Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.
Loudel de D. João I - Batalha de Aljubarrota - 14 de Agosto de 1385
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Esclarecimento Diapositivos Crise de 1383/85
Queridos alunos,
vós bem sabeis que eu sou irrequieta... e assim sendo acabei de alterar a apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de
aula, B - A Crise de 1383/85. Acrescentei-lhe um diapositivo novo, o número 19, que não interfere com a estrutura e com o conteúdo da aula sendo "apenas" um acrescento à vossa cultura geral. Quanto ao diapositivo 18 apenas alterei as fotografias, agora todas da minha autoria.
Deixo aqui a informação que não deixarei de partilhar convosco durante a próxima semana, durante as aulas de História.
Até lá... bom trabalho!
como sabeis, a apresentação em PowerPoint sobre o que é um portefólio, para que serve e como fazer estava-vos prometida desde que o ano lectivo começou.
Devo-vos dizer, e para quem não sabe, que esta apresentação resultou de uma parceria feliz sem a qual o meu trabalho não estaria tão dignificado.
Aqui deixo os meus agradecimentos ao Zé, pela sua criatividade e pela sua generosidade em partilhar o seu trabalho comigo/convosco!
Se tiverem dúvidas, sobre como organizar o vosso portefólio de história, não há que saber, podem agora consultar o modelo partilhado com o nome AA - Portefólio de História e que pretende ser apenas uma orientação para o vosso trabalho que se quer limpo, organizado e belo.
Votos de bom trabalho!
Sumário: O Tratado de Salvaterra de Magos. A morte de D. Fernando, último rei da dinastia afonsina, e a crise de 1383/85. A subida ao trono de D. João I, primeiro rei da segunda dinastia ou dinastia de Avis.
Como estão recordados, na última aula falámos do rei D. Fernando e do seu envolvimento em três guerras com Castela, as chamadas guerras fernandinas, todas perdidas para Castela e que causaram ainda mais empobrecimento ao reino, já a braços com enormes dificuldades económicas, demográficas, sociais.
Em 2 de abril de 1383 foi assinado um complexo tratado entre D. Fernando, rei de Portugal, e o rei D. João I de Castela, o Tratado de Salvaterra de Magos, que estipulava o casamento da filha única de D. Fernando e de Dona Leonor de Teles, Dona Beatriz, com D. João I de Castela. Estipulava ainda que, à morte de D. Fernando, se não houvesse herdeiro varão, Dona Leonor de Teles ficaria regente até Dona Beatriz ter um filho com catorze anos, em posição de assumir os destinos do trono português.
A 30 de abril, Dona Beatriz casou com D. João I e, a 22 de outubro, D. Fernando morreu abrindo em Portugal uma crise política devido ao problema da sucessão.
A rainha viúva, dona Leonor de Teles, assumiu a regência do trono português mas rapidamente surgiram as primeiras revoltas contra esta rainha não amada pela generalidade do povo, entre outros motivos pela influência que sobre ela tinha o Conde João Fernandes Andeiro, nobre galego seu conselheiro.
Os acontecimentos precipitaram-se e, a 6 de dezembro, Álvaro Pais chefia uma conspiração para matar o conde. D. João, Mestre de Avis, filho ilegítimo do rei D. Pedro e meio irmão de D. Fernando, entra no Paço da Rainha com um grupo de conspiradores e mata o conde. Dona Leonor foge para Santarém e dali envia um mensageiro à corte de castela solicitando ajuda ao seu genro, D. João I.
A sociedade portuguesa divide-se em duas fações - o povo, a burguesia, o baixo clero e a baixa nobreza apoiam o Mestre de Avis enquanto a alta nobreza e o alto clero apoiam os interesses e pretensões de Castela.
Entretanto, a 15 de dezembro de 1383, em Lisboa, reúne uma assembleia popular que elege o Mestre de Avis "Regedor e Defensor do Reino".
Em janeiro de 1384 as tropas castelhanas invadiram Portugal e no dia 6 de Abril desse mesmo ano os dois exércitos enfrentaram-se na batalha dos Atoleiros, saindo vitoriosas as tropas portuguesas, comandadas por D. Nuno Álvares Pereira, apesar do número bastante inferior, batalha onde, pela primeira vez, foi usada a tática do quadrado.
A 29 de maio de 1384, D. João I de Castela cerca Lisboa, cidade cuja defesa estava à guarda de D. João, Mestre de Avis. O cerco durou quatro longos meses e foi muito penoso para as populações devido às privações alimentares... entretanto a peste instalou-se no exército castelhano que levantou o cerco, libertando, deste modo, a cidade.
O prestígio do Mestre foi crescendo, muitas povoações apoiavam-no e a 6 de abril de 1385, o Mestre de Avis, nas Cortes de Coimbra, foi aclamado rei de Portugal com o título de D. João I. D. João I de Castela invade, de novo, Portugal. Travam-se as batalhas de Trancoso, Aljubarrota e Valverde, todas ganhas por Portugal e que ajudaram a consolidar a independência nacional.
Em 1386, D. João I mandou edificar o mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha, que comemora a vitória dos portugueses na batalha de Aljubarrota.
A apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, encontra-se na hiperligação B - A Crise de 1383/85.
E agora tenho uma enooooorme surpresa para grande parte dos meus alunos... sim, são vocês no vídeo... ainda tão pequeninos! durante a representação teatral preparada pela vossa muito querida professora Ana Oliveira que vos ensaiou e que aplanou trabalho para que vocês chegassem às minhas mãos, no 7º ano de escolaridade, a amar História.
Deixem-me desabafar... que saudades desta vossa professora de História e do trabalho, entusiasmado, que partilhámos um dia...
Tomara que a EB 2/3 de Amarante possa contar, um dia, e de novo, com o seu trabalho...
Ainda sobre a crise, uma síntese...
... e agora, dou a palavra a José Hermano Saraiva.
Sumário: A crise do século XIV - causas e consequências. A crise do século XIV em Portugal.
Metas Curriculares
. Domínio/Tema D
As crises do século XIV
. Subdomínio/Subtema
1. Conhecer e compreender as causas da crise do século XIV na Europa
. Descritores de Desempenho/Objetivos
1.1 - Identificar a Guerra dos Cem Anos como o principal conflito europeu do século XIV.
1.2 - Apontar o aumento demográfico, a escassez de áreas cultiváveis, as mudanças climáticas e a destruição causada pelas guerras como causas( interligadas) das fomes que grassaram no século XIV.
1.3 - Relacionar a expansão das doenças epidémicas com a fome, a falta de condições de higiene e
com o clima de guerra.
1.4 - Sublinhar a importância da peste negra neste contexto e o seu processo de difusão.
1.5 - Explicar as consequências demográficas e económicas da conjuntura de fome, peste e guerra.
1.6 - Relacionar a diminuição da mão de obra e o abandono dos campos com a quebra de produção e com a subida dos salários.
1.7 - Indicar as medidas tomadas pelos senhores e pelo poder régio para fazer face à diminuição das receitas.
. Subdomínio/Subtema
3. Conhecer e compreender os "levantamentos populares" rurais, os conflitos sociais urbanos e os "movimentos milenaristas".
. Descritores de Desempenho/Objetivos
3.1 - Relacionar as medidas régias e senhoriais para fazer face à crise com o surgimento de revoltas populares rurais na Europa Ocidental.
3.2 - Caracterizar os movimentos populares rurais e os conflitos sociais urbanos.
3.3 - Contextualizar o aparecimento de movimentos milenaristas (ideia de fim de mundo; moralização dos comportamentos).
Queridos alunos,
antes de me alongar no que vos interessa, quero avisar-vos que no blogue só postarei as aulas em que exploraremos a matéria, o que será feito nas aulas semanais de 90 minutos. Assim sendo, apenas numerarei estas aulas, mais teóricas, sem atender à numeração das aulas completamente práticas, as de 45 minutos, em que faremos exercícios escritos e respetivas correções. Ok?
E passamos à aula um do oitavo ano de escolaridade.
Lembram-se de termos falado de tempos de crescimento e de prosperidade, a partir do século XI, um pouco por toda a Europa? Pois esses tempos estenderam-se até ao início do século XIV, século em que se iniciou um tempo de muitos horrores e de muitas crises - crise climática, crise agrícola, crise demográfica, crise económica e crise social.
O século XIV ficou marcado por anos de instabilidade climática que se traduziram em chuvas excessivas, inundações, descidas de temperatura, secas. Esta crise climática provocou uma crise económica pois os péssimos anos agrícolas daí decorrentes traduziram-se em quebras abruptas na produção de cereais, base alimentar da população da época. Os preços dos géneros alimentares dispararam. As exportações desceram, as moedas desvalorizaram. As condições de vida pioraram enormemente, a fome instalou-se e as populações, mal alimentadas e sem hábitos de higiene, tornaram-se mais frágeis e pasto ideal para as doenças se instalarem e propagarem. O século XIV foi farto em epidemias sendo a mais conhecida a célebre peste negra que, vinda do Oriente, matou cerca de 1/3 da população europeia e deixou povoações completamente despovoadas e campos abandonados por inexistência de mão de obra. Temos, assim, uma grave crise demográfica, com diminuição da taxa de natalidade e aumento da taxa de mortalidade, esta última agravada ainda pelas múltiplas guerras travadas no século XIV, um pouco por toda a Europa. A mais conhecida foi a guerra dos cem anos, que opôs a Inglaterra à França, mas podíamos dar outros exemplos e para recorrer a um exemplo português temos as guerras fernandinas, travadas entre Portugal e Castela, entre 1369 e 1382, que contribuíram para o empobrecimento e o sofrimento das populações já tão massacradas pelas dificuldades que, à época, no reino imperavam.
A esmagadora maioria da população, o povo, vivia em condições miseráveis, esmagado pelos impostos cobrados pelos seus senhores. Quando estes viram os seus rendimentos diminuírem, em consequência do aumento da taxa de mortalidade entre a população, tentaram recuperar os rendimentos perdidos aumentando os impostos aos sobreviventes que se encontravam já no limite das suas forças. Os assalariados, aproveitando-se da falta de mão de obra, aumentaram o custo do trabalho. Um pouco por toda a Europa estalaram revoltas populares, rurais e urbanas, durante as quais o povo, desesperado, assaltou, pilhou e incendiou castelos e residências senhoriais. Os senhores retaliaram e a Europa conheceu uma grave crise social.
O século XIV foi, por toda a Europa, um século de dificuldades e de crises e Portugal não foi exceção neste panorama geral.
A crise abrangeu os reinados de D. Afonso IV, D. Pedro e D. Fernando e, apesar das várias tentativas de solução, a verdade é que as medidas adotadas, das quais as mais célebres estão contidas na Lei das Sesmarias, de 1376, não tiveram grande êxito.
A Lei das Sesmarias obrigava todos quantos tivessem terras a cultivá-las, proibia a mendicidade e obrigava os antigos agricultores a voltarem à profissão, assim como seus filhos e netos e fixava os salários. Tentava-se, desta forma, aumentar a área cultivada, aumentar a mão de obra disponível, evitar abusos nos salários. O problema... foi aplicar a lei...
Como sempre podeis consultar a minha apresentação em PowerPoint, já alterada e publicada no sítio do costume, intitulada A - A Crise do Século XIV.
E podeis visionar o vídeo que seleccionei para vocês, sobre a peste negra, em espanhol, com a qualidade do Canal História.
como tenho de me poupar um pouco e a decisão faz todo o sentido, acabei de alterar o nome deste blogue de História - 7º Ano para História - 3º Ciclo, uma vez que irei dar continuidade ao meu trabalho, agora no 8º ano, e pretendo para o ano continuar com o 9º abarcando, assim, toda a matéria de história referente ao 3º ciclo de escolaridade.
A partir de agora, já sabeis, nada de confusões, História - 3º Ciclo!!!
estes são os dias de retorno à Escola Pública, depois de gozadas e terminadas as nossas mais que merecidas férias.
Aproveito este post para vos dar as boas vindas e explicar a perda, no meu horário, de duas turmas de história, durante este ano letivo.
Felizmente a disciplina de história, na EB 2/3 de Amarante, ganhou 45 minutos no 7º ano e outros tantos no 8º. Assim, temos agora uma carga letiva de 135 minutos semanais distribuídos num bloco de 90 minutos mais um tempo de 45 minutos, em todos os anos do 3º ciclo, o que, bem o sabeis, era absolutamente necessário para colmatar a desadequação entre o programa e o tempo letivo atribuído à sua lecionação.
Por este facto, perdi duas turmas a que não darei continuidade este ano letivo em que lecionarei oitavos anos. E, confesso, felizmente não me pronunciei sobre a escolha das turmas a perder... porque seria deveras difícil, para mim, fazê-lo. A quem "abandonei", por força das circunstâncias, deixo uma certeza - sabeis sempre onde me encontrar.
Chegados a este ponto, o trabalho com as restantes turmas prosseguirá nos moldes já conhecidos do ano anterior, acrescentado agora de uma aula prática onde faremos exercícios, exercícios, exercícios... por escrito... que agora teremos tempo para eles, consolidando matérias... assim o espero.
Espero que o ano me corra bem, e eu consiga dar conta do recado.
E, claro, que o ano seja excelente para todos vocês.
Votos de excelente trabalho a todos! Até já.
E beijinhos!
Desta vez deixo-vos um documentário muito interessante sobre a vida quotidiana no Antigo Egipto.
Espero que gostem e... aproveitem para treinar o castelhano...
Votos de continuação de excelentes férias.
Nota - Entretanto o Diogo Vaz enviou-me o link de um outro documentário excepcional que partilho agora com vocês. Desta vez em português.
É um número redondo e bonito este que hoje o História 7º Ano conseguiu em visitas mais ou menos demoradas. E, confesso, era o que eu tinha em mente alcançar, enquanto tratadora deste blogue, unicamente dedicado ao trabalho.
O objetivo para este ano foi alcançado e agora é só "convencer" os poucos alunos meus que ainda não ganharam o hábito de por aqui andarem a investigar.
Agradeço a todos os visitantes, meus alunos, alunos não meus... que eu sei que também os há, encarregados de educação e pais, conhecidos, desconhecidos mas não anónimos, anónimos, professores desta de disciplina tão, mas tão interessante... visitantes em geral... todos ajudaram a manter o meu entusiasmo em mais este trabalho que abracei com entusiasmo e que, espero, o MEC me deixe continuar ao longo do próximo ano letivo...
pensando nas vossas férias, e no imeeeenso tempo livre que por certo tereis, andei em navegações no youtube, está tudo no youtube como sabeis!, na tentativa de encontrar alguns vídeos interessantes para vocês visionarem sobre algumas das matérias que explorámos durante este último ano lectivo.
Hoje partilho um programa interessantíssimo sobre Lascaux, a Capela Sistina da arte paleolítica.
Não deixeis de o ver com atenção... nem que seja por partes.
E não se esqueçam, se um dia passarem pela região, afinal não é assim tão longe de nós, não deixeis de visitar a réplica desta gruta, ou os originais de Rouffignac, des Combarelles ou de Font de Gaume... todas à distância de poucos quilómetros umas das outras.
E ainda tereis um bónus - esta região, do sudoeste da França, é uma verdadeira beleza...
Votos de excelentes férias... sempre acompanhados pela História, de que sois, também, protagonistas...
Ah! E dai-me novas vossas para aqui... o filme foi do vosso agrado?
Quereis mais?
Hoje resolvi anexar os objetivos aparentemente muito simples de duas alunas relativamente à disciplina de História.
Aqui estão os objetivos de uma...
Manter o caderno diário organizado e limpo.
Estudar diariamente a matéria dada na aula.
Estar atenta nas aulas.
Não conversar com o colega do lado.
Fazer trabalhos extra e Powerpoints.
Alcançar nível 5 na disciplina de História.
E aqui estão os objetivos da outra...
Quero chegar ao fim do ano sem faltas de trabalho de casa.
Quero melhorar os meus conhecimentos em História.
Queria que a Sra. professora, no fim do ano, ficasse com uma boa recordação minha e de toda a turma.
Quando houver trabalhos de aula, só espero que a Sra. Professora ache que participei e que não pense que eu fiquei por baixo da bananeira a apanhar Sol.
Página Digitalizada de Portefólio de Aluno Muito Criativo
Portefólios
Apresentação
"Olá, eu chamo-me (...), tenho 12 anos e ando no 7º ano.
Gosto de ler, ouvir música, jogar computador, ver televisão, escrever textos, viajar, conhecer e explorar.
Gostei muito da experiência de passar do 6º ano para o 7º ano porque os professores mudam todos, porque iremos aprender matéria nova e ter novas disciplinas.
Gosto muito de aprender coisas novas sobre os nossos antepassados, sobre línguas estrangeiras e sobre experiências que eu penso dar em Físico Química.
(...)"
Este ano letivo pretendo ter nível 5 na disciplina de História e não ser tão faladora como nos anos anteriores. Pretendo também adquirir novos conhecimentos e desenvolver os já existentes. Sei que tenho capacidades para isso, só preciso de estar mais atenta e estudar mais.
Eu quero ter futuro e para isso só tenho que ser e ter o que escrevi nesta página.
na última aula informei-vos que enviaria um pedido de trabalho para vocês prepararem em casa sobre a matéria que nos resta para cumprirmos o programa a que estamos obrigados pelo MEC.
Entretanto, resolvi mudar os planos... temos as Festas do Junho à porta, a começarem hoje mesmo, pensei melhor, está muito calor, vós devereis já estar a acusar algum cansaço neste final de ano letivo e então tudo se processará assim: nas turmas onde ainda não abordamos a cultura e a arte na Idade Média vamos explorar estas temáticas na próxima aula e sobre o Românico e o Gótico faremos um exercício comparativo entre os dois estilos, bastante interessante, até porque será de construção coletiva e toda a turma poderá contribuir para o resultado final.
Entretanto não se espantem se eu não conseguir entregar os testes corrigidos na próxima aula... é que ando às voltas com a correção dos vossos portefólios e o tempo não me chega para tudo.
Mas é certo que ainda me chegou para fazer umas pesquisas no Youtube sobre o Românico e o Gótico que partilho de imediato com vocês.
Este primeiro vídeo faz um interessante enquadramento na Idade Média, época em que surgiu o Românico, a partir do século XI. Vejam-no com atenção.
E este vídeo é mais específico sobre este estilo artístico tão belo e que abunda aqui por Amarante e arredores... não se esqueçam de Travanca, Jazente, Telões, Gondar...
E, por último, partilho um vídeo que enquadra o Gótico na fase final da Idade Média, de renascimento económico e de renascimento das cidades e de surgimento da burguesia. Não deixem de o observar. Chamo só a vossa atenção para a palavra arbotantes em castelhano que se traduz em arcobotantes em português.
Falaremos de tudo isto na próxima aula.
Separador Digitalizado de Portefólio de Aluno Muito Criativo
Apresentação
Chamo-me (...), nasci na maternidade Júlio Dinis, no Porto, no dia 9 de Março de 1999, no mesmo dia do meu avô materno, tenho 12 anos.
(...)
Os meus interesses
Gosto de ler todo o tipo de livros, exceto romances; de ouvir alguém que fale bem, de tocar e de ouvir tocar piano; de fazer natação; embora não o faça muito frequentemente para fora de Portugal, gosto de viajar; gosto de ouvir falar e de falar inglês; da pronúncia britânica, de roxo; da minha família, dos meus amigos, de guardar qualquer coisa desde que seja bonita embora não tenha nenhuma utilidade; de estudar; de cantar; ver programas sobre moda e decoração e tenho uma obsessão por Nova York.
Não gosto no geral dos programas televisivos portugueses; odeio quando as pessoas insistem comigo numa coisa quando sei que tenho razão; não gosto de limpar a loiça, embora goste de a lavar; detesto pessoas mentirosas, falsas e injustas.
Separador Digitalizado de Portefólio de Aluno Muito Criativo
Portefólios
A minha apresentação
Chamo-me (...) , tenho 12 anos e sou natural de Amarante, S. Gonçalo. (...)
Tenho um irmão que se chama ... e tem sete anos. Gosto de ler, passear com a família, tocar violino, brincar com o meu irmão, gosto de informática. Mas se há uma coisa que gosto mesmo é da escola. Adoro aprender e estar com os meus amigos e professores que se tornaram uma grande parte da minha vida. As minhas disciplinas preferidas são: Inglês, Português e Educação Física. Sou boa aluna. Sou aplicada e organizada e procuro sempre obter sucesso em tudo o que faço. (...)
Objetivos a alcançar na disciplina de História
Embora não seja a minha preferida, acho a disciplina de história muito interessante pois permite-nos conhecer factos passados e sua importância. Os meus objetivos a alcançar na disciplina de História são saber sempre mais sobre a mesma e vou dar o meu melhor para que isso aconteça.
Separador Digitalizado de Portefólio de Aluno Muito Criativo
Portefólios
Objetivos a alcançar na disciplina de História
"Na disciplina de História eu quero alcançar o "pico" da montanha dando sempre o meu melhor e nunca desistindo, gosto de História e interesso-me por ela.
Espero chegar ao fim do ano letivo e conseguir: pesquisar, selecionar, comparar e interpretar as fontes históricas de forma a conhecer os acontecimentos históricos dos mesmos; compreender esses mesmos acontecimentos situando-os no tempo e no espaço, relacionando-os com outros acontecimentos; comunicar utilizando o vocabulário específico da disciplina, quer seja na comunicação escrita, quer seja na oral.
Gostaria de chegar ao fim da caminhada e dizer "Ufa! Cheguei ao fim e fiz o meu trabalho e função!"
29ª Aula - O desenvolvimento económico nos séculos XII e XIII e o fortalecimento do poder real
Sumário: O desenvolvimento económico nos séculos XII e XIII e o fortalecimento do poder real.
A partir do século XI acabaram as invasões no continente europeu e a insegurança e a violência recuaram. Também se verificou neste período uma melhoria climática generalizada, com consequências positivas no aumento das produções agrícolas em quantidade e qualidade, a população europeia aumentou quase para o dobro, de 42 para 73 milhões de habitantes e Portugal não escapou a esta tendência pois passámos de 400 mil para cerca de 1 milhão de habitantes.
Foi então necessário arrotear novas terras e prepará-las para o cultivo e um pouco por toda a Europa desbravaram-se florestas e matas, drenaram-se pântanos, estendendo a terra produtiva para fazer face ao aumento populacional. O aumento da produção agrícola ficou também a dever-se a um cada vez mais generalizado uso de ferro nas alfaias agrícolas o que torna o trabalho da terra mais eficaz, à substituição progressiva do afolhamento bienal pelo afolhamento trienal o que aumenta a quantidade de terra cultivada, ao aumento das cabeças de gado e, consequentemente ao aumento da quantidade de estrumes disponíveis, ao uso da ferradura, do jugo nos bois e da coelheira nos cavalos o que faz com que o trabalho animal seja mais rentável, seja ele traduzido em trabalho de auxílio ao camponês na agricultura, seja ele nos transportes de mercadorias excedentárias que é necessário transportar para comercializar. O comércio reanima-se um pouco por todo o lado e faz-se por terra, voltam a construir-se estradas e pontes, mas, essencialmente, faz-se usando as vias fluviais, rios, e marítimas por ser mais económico e seguro. Surge a vela latina, o leme à popa, os árabes introduzem a bússola, o astrolábio, surgem as cartas-portulanos que não são mais do que os mapas da época com informações preciosas para os navegadores. Fazem-se obras de melhoramento dos portos, nos molhes e nos cais.
As cidades desenvolvem-se, surgem burgos novos, ou seja cidades novas, os antigos núcleos medievais extravasam para o exterior das muralhas. Surgem os burgueses, gente do povo muito dinâmica que vais enriquecer devido ao comércio. Graças a esta reanimação do comércio devido ao aumento de produções e ao surgimento de excedentes, surgem os mercados e as feiras. As feiras eram instituídas pelos monarcas através das chamadas Cartas de Feira onde estavam estipuladas as condições ou regras de funcionamento da referida feira criada. A economia voltou a ser monetária pois a moeda voltou a circular, surgiram os embriões dos bancos atuais e as letras de câmbio.
Os domínios senhoriais em Portugal, coutos se pertenciam ao clero, honras se pertenciam à nobreza, coexistiram com os concelhos. Os concelhos eram instituídos pelo rei através de uma Carta de Foral que regulava a vida dos seus habitantes e cujas regras procuravam atrair populações para zonas mais perigosas e despovoadas que era necessário, efetivamente, povoar. Tinham autonomia administrativa, eram administrados por Homens-Bons, ricos mercadores e proprietários rurais. Os concelhos escapavam à lógica do senhorio ou domínio senhorial onde o povo vivia esmagado pelo pagamento de impostos e trabalho.
D. Afonso Henriques morreu em 1185 e sucedeu-lhe o seu filho D. Sancho I, de cognome O Povoador, que prosseguiu a política expansionista e povoadora do seu pai. Em 1189 conquistou Silves com a ajuda dos cruzados da 3ª cruzada que se dirigiam para oriente, mas viria a perder posteriormente o domínio da cidade.
Sucedeu-lhe D. Afonso VII, O Gordo, sem vocação militar mas que mesmo assim prossegue a reconquista sendo a sua principal vitória a reconquista de Alcácer do Sal. No seu reinado fazem-se inquirições e confirmações no sentido de fortalecer o poder real. D. Sancho II sucedeu-lhe em 1223 e vai prosseguir a reconquista e o fortalecimento do poder real. Durante o seu reinado e com a ajuda da ordem de Santiago, reconquistou o Alentejo. Sucedeu-lhe o seu irmão, D. Afonso III, O Bolonhês, e é com este rei que a reconquista acaba em território português, com a conquista de Silves e Faro, em 1249.
As inquirições, confirmações e ainda as leis de desarmotização inserem-se numa lógica de fortalecimento do poder real ecom as inquirições o monarca inquire sobre a legitimidade da posse de determinados bens.
As confirmações visam a confirmação dos bens doados os senhores ou às povoações e as Leis de Desamortização visam impedir a concentração de terras na posse do clero.
Até ao século XIII existia um organismo, de aconselhamento do rei em matéria de governação, chamado Cúria Régia onde somente marcavam presença as duas ordens privilegiadas -Clero e Nobreza. Em 1254 reúne a Corte, nas Cortes de Leiria, pela primeira vez com a presença das três ordens - clero, nobreza e povo.
Como sempre podem consultar a apresentação em PowerPoint, sobre esta matéria, na minha página de recursos, com o nome X - O desenvolvimento económico nos séculos XII e XIII.
Esta aula é a última para o teste de avaliação. Não se esqueçam também que a matéria que vem para o teste inclui o Cristianismo.
Afogada em trabalho vário, hoje não terei tempo de pesquisar vídeos no youtube sobre esta aula... mas prometo-vos que farei isso logo que me seja possível.
Votos de excelente trabalho! E bem sabeis, qualquer dúvida que surja... estou por aqui, acessível à distância de um clique.
28ª Aula - A reconquista cristã e a formação do Reino de Portugal
Sumário: Ocupação muçulmana e reconquista cristã. Do Condado Portucalense à formação do Reino de Portugal. Formas de relacionamento entre os dois mundos - cristão e muçulmano.
Como vimos na aula anterior, a invasão da Península Ibérica, pelas tropas muçulmanas comandadas por Tarique, deu-se em 711. O primeiro confronto, vitorioso para os muçulmanos, aconteceu na Batalha de Guadalete, nesse mesmo ano. A progressão dos muçulmanos por terras peninsulares foi muito rápida, aproveitando divisões entre os visigodos. A esmagadora maioria dos habitantes não ofereceu grande resistência e em cerca de três anos a península ficou praticamente nas mãos dos ocupantes com exceção da região muito montanhosa das Astúrias, no norte, região onde se refugiou um grupo de cristãos visigodos que não se resignaram e não aceitaram a ocupação muçulmana e que, comandados por Pelágio, um nobre visigodo que foi o primeiro rei do primeiro reino cristão, o Reino das Astúrias, iniciaram, a partir daí, a resistência e a luta contra os invasores em 718. Em 722 deu-se a Batalha de Covadonga, ganha pelos exércitos cristãos e assim teve início um período da história peninsular conhecido por Reconquista Cristã, que foi muito lenta e feita de avanços e recuos. Outros núcleos de resistência formaram-se nos Pirenéus e na Catalunha.
Entretanto a reconquista prossegue e os reis cristãos recebem, frequentemente, a ajuda de nobres estrangeiros que vinham ajudar na luta contra o inimigo. Ao tempo de D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, vieram dois nobres originários da Borgonha, atual França, que se destacaram na luta contra os muçulmanos e que o rei recompensou pelo auxílio prestado dando a um, D. Raimundo, a filha legítima, D. Urraca, em casamento e o governo da Galiza e a D. Henrique a mão de sua filha bastarda, D. Teresa, e o governo do Condado Portucalense com a possibilidade de reconquistar e anexar ao condado mais terras que reconquistasse para sul, política seguida pelo Conde D. Henrique que procurou aumentar o seu poder e a sua autonomia mas sem se libertar por completo dos laços de vassalagem devidos ao rei de Leão e Castela. Após a morte de D. Afonso VI ficou regente D. Urraca até o seu filho, o futuro rei D. Afonso VII, ter idade para assegurar a governação.
À morte de D. Henrique, quem assegurou a governação foi D. Teresa uma vez que D. Afonso Henriques era ainda muito pequeno. D. Teresa, tia de D. Afonso VII de Leão e Castela, e influenciada pela nobreza galega, nomeadamente uma família muito poderosa, os Peres de Trava, enceta uma polítca que não visa minimamente a independência do condado. Mas parte da nobreza portuguesa e o próprio D. Afonso Henriques aspiram à libertação e independência do reino e estas duas fações, com interesses antagónicos, confrontam-se na Batalha de S. Mamede, em 1128, saindo vitoriosas as tropas leais a D. Afonso Henriques, que, a partir desta data, passou a governar o Condado Portucalense. Segue-se um período de relacionamento difícil e em 1137 é assinada a Paz de Tui em que D. Afonso Henriques se compromete a manter "fidelidade e segurança" ao seu primo, D. Afonso VII. Em 1138 deu-se a Batalha de Ourique em que as tropas comandadas por D. Afonso Henriques saem vitoriosas. Foi uma vitoria importantíssima para o aumento do poder e do prestígio de D. Afonso Henriques que, no ano seguinte, 1140, se vai intitular Rex Portugallensis", ou seja, Rei de Portugal, independência só reconhecida por D. Afonso VII, em 1143, pelo Tratado de Zamora, e só em 1179, pelo papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum.
Entretanto a reconquista prosseguia para sul e, em 1147, D. Afonso Henriques, O Conquistador,
recupera duas importantíssimas cidades - Santarém e Lisboa. E continua para sul, ajudado também pelas ordens religiosas militares dos Templários, Hospitalários e de Santiago, muito embora as reconquistas feitas no Alentejo tenham sido posteriormente recuperadas pelos muçulmanos. Nos últimos anos do seu reinado, incentivou a efetiva ocupação de terras, promoveu o municipalismo e concedeu forais para atrair populações às terras despovoadas.
Após a morte de D. Afonso Henriques, em 1185, a reconquista prosseguiu com D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II e D. Afonso III e foi com este rei que a reconquista acabou em território português, com a conquista de Silves e Faro, em 1249.
Em 1297 é assinado o Tratado de Alcanises, tratado que regula a fronteira entre Portugal e Castela e Portugal ganha, basicamente, os contornos fronteiriços que ainda hoje mantém.
A reconquista cristã só termina em 1492 do lado castelhano, com a reconquista do Reino de Granada.
A convivência entre muçulmanos e cristãos nem sempre foi violenta e pautou-se por longos períodos de relacionamento pacífico entre as duas comunidades, uma rural e senhorial e outra urbana e comercial. Aos cristãos, que permaneceram em terras ocupadas pelos muçulmanos, chamamos moçárabes, enquanto os cristãos que se convertem ao islamismo são os muladis. Os mouros são os muçulmanos que permaneceram em terras recém ocupadas pelos cristãos e que continuaram a professar o islamismo.
Os cristãos beneficiaram enormemente do avanço e sofisticação da civilização árabe. A eles lhes devemos a numeração que usamos na atualidade, a chamada numeração árabe, muitas palavras de origem árabe, a introdução de novas técnicas de aproveitamento de água e de rega, novas plantas, nomeadamente os citrinos, o desenvolvimento da química, medicina, geografia, ciência náutica, astronomia, tão importantes para a época dos descobrimentos, que estudaremos no próximo ano letivo.
Sobre esta matéria vejam também o interessantíssimo mapa dinâmico, da Porto Editora, aqui.
E os três vídeos que selecionei para vocês e que vos poderão ajudar a consolidar a matéria.
Não facilitem. Invistam na História.
A agora partilho convosco um vídeo mais ligeiro sobre os nossos primórdios como Nação. Aproveitem e bom trabalho.
A última aula já está publicada na página de recursos e podem consultá-la em X - O desenvolvimento económico dos séculos XII e XIII.
Entretanto, vou ver se este fim de semana consigo pôr em ordem as aulas aqui no blogue...
Vão-se preparando para o teste de avaliação que já está aí à porta, não deixem o estudo para a véspera do teste e não deixem de me colocar as vossas dúvidas, por aqui ou por ali... o chat do facebook é mesmo extraordinário... eheheh...
Votos de excelente trabalho!