualquer dúvida para o chat do facebook. Quer eu me encontre on-line ou off-line, por certo não deixarei de dar resposta às dúvidas que me colocareis. Temos de nos organizar e temos de aproveitar tudo o que as novas tecnologias podem fazer por nós e temos, impreterivelmente, de as colocar ao nosso serviço, não concordais?
A matéria, sobre a qual incidirá o teste de avaliação, é belíssima - começámos pela hominização e pelas conquistas dos primeiros hominídeos, a bipedia e a verticalidade, o fabrico de instrumentos, a conquista do fogo, o sepultamento dos mortos e chegámos ao Homo sapiens sapiens, ou seja a nós, acompanhámos as suas fabulosas conquistas, a arte ainda no Paleolítico e depois as inúmeras conquistas alcançadas durante Neolítico, a descoberta da agricultura, da domesticação dos animais, da criação de gado, da cestaria, da olaria, da tecelagem, da pedra polida, da roda... e eis-nos no Egito, a revisitar uma das civilizações pré-clássicas mais interessantes de toda a região do Crescente Fértil.
Estudem. Não se esqueçam do que eu vos disse - durante a preparação das aulas a bola está do meu lado e é minha obrigação fazer o melhor que posso e sei para vos tornar a matéria o mais interessante e aliciante possível. O que faço. Depois passo a bola para o vosso lado... e tereis agora de me retribuir com dedicação, esforço, trabalho afincado e honesto.
Quero corrigir testes que me encham de alegria. Não quero mais, não quero menos. E em vez de vos desejar sorte, desejo-vos um excelente trabalho.
Fiquem bem.
9ª Aula - A Arte no Egito
9ª Aula - A Arte no Egito
Sumário: A arte no Egito: pintura, escultura e arquitetura.
Esperando que a aula tenha sido muito do vosso agrado, relembro-vos algumas características importantes da pintura e do relevo no Antigo Egito: a lei da frontalidade, a policromia -frequentemente utilizada também para o relevo-, a ausência de perspetiva, a rigidez das figuras e dos seus "movimentos", a dimensão das figuras humanas representadas segundo a sua importância, as figuras masculinas representadas com a pele pintada a vermelho tijolo, as femininas, mais clarinhas, a ocre amarelo.
Quanto às temáticas estas abordam temas religiosos, ligados ao culto dos deuses e associados à crença na vida para além da morte, temas da vida quotidiana, da guerra. O estilo é narrativo e a função é religiosa, funerária, não decorativa.
Na escultura observámos a rigidez das poses, a ausência de dinamismo, a lei da frontalidade - a estátua é para ser vista de frente-, a representação das figuras humanas igualmente representadas de acordo com a sua importância, tanto maiores quanto mais importante fosse a sua condição social, a representação de figuras humanas idealizadas, de faraós e rainhas, e também as esculturas bem mais expressivas e realistas das classes inferiores, pequena estatuária muito bela que, com as esculturas do período de Tell el Amarna, saem um pouco das características anteriormente apontadas de idealização e de transmissão de calma imperturbável.
Relativamente à arquitetura, estudámos as tipologias dos edifícios que até aos nossos dias chegaram - templos e túmulos e dentro desta última tipologia desenhei-vos, e vocês também desenharam, uma mastaba, uma pirâmide de degraus, uma romboidal, uma perfeita, como as de Gizé, um hipogeu, como o túmulo de Tutankamon.
As características desta arquitetura são a solidez, a durabilidade, as dimenssões colossais, a grandiosidade, a monumentalidade, a simetria, as formas simples e geométricas que estão à vista de qualquer observador mais ou menos atento.
Podem aceder à minha apresentação em PowerPoint clicando em I - A arte no Egito.
Deixo-vos o link para uma ferramenta espetacular chamada Google Street View através da qual podeis navegar pelo Egito sem sair de casa.
Por último, deixo-vos uma série de vídeos que deveis visionar com atenção.
Pintura Egípcia
Sobre as pirâmides
E agora para fazerem revisões... em português.
Sumário: A arte no Egito: pintura, escultura e arquitetura.
Esperando que a aula tenha sido muito do vosso agrado, relembro-vos algumas características importantes da pintura e do relevo no Antigo Egito: a lei da frontalidade, a policromia -frequentemente utilizada também para o relevo-, a ausência de perspetiva, a rigidez das figuras e dos seus "movimentos", a dimensão das figuras humanas representadas segundo a sua importância, as figuras masculinas representadas com a pele pintada a vermelho tijolo, as femininas, mais clarinhas, a ocre amarelo.
Quanto às temáticas estas abordam temas religiosos, ligados ao culto dos deuses e associados à crença na vida para além da morte, temas da vida quotidiana, da guerra. O estilo é narrativo e a função é religiosa, funerária, não decorativa.
Na escultura observámos a rigidez das poses, a ausência de dinamismo, a lei da frontalidade - a estátua é para ser vista de frente-, a representação das figuras humanas igualmente representadas de acordo com a sua importância, tanto maiores quanto mais importante fosse a sua condição social, a representação de figuras humanas idealizadas, de faraós e rainhas, e também as esculturas bem mais expressivas e realistas das classes inferiores, pequena estatuária muito bela que, com as esculturas do período de Tell el Amarna, saem um pouco das características anteriormente apontadas de idealização e de transmissão de calma imperturbável.
Relativamente à arquitetura, estudámos as tipologias dos edifícios que até aos nossos dias chegaram - templos e túmulos e dentro desta última tipologia desenhei-vos, e vocês também desenharam, uma mastaba, uma pirâmide de degraus, uma romboidal, uma perfeita, como as de Gizé, um hipogeu, como o túmulo de Tutankamon.
As características desta arquitetura são a solidez, a durabilidade, as dimenssões colossais, a grandiosidade, a monumentalidade, a simetria, as formas simples e geométricas que estão à vista de qualquer observador mais ou menos atento.
Podem aceder à minha apresentação em PowerPoint clicando em I - A arte no Egito.
Deixo-vos o link para uma ferramenta espetacular chamada Google Street View através da qual podeis navegar pelo Egito sem sair de casa.
Por último, deixo-vos uma série de vídeos que deveis visionar com atenção.
Pintura Egípcia
Sobre as pirâmides
E agora para fazerem revisões... em português.
sábado, 5 de novembro de 2011
8ª Aula - A Religião no Egito
8ª Aula - A Religião no Egito
Sumário: A religião no Egito: o politeísmo. A crença na imortalidade e a mumificação.
Na última aula falámos do politeísmo no antigo Egito, ou seja, na crença e no culto praticado pelos egípcios a muitos deuses quer fossem de âmbito nacional, regional e/ou local. Aprendemos o nome de alguns, como Osíris, o deus dos mortos; Anúbis, o deus da mumificação; Hórus, o deus protetor dos faraós e da ressureição; Hathor, a deusa do amor; Ísis a deusa da fertilidade, voltaremos a falar dela quando estudarmos os romanos, e Amon-Ré ou Rá, o deus sol... isto só para falarmos de uns quantos mais conhecidos. E ficaram a saber que os deuses se representavam de três formas - forma completamente humana, forma completamente animal e mista, ou seja, parte animal, parte humana.
Falámos também do breve período em que aos egípcios foi imposta uma religião monoteísta, durante o reinado de Amenófis IV em que este faraó impôs um único culto, a Áton, chegando a mudar o seu nome para Akenaton, ou aquele que venera Áton. Foi o primeiro episódio de monoteísmo e decididamente os egípcios ainda não estavam preparados para tal. Quando o faraó morreu, o Egito mergulhou, de novo, no politeísmo.
Depois falámos da crença na vida para além da morte e que essa outra vida, eterna, tinha ainda a particularidade de ser exatamente igual a esta, daí que os egípcios procedessem à mumificação dos corpos e fossem sepultados com todos os seus haveres: peças de mobiliário, calçado, vestuário... sendo os túmulos tanto mais ricos em recheio quanto mais importante era o estatuto e riqueza da pessoa sepultada. Claro que a maioria da população era apenas sepultada no deserto, onde, curiosamente, muitos corpos sofreram um processo de mumificação natural.
Abstenho-me de repetir os pormenores do processo de mumificação, por certo já os sabeis na ponta da língua, e terminarei este brevíssimo resumo relembrando apenas que os egípcios conheciam bastante bem a anatomia humana, desenvolveram imenso a medicina, praticavam mesmo algumas cirurgias e também desenvolveram bastante a farmácia.
Relembro que os egípcios acreditavam que depois da morte compareciam no Tribunal de Osíris para o julgamento final e que, durante este julgamento, o coração, "alma" do defunto, era pesado e deveria pesar menos do que uma pluma para o falecido poder aceder à vida eterna.
Deixo-vos a apresentação em PowerPoint, da minha autoria, já explorada em contexto de sala de aula, chamada H - A religião no Egito. Como já é habitual também vos deixo uma ficha formativa que podeis e deveis fazer e que vos servirá para testar os conhecimentos adquiridos sobre a matéria e que podeis encontrar com o nome G - O Egito.
Deixo-vos ainda alguns vídeos interessantes que complementam assuntos abordados nesta aula.
O "Antigo Egito", da série "Grandes Civilizações.
O hipogeu de Tutancámon.
Múmias egípcias... espero que não se impressionem.
Ainda sobre o mesmo tema...
E mais um pequeno filme sobre o processo de mumificação. Espero que do vosso agrado.
Sumário: A religião no Egito: o politeísmo. A crença na imortalidade e a mumificação.
Na última aula falámos do politeísmo no antigo Egito, ou seja, na crença e no culto praticado pelos egípcios a muitos deuses quer fossem de âmbito nacional, regional e/ou local. Aprendemos o nome de alguns, como Osíris, o deus dos mortos; Anúbis, o deus da mumificação; Hórus, o deus protetor dos faraós e da ressureição; Hathor, a deusa do amor; Ísis a deusa da fertilidade, voltaremos a falar dela quando estudarmos os romanos, e Amon-Ré ou Rá, o deus sol... isto só para falarmos de uns quantos mais conhecidos. E ficaram a saber que os deuses se representavam de três formas - forma completamente humana, forma completamente animal e mista, ou seja, parte animal, parte humana.
Falámos também do breve período em que aos egípcios foi imposta uma religião monoteísta, durante o reinado de Amenófis IV em que este faraó impôs um único culto, a Áton, chegando a mudar o seu nome para Akenaton, ou aquele que venera Áton. Foi o primeiro episódio de monoteísmo e decididamente os egípcios ainda não estavam preparados para tal. Quando o faraó morreu, o Egito mergulhou, de novo, no politeísmo.
Depois falámos da crença na vida para além da morte e que essa outra vida, eterna, tinha ainda a particularidade de ser exatamente igual a esta, daí que os egípcios procedessem à mumificação dos corpos e fossem sepultados com todos os seus haveres: peças de mobiliário, calçado, vestuário... sendo os túmulos tanto mais ricos em recheio quanto mais importante era o estatuto e riqueza da pessoa sepultada. Claro que a maioria da população era apenas sepultada no deserto, onde, curiosamente, muitos corpos sofreram um processo de mumificação natural.
Abstenho-me de repetir os pormenores do processo de mumificação, por certo já os sabeis na ponta da língua, e terminarei este brevíssimo resumo relembrando apenas que os egípcios conheciam bastante bem a anatomia humana, desenvolveram imenso a medicina, praticavam mesmo algumas cirurgias e também desenvolveram bastante a farmácia.
Relembro que os egípcios acreditavam que depois da morte compareciam no Tribunal de Osíris para o julgamento final e que, durante este julgamento, o coração, "alma" do defunto, era pesado e deveria pesar menos do que uma pluma para o falecido poder aceder à vida eterna.
Deixo-vos a apresentação em PowerPoint, da minha autoria, já explorada em contexto de sala de aula, chamada H - A religião no Egito. Como já é habitual também vos deixo uma ficha formativa que podeis e deveis fazer e que vos servirá para testar os conhecimentos adquiridos sobre a matéria e que podeis encontrar com o nome G - O Egito.
Deixo-vos ainda alguns vídeos interessantes que complementam assuntos abordados nesta aula.
O "Antigo Egito", da série "Grandes Civilizações.
O hipogeu de Tutancámon.
Múmias egípcias... espero que não se impressionem.
Ainda sobre o mesmo tema...
E mais um pequeno filme sobre o processo de mumificação. Espero que do vosso agrado.
domingo, 30 de outubro de 2011
7ª Aula - O Egito
7ª Aula - O Egito
Sumário: O Egito: as condições naturais, a importância do Nilo e os recursos económicos. A sociedade. O poder do faraó.
Conforme prometido, na última aula viajámos até ao Egito. Recuámos no tempo até 3200 a.C., até ao tempo do faraó Narmer ou Menés e assistimos ao feito extraordinário que foi a unificação do Alto e do Baixo Egito. Lembram-se do truque que eu vos ensinei para saberem distinguir as coroas do Alto e do Baixo Egito? Pois, não se esqueçam então.
Localizámos esta fascinante civilização no tempo e no espaço, falámos do Nilo e da importância das suas cheias, das principais atividades económicas, caracterizámos a sociedade egípcia como uma sociedade hierarquizada e estratificada, falámos dos poderes do faraó, considerado um verdadeiro deus vivo com poder absoluto, sacralizado, sobre tudo e sobre todos. Falámos ainda sobre a importância dos escribas e da escrita, do papiro, do desenvolvimento da matemática... pois os epípcios precisavam de medir os campos e calcular os impostos...
Espero que a aula tenha sido do vosso agrado. Deixo-vos, como habitualmente, o link para a apresentação em PowerPoint que já explorámos em conjunto, na aula, e que se chama G - O Egito.
Deixo-vos igualmente o link para a ficha formativa sobre o aparecimento das primeiras cidades e civilizações, pré-clássicas, que, não se esqueçam, deverão fazer e que se chama F - Primeiras Civilizações.
Espero que o vídeo "O Antigo Egito", da série Grandes Civilizações, seja do vosso agrado.
Sei que vai ser.
Por último deixo-vos uma curiosidade... se quereis fazer o vosso nome em hieróglifos... é só clicar aqui!
Sumário: O Egito: as condições naturais, a importância do Nilo e os recursos económicos. A sociedade. O poder do faraó.
Conforme prometido, na última aula viajámos até ao Egito. Recuámos no tempo até 3200 a.C., até ao tempo do faraó Narmer ou Menés e assistimos ao feito extraordinário que foi a unificação do Alto e do Baixo Egito. Lembram-se do truque que eu vos ensinei para saberem distinguir as coroas do Alto e do Baixo Egito? Pois, não se esqueçam então.
Localizámos esta fascinante civilização no tempo e no espaço, falámos do Nilo e da importância das suas cheias, das principais atividades económicas, caracterizámos a sociedade egípcia como uma sociedade hierarquizada e estratificada, falámos dos poderes do faraó, considerado um verdadeiro deus vivo com poder absoluto, sacralizado, sobre tudo e sobre todos. Falámos ainda sobre a importância dos escribas e da escrita, do papiro, do desenvolvimento da matemática... pois os epípcios precisavam de medir os campos e calcular os impostos...
Espero que a aula tenha sido do vosso agrado. Deixo-vos, como habitualmente, o link para a apresentação em PowerPoint que já explorámos em conjunto, na aula, e que se chama G - O Egito.
Deixo-vos igualmente o link para a ficha formativa sobre o aparecimento das primeiras cidades e civilizações, pré-clássicas, que, não se esqueçam, deverão fazer e que se chama F - Primeiras Civilizações.
Espero que o vídeo "O Antigo Egito", da série Grandes Civilizações, seja do vosso agrado.
Sei que vai ser.
Por último deixo-vos uma curiosidade... se quereis fazer o vosso nome em hieróglifos... é só clicar aqui!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
9.ª e 10.ª Aulas - A Arte do Neolítico e as Primeiras Civilizações
9.ª e 10.ª Aulas - A Arte do Neolítico e as Primeiras Civilizações
9.ª Aula
Sumário: A arte do Neolítico: a arte rupestre e/ou parietal; a escultura; o surgimento da arquitetura: o megalitismo.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
. Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Objetivo
5. Conhecer e compreender os cultos e a arte do Neolítico
. Descritores de Desempenho
5.1 - Identificar o surgimento de objetos e construções associados aos cultos agrários
5.2 - Descrever os monumentos megalíticos, associando-os quer a rituais funerários com diferenciação social, quer aos cultos agrários.
5.3 - Justificar a mudança nas temáticas da pintura rupestre do neolítico, por oposição às representações do período paleolítico.
5.4 - Exemplificar fenómenos de megalitismo na Península Ibérica.
. Situação-problema
O surgimento do megalitismo está associado a ritos mágicos/funerários e a sociedades sedentárias produtoras?
. Questões orientadoras
Quais são as tipologias das construções megalíticas que conheces? Quais são as suas características construtivas comuns? A que fins se destinavam?
. Palavras-Chave
Arte esquemática; cultos agrários; megalitismo; menir; anta ou dólmen; cromeleque; alinhamento
Como prometido deixo-vos a apresentação em PowerPoint já explorada em sala de aula e chamada F - A Arte do Neolítico, da minha autoria.
Revejam-na e registem o seu conteúdo. Façam os TPC. Não se esqueçam do que falámos na aula, da tendência para a esquematização na pintura, do aparecimento e proliferação da figuração humana, do surgimento de verdadeiras narrativas e de cenas do quotidiano, lembrem-se da cena do cabeleireiro, fotografada na Líbia. De resto a pintura continua a ser monocromática ou policromática e continuamos a ter gravura.
Relembrem-se do surgimento da arquitetura durante este período em que as comunidades se sedentarizam e passam a habitar os primeiros aldeamentos. E nunca mais se esqueçam do termo megalitismo que designa as construções feitas com grandes blocos de pedra e que se dividem em: menires, antas ou dólmens, cromeleques e alinhamentos. Não tem que saber... até as desenharam, não foi?
Deixo-vos igualmente uma ficha de trabalho formativa chamada E - Neolítico 2 que deverão fazer para se certificarem que aprenderam e sabem tudo na ponta da língua.
Quanto aos vídeos, por agora deixo-vos dois. Um sobre o processo construtivo de um dólmen, aqui visto ao contrário e o outro, maravilhoso, que vos mostra os incríveis alinhamentos de Carnac.
Quando eu vos disse que eram extensões enormes a perder de vista, imaginaram-nos assim?
A (des)construção de um dólmen (0:33)
Alinhamentos de Carnac vistos do ar (1:09)
10.ª Aula
Sumário: O aparecimento das primeiras cidades como centros de decisão e de poder. O surgimento das primeiras civilizações pré-clássicas.
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
Subdomínio
Contributos das civilizações urbanas
Objetivo
1. Conhecer e compreender a formação das primeiras civilizações urbanas
. Descritores de Desempenho
1.1 - Localizar no espaço e no tempo as civilizações da Suméria, Egito, Vale do Indo e vale do Rio Amarelo, a civilização hebraica e a civilização fenícia, destacando a relação com as grandes planícies aluviais.
1.2 - Relacionar a fertilidade dessas regiões com a acumulação de excedentes, o desenvolvimento comercial e a transformação de aldeias em cidades.
1.3 - Destacar a crescente importância das atividades secundárias e terciárias desenvolvidas nas cidades, fruto da libertação de mão-de-obra do trabalho agrícola (especialização de funções).
1.4 - Reconhecer a cidade como centro de comércio e da produção artesanal e do poder político, militar e religioso.
1.5 - Aplicar o conceito de "civilização" a sociedades detentoras de grande complexidade.
Meus queridos alunos,
durante a 10ª aula explorámos as circunstâncias do surgimento de diversas civilizações pré-clássicas, que, como já sabeis, surgiram na proximidade dos grandes rios Nilo, Eufrates, Tigre, Indo e Amarelo.
Os primeiros povoados formaram-se nas planícies aluviais entre os rios Eufrates e Tigre, possibilitados pelo surgimento da agricultura e pela criação de gado. O Homem tinha-se tornado produtor e vemos surgir o artesanato: olaria, tecelagem, metalurgia, numa primeira fase a metalurgia do cobre, depois a do bronze e posteriormente a do ferro. Fruto das exigências da vida agrícola o Homem inventa o arado, puxado por ele ou por animais, e fruto das necessidades de transporte, nomeadamente da necessidade de transporte das colheitas dos locais de cultivo para os locais de armazenamento, o Homem inventou a roda.
Foi na Mesopotâmia - região que viu nascer importantes civilizações pré-clássicas como a Suméria, a Assíria e a Babilónia - que os primeiros aldeamentos deram lugar às primeiras cidades-estado por volta de 4000 a. C. As comunidades humanas produziam cada vez mais excedentes alimentares e de artesanato, o comércio desenvolveu-se, estas comunidades foram enriquecendo progressivamente, tornaram-se mais complexas e as crescentes necessidades administrativas obrigaram à invenção da escrita, por volta de 3.500 a. C., invenção feita pelos sumérios com a chamada escrita cuneiforme. Por volta do III milénio o homem inventou o cálculo e o sistema de pesos e medidas. A vida tornou-se cada vez mais complexa e a cidade o centro da economia, do poder político e religioso personificados, respetivamente no mercado, no palácio e no templo - um dos mais emblemáticos foi o zigurate.
As cidades passaram a ser centros de produção por excelência, de comércio, de poder político e religiosos e foram-se expandindo, anexando territórios, e deram origem aos primeiros reinos e civilizações com sociedades organizadas de forma cada vez mais complexa, hierarquizada e estratificada: escravos, agricultores, artesãos, comerciantes, funcionários administrativos, militares, sacerdotes e líderes políticos das comunidades.
Fiquem bem e até à próxima aula!
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
9.ª Aula
Sumário: A arte do Neolítico: a arte rupestre e/ou parietal; a escultura; o surgimento da arquitetura: o megalitismo.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
. Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Objetivo
5. Conhecer e compreender os cultos e a arte do Neolítico
. Descritores de Desempenho
5.2 - Descrever os monumentos megalíticos, associando-os quer a rituais funerários com diferenciação social, quer aos cultos agrários.
5.3 - Justificar a mudança nas temáticas da pintura rupestre do neolítico, por oposição às representações do período paleolítico.
5.4 - Exemplificar fenómenos de megalitismo na Península Ibérica.
. Situação-problema
O surgimento do megalitismo está associado a ritos mágicos/funerários e a sociedades sedentárias produtoras?
. Questões orientadoras
Quais são as tipologias das construções megalíticas que conheces? Quais são as suas características construtivas comuns? A que fins se destinavam?
. Palavras-Chave
Arte esquemática; cultos agrários; megalitismo; menir; anta ou dólmen; cromeleque; alinhamento
Como prometido deixo-vos a apresentação em PowerPoint já explorada em sala de aula e chamada F - A Arte do Neolítico, da minha autoria.
Revejam-na e registem o seu conteúdo. Façam os TPC. Não se esqueçam do que falámos na aula, da tendência para a esquematização na pintura, do aparecimento e proliferação da figuração humana, do surgimento de verdadeiras narrativas e de cenas do quotidiano, lembrem-se da cena do cabeleireiro, fotografada na Líbia. De resto a pintura continua a ser monocromática ou policromática e continuamos a ter gravura.
Relembrem-se do surgimento da arquitetura durante este período em que as comunidades se sedentarizam e passam a habitar os primeiros aldeamentos. E nunca mais se esqueçam do termo megalitismo que designa as construções feitas com grandes blocos de pedra e que se dividem em: menires, antas ou dólmens, cromeleques e alinhamentos. Não tem que saber... até as desenharam, não foi?
Deixo-vos igualmente uma ficha de trabalho formativa chamada E - Neolítico 2 que deverão fazer para se certificarem que aprenderam e sabem tudo na ponta da língua.
Quanto aos vídeos, por agora deixo-vos dois. Um sobre o processo construtivo de um dólmen, aqui visto ao contrário e o outro, maravilhoso, que vos mostra os incríveis alinhamentos de Carnac.
Quando eu vos disse que eram extensões enormes a perder de vista, imaginaram-nos assim?
A (des)construção de um dólmen (0:33)
Alinhamentos de Carnac vistos do ar (1:09)
10.ª Aula
Sumário: O aparecimento das primeiras cidades como centros de decisão e de poder. O surgimento das primeiras civilizações pré-clássicas.
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações
Subdomínio
Contributos das civilizações urbanas
Objetivo
1. Conhecer e compreender a formação das primeiras civilizações urbanas
. Descritores de Desempenho
1.2 - Relacionar a fertilidade dessas regiões com a acumulação de excedentes, o desenvolvimento comercial e a transformação de aldeias em cidades.
1.3 - Destacar a crescente importância das atividades secundárias e terciárias desenvolvidas nas cidades, fruto da libertação de mão-de-obra do trabalho agrícola (especialização de funções).
1.4 - Reconhecer a cidade como centro de comércio e da produção artesanal e do poder político, militar e religioso.
1.5 - Aplicar o conceito de "civilização" a sociedades detentoras de grande complexidade.
Meus queridos alunos,
durante a 10ª aula explorámos as circunstâncias do surgimento de diversas civilizações pré-clássicas, que, como já sabeis, surgiram na proximidade dos grandes rios Nilo, Eufrates, Tigre, Indo e Amarelo.
Os primeiros povoados formaram-se nas planícies aluviais entre os rios Eufrates e Tigre, possibilitados pelo surgimento da agricultura e pela criação de gado. O Homem tinha-se tornado produtor e vemos surgir o artesanato: olaria, tecelagem, metalurgia, numa primeira fase a metalurgia do cobre, depois a do bronze e posteriormente a do ferro. Fruto das exigências da vida agrícola o Homem inventa o arado, puxado por ele ou por animais, e fruto das necessidades de transporte, nomeadamente da necessidade de transporte das colheitas dos locais de cultivo para os locais de armazenamento, o Homem inventou a roda.
Foi na Mesopotâmia - região que viu nascer importantes civilizações pré-clássicas como a Suméria, a Assíria e a Babilónia - que os primeiros aldeamentos deram lugar às primeiras cidades-estado por volta de 4000 a. C. As comunidades humanas produziam cada vez mais excedentes alimentares e de artesanato, o comércio desenvolveu-se, estas comunidades foram enriquecendo progressivamente, tornaram-se mais complexas e as crescentes necessidades administrativas obrigaram à invenção da escrita, por volta de 3.500 a. C., invenção feita pelos sumérios com a chamada escrita cuneiforme. Por volta do III milénio o homem inventou o cálculo e o sistema de pesos e medidas. A vida tornou-se cada vez mais complexa e a cidade o centro da economia, do poder político e religioso personificados, respetivamente no mercado, no palácio e no templo - um dos mais emblemáticos foi o zigurate.
As cidades passaram a ser centros de produção por excelência, de comércio, de poder político e religiosos e foram-se expandindo, anexando territórios, e deram origem aos primeiros reinos e civilizações com sociedades organizadas de forma cada vez mais complexa, hierarquizada e estratificada: escravos, agricultores, artesãos, comerciantes, funcionários administrativos, militares, sacerdotes e líderes políticos das comunidades.
Fiquem bem e até à próxima aula!
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
sábado, 15 de outubro de 2011
8.ª Aula - O Neolítico
O Crescente Fértil
Desenho de Cláudia Queirós
Sumário: O Neolítico. O surgimento das primeiras sociedades produtoras e a sedentarização. O aumento da população, a acumulação de riqueza e a diferenciação social. Comparação entre os modos de vida do Paleolítico e do Neolítico.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades civilizações
Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
Objetivo
4. Compreender e comparar as sociedades produtoras com as sociedades recoletoras
. Descritores de Desempenho
4.1 Definir "Neolítico".
4.2 Salientar a importância das regiões temperadas para o surgimento da economia de produção (agricultura de sequeiro e domesticação de animais).
4.3 Relacionar a economia de produção com a sedentarização (Revolução Neolítica).
4.4 Relacionar a Revolução Neolítica com o aumento da população, com a acumulação de riqueza, com o surgimento da propriedade privada e com a diferenciação social.
4.5 Integrar as novas atividades artesanais nas necessidades da economia de produção e das sociedades sedentárias.
4.6 Comparar os modos de vida do paleolítico e do neolítico.
. Aprendizagens essenciais - O aluno deve ficar capaz de:
AE5 - Compreender como se deu a passagem de um modo de vida recoletor para um modo de vida produtor
. Situação problema
A Revolução Neolítica determinou o modo de vida sedentário e produtor a partir do Neolítico e até à atualidade?
. Questões orientadoras
. O que é o Crescente Fértil, onde se localiza e qual a sua importância?
. O que é uma economia produtora?
. O que é um modo de vida sedentário?
. O que entendes por “Revolução Neolítica”?
. Palavras-Chave
Neolítico; Crescente Fértil; economia de produção; sedentarização; Revolução Neolítica
Caros alunos,
conforme prometido, deixo-vos a minha apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, intitulada E-O Neolítico.
Estamos agora a estudar mais um período fascinante da nossa história coletiva, um período muitíssimo importante que terá consequências duradouras no nosso estilo de vida, bem visíveis até hoje. Daí aplicarmos, a este período, o termo Revolução Neolítica pois as mudanças não são ligeiras mas, pelo contrário, são drásticas. As mudanças acontecem agora a um ritmo mais acelerado, por comparação ao período anterior, o homem inventa a agricultura, a domesticação e a criação de animais, o homem passa a produtor, sedentariza-se e surgem os primeiros aldeamentos, inventa uma outra técnica de trabalho da pedra, a pedra polida, os instrumentos diversificam-se, surge a olaria, a cestaria, a tecelagem, a moagem, a roda... pensem só que sem esta invenção tão "simples" hoje não teríamos relógios, computadores, telemóveis, aviões, bicicletas...
Tudo isto acontece por volta de 10 000 a 8 000 a.C., numa zona a que se convencionou chamar Crescente Fértil, porque tem a forma da lua em quarto crescente e é fértil.
O Crescente Fértil engloba a região dos grandes rios Nilo, no Egito, e ainda o Eufrates e o Tigre, no atual Iraque, região berço de civilizações. Na origem desta revolução Neolítica temos, mais uma vez, alterações climáticas: o clima aquece e isso provoca alterações na fauna e na flora, como está explicado no esquema que analisámos na aula.
Não se esqueçam da diferenciação social que todas estas alterações provocam porque surgem agricultores, pastores, oleiros, cesteiros... a vida em sociedade torna-se mais complexa, surgem os líderes políticos e religiosos destas comunidades que, com o tempo, estarão na origem das primeiras cidades.
Como sempre disponibilizo-vos uma ficha formativa desta vez chamada E - O Neolítico. Façam-na, já sabem que é importante estimular o nosso cérebro com desafios quotidianos. E, claro, não se esqueçam de fazer os TPC.
E para complementar a informação deixo-vos uns vídeos muito interessantes, pesquisados no Youtube, está tudo no Youtube, o bom e o mau... e compete-nos fazer uma seleção criteriosa do que nos interessa... e eu sei que estes vídeos serão do vosso agrado.
Até à aula nove!
O Neolítico - agricultura e sedentarização (Espanhol - 1:44:59)
O Neolítico - agricultura e sedentarização (Espanhol - 1:24)
Çatal Huyuk (Espanhol - 2:28)
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Pedido de Desculpas
Pedido de Desculpas
Sei que vos prometi a postagem da aula cinco entre ontem e hoje. Retida na Escola durante todo o dia de hoje, por motivos de força maior, foi-me impossível cumprir o acordado. Não gosto de dizer uma coisa e fazer outra mas, de facto, fui ultrapassada pelos acontecimentos.
Amanhã a aula cinco verá a luz do dia, ok?
Grata pela compreensão.
Sei que vos prometi a postagem da aula cinco entre ontem e hoje. Retida na Escola durante todo o dia de hoje, por motivos de força maior, foi-me impossível cumprir o acordado. Não gosto de dizer uma coisa e fazer outra mas, de facto, fui ultrapassada pelos acontecimentos.
Amanhã a aula cinco verá a luz do dia, ok?
Grata pela compreensão.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
7ª Aula - Ritos Funerários e Arte no Paleolítico
6ª Aula - Ritos Funerários e Arte no Paleolítico
Sumário: Ritos funerários. A arte do Paleolítico: arte rupestre ou parietal e seu significado - pintura, gravura, modelagem e relevo. A arte móvel: o surgimento da escultura; as vénus e o seu significado.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades civilizações
. Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Objetivo
3. Compreender as vivências religiosas e as manifestações artísticas do Homem do Paleolítico
. Descritores de Desempenho
3.1 - Reconhecer a existência no Paleolítico de crenças mágicas e religiosas e de ritos funerários.
3.2 - Indicar possíveis explicações para a religião e para a arte do Paleolítico.
3.3 - Distinguir arte móvel de arte rupestre, referindo exemplos hoje situados nos territórios de alguns países europeus (com destaque para Portugal).
Meus caros alunos,
na aula de hoje abordamos os ritos funerários que se iniciam a partir do momento em que há depósito intencional de um defunto. O Homem de Neanderthal sepultava os seus mortos com oferendas - flores, adornos, utensílios - e rituais diversos - pintura a ocre vermelho - o que parece comprovar a crença na vida para além da morte a partir deste hominídeo.
A arte do Paleolítico foi o tema que nos ocupou quase toda a aula quatro em que tivemos oportunidade de sistematizar algumas ideias através da apresentação em PowerPoint chamada
D - Ritos funerários e arte no Paleolítico.
A arte deste período divide-se em arte móvel - toda a arte composta por pequenas peças que se podem mover - e arte parietal ou rupestre - que pode ser pintura, gravura, modelagem e relevo. Estas técnicas são diferentes entre si, produzindo resultados igualmente diferentes, em todos os casos muito belos.
Até à descoberta das inúmeras gravuras do Vale do Côa pensava-se que esta arte estaria praticamente confinada ao interior das grutas e cavernas só que a descoberta da arte do Côa baralhou os dados e distribuiu-os de novo, com novas informações.
Afinal esta arte foi também produzida ao ar livre, como se comprova no Parque Arqueológico de Foz Côa, que guarda um património ímpar, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Quanto à arte móvel, constituída por seixos pintados, objectos de uso decorados, cornos gravados... é certo que demos particular destaque às Vénus, aquelas esculturas pequeninas e anafadas, como um de vós as classificou, e muito bem!, que estarão, por certo, ligadas ao culto da fertilidade feminina.
De facto, as suas características físicas apontam para a mulher grávida de seios cheios, barrigas proeminentes, ancas generosas, rabos salientes, coxas grossas, cabeças, braços e pernas somente apontados e/ou tratados de forma mais displicente ou descuidada.
Lindas, não são? Vocês tiveram oportunidade de as ver, pegar e sentir já que, antes de fazerem o trabalho de pares sobre as características destas esculturas, algumas réplicas circularam pelas vossas mãos. Assim, viram, e não esquecerão, a beleza da Vénus de Laussel, vulgarmente conhecida por Vénus do Corno, obrigada José Miguel Pereira pela dádiva generosa feita pelas tuas mãos!, a Vénus de Vestonice e ainda a incrível peça chamada de Vénus de Brassempouy, tão pequenina obra em tamanho e tão significativa para a Humanidade, uma vez que é a primeira tentativa de reprodução de um rosto que se conhece. Viram ainda a beleza e delicadeza do traço gravado representando um bisonte ferido que, de cabeça voltada sobre o dorso, lambe uma ferida...
Por último falámos das cores - branco, negro, amarelo, vermelho... - como se obtinham na natureza através de pigmentos naturais feitos a partir de rochas transformadas em pós coloridos, do sangue, dos ovos, do carvão - como se aplicavam - com os dedos ou pincéis feitos de crinas, pêlos, fibras vegetais - como se gravava e como toda a arte está ligada ao Homo sapiens sapiens, o duplamente sabedor que a inventou e que nos trouxe aos dias que hoje vivemos.
Sabemos que a aventura continua. E aqui no blogue também se estende e alarga.
Por último, podem e devem fazer a ficha formativa chamada C - Paleolítico 3.
Se tiverem dificuldades, já sabem, entrem em contacto comigo através do chat do facebook ou através de e-mail.
Espreitem aqui as Grutas de Lascaux e terão acesso a uma visita virtual a este verdadeiro santuário da arte paleolítica. Não percam esta oportunidade já que esta gruta está fechada ao público!
E vejam os vídeos que sobre esta tão interessante temática selecionei para vocês e que vos dará a conhecer uma das catedrais da arte rupestre paleolítica - Altamira, em Espanha.
Não se esqueçam dos TPC.
Até à aula sete. Fiquem bem!
A evolução humana - Homo sapiens e Homo sapiens sapiens - o sepultamento dos mortos e o surgimento da arte (Espanhol - 1:32:04)
Arte - Gruta de Chauvet (Português)
Clica na hiperligação - https://www.youtube.com/watch?v=Sgc4dt1_pdE
Arte - Gruta de Chauvet (Português 2:19)
Arte - Grutas de Altamira ( Espanhol 3:39)
Arte - Grutas de Altamira ( Espanhol 5:53)
Arte - Grutas de Altamira ( Espanhol 10:05)
Arte - Grutas de Lascaux. ( Francês 5:48)
Arte - Grutas de Lascaux. ( Português 1:00:05)
Arte - Foz Côa (Português - 1:04:27)
Arte - Gruta do Escoural (Português - 1:09)
E aqui vos deixo uns tutoriais que vos podem auxiliar nas pinturas rupestres que devereis fazer.
Nota - Se quiserem imitar a rocha, amassem muito bem uma folha de papel, passem cola e pulvilhem com terra. Feita a base... bom trabalho!
Pintura sobre papel (Português 5:02)
Pintura de mãos em negativo (Espanhol 2:19)
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
Sumário: Ritos funerários. A arte do Paleolítico: arte rupestre ou parietal e seu significado - pintura, gravura, modelagem e relevo. A arte móvel: o surgimento da escultura; as vénus e o seu significado.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades civilizações
. Subdomínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Objetivo
3. Compreender as vivências religiosas e as manifestações artísticas do Homem do Paleolítico
. Descritores de Desempenho
3.2 - Indicar possíveis explicações para a religião e para a arte do Paleolítico.
3.3 - Distinguir arte móvel de arte rupestre, referindo exemplos hoje situados nos territórios de alguns países europeus (com destaque para Portugal).
Meus caros alunos,
na aula de hoje abordamos os ritos funerários que se iniciam a partir do momento em que há depósito intencional de um defunto. O Homem de Neanderthal sepultava os seus mortos com oferendas - flores, adornos, utensílios - e rituais diversos - pintura a ocre vermelho - o que parece comprovar a crença na vida para além da morte a partir deste hominídeo.
A arte do Paleolítico foi o tema que nos ocupou quase toda a aula quatro em que tivemos oportunidade de sistematizar algumas ideias através da apresentação em PowerPoint chamada
D - Ritos funerários e arte no Paleolítico.
A arte deste período divide-se em arte móvel - toda a arte composta por pequenas peças que se podem mover - e arte parietal ou rupestre - que pode ser pintura, gravura, modelagem e relevo. Estas técnicas são diferentes entre si, produzindo resultados igualmente diferentes, em todos os casos muito belos.
Até à descoberta das inúmeras gravuras do Vale do Côa pensava-se que esta arte estaria praticamente confinada ao interior das grutas e cavernas só que a descoberta da arte do Côa baralhou os dados e distribuiu-os de novo, com novas informações.
Afinal esta arte foi também produzida ao ar livre, como se comprova no Parque Arqueológico de Foz Côa, que guarda um património ímpar, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Quanto à arte móvel, constituída por seixos pintados, objectos de uso decorados, cornos gravados... é certo que demos particular destaque às Vénus, aquelas esculturas pequeninas e anafadas, como um de vós as classificou, e muito bem!, que estarão, por certo, ligadas ao culto da fertilidade feminina.
De facto, as suas características físicas apontam para a mulher grávida de seios cheios, barrigas proeminentes, ancas generosas, rabos salientes, coxas grossas, cabeças, braços e pernas somente apontados e/ou tratados de forma mais displicente ou descuidada.
Lindas, não são? Vocês tiveram oportunidade de as ver, pegar e sentir já que, antes de fazerem o trabalho de pares sobre as características destas esculturas, algumas réplicas circularam pelas vossas mãos. Assim, viram, e não esquecerão, a beleza da Vénus de Laussel, vulgarmente conhecida por Vénus do Corno, obrigada José Miguel Pereira pela dádiva generosa feita pelas tuas mãos!, a Vénus de Vestonice e ainda a incrível peça chamada de Vénus de Brassempouy, tão pequenina obra em tamanho e tão significativa para a Humanidade, uma vez que é a primeira tentativa de reprodução de um rosto que se conhece. Viram ainda a beleza e delicadeza do traço gravado representando um bisonte ferido que, de cabeça voltada sobre o dorso, lambe uma ferida...
Por último falámos das cores - branco, negro, amarelo, vermelho... - como se obtinham na natureza através de pigmentos naturais feitos a partir de rochas transformadas em pós coloridos, do sangue, dos ovos, do carvão - como se aplicavam - com os dedos ou pincéis feitos de crinas, pêlos, fibras vegetais - como se gravava e como toda a arte está ligada ao Homo sapiens sapiens, o duplamente sabedor que a inventou e que nos trouxe aos dias que hoje vivemos.
Sabemos que a aventura continua. E aqui no blogue também se estende e alarga.
Por último, podem e devem fazer a ficha formativa chamada C - Paleolítico 3.
Se tiverem dificuldades, já sabem, entrem em contacto comigo através do chat do facebook ou através de e-mail.
Espreitem aqui as Grutas de Lascaux e terão acesso a uma visita virtual a este verdadeiro santuário da arte paleolítica. Não percam esta oportunidade já que esta gruta está fechada ao público!
E vejam os vídeos que sobre esta tão interessante temática selecionei para vocês e que vos dará a conhecer uma das catedrais da arte rupestre paleolítica - Altamira, em Espanha.
Não se esqueçam dos TPC.
Até à aula sete. Fiquem bem!
A evolução humana - Homo sapiens e Homo sapiens sapiens - o sepultamento dos mortos e o surgimento da arte (Espanhol - 1:32:04)
Arte - Gruta de Chauvet (Português)
Clica na hiperligação - https://www.youtube.com/watch?v=Sgc4dt1_pdE
Arte - Gruta de Chauvet (Português 2:19)
Arte - Grutas de Altamira ( Espanhol 3:39)
Arte - Grutas de Altamira ( Espanhol 5:53)
Arte - Grutas de Altamira ( Espanhol 10:05)
Arte - Grutas de Lascaux. ( Francês 5:48)
Arte - Grutas de Lascaux. ( Português 1:00:05)
Arte - Foz Côa (Português - 1:04:27)
Arte - Gruta do Escoural (Português - 1:09)
E aqui vos deixo uns tutoriais que vos podem auxiliar nas pinturas rupestres que devereis fazer.
Nota - Se quiserem imitar a rocha, amassem muito bem uma folha de papel, passem cola e pulvilhem com terra. Feita a base... bom trabalho!
Pintura sobre papel (Português 5:02)
Pintura de mãos em negativo (Espanhol 2:19)
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015, atendendo às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada atendendo às aprendizagens essenciais definidas pelo ME.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ainda a Aula Três - Complemento - Desafio
Desenho de Fabiana Queirós - Clube História em Movimento
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Aqui vos deixo o belíssimo desenho realizado por uma colega vossa, sócia do Clube de História, durante o ano letivo transato e que já tiveram oportunidade de observar em contexto de sala de aula.
O desafio é fazerem um pequenino texto inspirado nele, escorreito, com 5/6 linhas, adivinhando as sete palavras/expressões que estão por detrás...
Eu bem sei que gostariam de o voltar ao contrário... eheheh... mas não podem. Só na próxima aula!
Votos de excelente trabalho. Na próxima aula veremos o resultado deste desafio!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
5.ª Aula - Economia e Habitat no Paleolítico
5.ª Aula - Economia e Habitat no Paleolítico
Sumário: As sociedades recoletoras nómadas do Paleolítico: economia de recoleção e de caça; nomadismo e habitat; a diversificação dos instrumentos e a divisão técnica e sexual do trabalho.
Metas Curriculares
. Domínio
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Subdomínio
Conhecer e compreender as características das sociedades do Paleolítico
. Objetivo
2. Conhecer e compreender as características das sociedades do Paleolítico
. Descritores de Desempenho
2.1 Relacionar as profundas alterações climáticas com a distribuição geográfica dos primeiros grupos humanos.
2.2 Relacionar a recoleção com o nomadismo.
2.3 Relacionar metodologias de caça de animais de grande porte com a complexificação das interações humanas e com o crescimento da população.
2.4 Identificar os instrumentos fabricados pelo Homem, as respetivas funções e as implicações em termos de divisão técnica e sexual do trabalho.
2.5 Definir "Paleolítico".
2.6 Descrever o modo de vida das primeiras sociedades humanas.
. Aprendizagens essenciais - O aluno deve ficar capaz de:
. AE3 - Compreender a existência de diferentes sentidos de evolução nas sociedades recoletoras/caçadoras e agropastoris, estabelecendo comparações com as sociedades atuais.
. Situação-problema
. Face a uma economia recolectora e de caça, poderiam os homens do Paleolítico ser outra coisa que não nómadas?
. Questões orientadoras
. Em que consistia a recoleção?
. Qual a importância da caça/pesca para o homem do Paleolítico?
. Qual a importância do fabrico de instrumentos para o homem do Paleolítico?
. O que é ser nómada?
. Palavras-Chave
Paleolítico; economia de recoleção; economia de caça; nomadismo
Meus queridos alunos,
já sabeis que ao longo do Paleolítico - do grego paleos, antigo e lithus, pedra - o clima alterou-se e sucederam-se períodos de arrefecimento - glaciações - e períodos de aquecimento.
Em África sucederam-se períodos de chuva e de seca. Todas estas alterações climáticas provocaram alterações na fauna e na flora obrigando os hominídeos a adaptarem-se. As espécies caçadas e as plantas recolhidas pelos hominídeos foram variando assim como as suas capacidades para a caça: Homo habilis caçava pequenos animais como aves, coelhos, pequenos roedores; Homo erectus já caçava animais de grande porte.
A economia praticada pelos grupos de caçadores-recoletores do Paleolítico era uma economia de recoleção e de não produção, ou seja, os hominídeos alimentavam-se exclusivamente do que a Natureza lhes fornecia: grãos, raízes, frutos, bagas, ovos, mel... caça e pesca. Esta economia recoletora determinou um estilo de vida nómada em que as comunidades deslocavam-se no espaço à procura de alimento, à medida que os recursos alimentares se esgotavam em determinada região.
A caça trouxe inúmeras vantagens a estas primeiras comunidades de hominídeos: desde logo uma maior quantidade de alimento disponível, matérias-primas abundantes para o fabrico de instrumentos, peles para a realização do vestuário e das tendas, tendões usados como "linha" ou "corda", para além de ter uma importância imensa no desenvolvimento da linguagem, porque a estimula e potência, na coordenação, união e coesão do grupo aumentando enormemente a sua capacidade de sobrevivência.
Com Homo sapiens sapiens os instrumentos diversificaram-se e surgiram bifaces sofisticados, arpões, agulhas, anzóis, azagaias e o propulsor, a primeira máquina inventada pelo homem.
A primeira clivagem social surge determinada pelo sexo: as mulheres tratam das crias, apanham bagas, raízes, frutos, mel, folhas, ovos... e os homens caçam e pescam.
O habitat era temporário e precário, feito em abrigos naturais, grutas e cavernas, tendas ou cabanas feitas com troncos, peles, pedras, presas de mamute...
A apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula chama-se C - Economia e habitat no Paleolítco. Revejam-na. Mais uma vez, relembro-vos da importância dos TPC. Já sabeis... são "sagrados". Passem a informação pertinente para o vosso portefólio.
Chamo a vossa atenção para a importância de compreenderem os conceitos de recoleção e de nomadismo e de compreenderem como eles se articulam.
Deixo-vos um pequeno vídeo de apoio às aprendizagens já realizadas e que aborda exatamente a matéria explorada durante a aula quatro e ainda introduz a matéria que será abordada na próxima aula. É curtinho e é muito, muito interessante. Garanto-vos!
Chama-se "Modo de vida no Paleolítico". Vejam-no com atenção.
Por último deixo-vos uma ficha formativa, chamada B - Paleolítico 2, sobre a economia recoletora, nomadismo e habitat, que deverão fazer, respondendo a todas as perguntas aí colocadas. Se tiverem dificuldades, já sabem, contactem-me via e-mail, chat do facebook... ou na escola, claro!
Bom trabalho e até à aula seis!
Preparem-se. Será sobre arte do Paleolítico.
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015 e adaptada às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada às aprendizagens elaboradas pelo ME.
Sumário: As sociedades recoletoras nómadas do Paleolítico: economia de recoleção e de caça; nomadismo e habitat; a diversificação dos instrumentos e a divisão técnica e sexual do trabalho.
Metas Curriculares
Das sociedades recoletoras às primeiras sociedades produtoras
. Subdomínio
Conhecer e compreender as características das sociedades do Paleolítico
. Objetivo
2. Conhecer e compreender as características das sociedades do Paleolítico
. Descritores de Desempenho
2.1 Relacionar as profundas alterações climáticas com a distribuição geográfica dos primeiros grupos humanos.
2.2 Relacionar a recoleção com o nomadismo.
2.3 Relacionar metodologias de caça de animais de grande porte com a complexificação das interações humanas e com o crescimento da população.
2.4 Identificar os instrumentos fabricados pelo Homem, as respetivas funções e as implicações em termos de divisão técnica e sexual do trabalho.
2.5 Definir "Paleolítico".
2.6 Descrever o modo de vida das primeiras sociedades humanas.
. Aprendizagens essenciais - O aluno deve ficar capaz de:
. AE3 - Compreender a existência de diferentes sentidos de evolução nas sociedades recoletoras/caçadoras e agropastoris, estabelecendo comparações com as sociedades atuais.
. Situação-problema
. Face a uma economia recolectora e de caça, poderiam os homens do Paleolítico ser outra coisa que não nómadas?
. Questões orientadoras
. Em que consistia a recoleção?
. Qual a importância da caça/pesca para o homem do Paleolítico?
. Qual a importância do fabrico de instrumentos para o homem do Paleolítico?
. O que é ser nómada?
. Palavras-Chave
Paleolítico; economia de recoleção; economia de caça; nomadismo
Meus queridos alunos,
Em África sucederam-se períodos de chuva e de seca. Todas estas alterações climáticas provocaram alterações na fauna e na flora obrigando os hominídeos a adaptarem-se. As espécies caçadas e as plantas recolhidas pelos hominídeos foram variando assim como as suas capacidades para a caça: Homo habilis caçava pequenos animais como aves, coelhos, pequenos roedores; Homo erectus já caçava animais de grande porte.
A economia praticada pelos grupos de caçadores-recoletores do Paleolítico era uma economia de recoleção e de não produção, ou seja, os hominídeos alimentavam-se exclusivamente do que a Natureza lhes fornecia: grãos, raízes, frutos, bagas, ovos, mel... caça e pesca. Esta economia recoletora determinou um estilo de vida nómada em que as comunidades deslocavam-se no espaço à procura de alimento, à medida que os recursos alimentares se esgotavam em determinada região.
A caça trouxe inúmeras vantagens a estas primeiras comunidades de hominídeos: desde logo uma maior quantidade de alimento disponível, matérias-primas abundantes para o fabrico de instrumentos, peles para a realização do vestuário e das tendas, tendões usados como "linha" ou "corda", para além de ter uma importância imensa no desenvolvimento da linguagem, porque a estimula e potência, na coordenação, união e coesão do grupo aumentando enormemente a sua capacidade de sobrevivência.
Com Homo sapiens sapiens os instrumentos diversificaram-se e surgiram bifaces sofisticados, arpões, agulhas, anzóis, azagaias e o propulsor, a primeira máquina inventada pelo homem.
A primeira clivagem social surge determinada pelo sexo: as mulheres tratam das crias, apanham bagas, raízes, frutos, mel, folhas, ovos... e os homens caçam e pescam.
O habitat era temporário e precário, feito em abrigos naturais, grutas e cavernas, tendas ou cabanas feitas com troncos, peles, pedras, presas de mamute...
Chamo a vossa atenção para a importância de compreenderem os conceitos de recoleção e de nomadismo e de compreenderem como eles se articulam.
Deixo-vos um pequeno vídeo de apoio às aprendizagens já realizadas e que aborda exatamente a matéria explorada durante a aula quatro e ainda introduz a matéria que será abordada na próxima aula. É curtinho e é muito, muito interessante. Garanto-vos!
Chama-se "Modo de vida no Paleolítico". Vejam-no com atenção.
Por último deixo-vos uma ficha formativa, chamada B - Paleolítico 2, sobre a economia recoletora, nomadismo e habitat, que deverão fazer, respondendo a todas as perguntas aí colocadas. Se tiverem dificuldades, já sabem, contactem-me via e-mail, chat do facebook... ou na escola, claro!
Bom trabalho e até à aula seis!
Preparem-se. Será sobre arte do Paleolítico.
Nota 1 - Aula revista no ano letivo de 2014/2015 e adaptada às metas curriculares introduzidas pelo MEC.
Nota 2 - Aula revista no ano letivo de 2019/2020 e adaptada às aprendizagens elaboradas pelo ME.
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