17ª Aula - O Iluminismo
Sumário: Os progressos científico e técnico. O Iluminismo. Portugal, as resistências à inovação e as reformas pombalinas no ensino.
Meus queridos alunos, a última apresentação que será alvo de avaliação no próximo teste é a apresentação K - O Iluminismo.
A matéria para o teste abarca, assim, quatro apresentações em PowerPoint: O, P, Q e R.
Bom trabalho, qualquer dúvida sabem onde me encontrar...
Os progressos do ponto de vista científico e técnico, ocorridos durante o século XVII e XVIII decorrem da mudança de mentalidade, já anteriormente abordada em contexto de sala de aula aquando da exploração do Renascimento.
O homem do Renascimento, profundamente humanista, passou a refletir sobre si próprio e sobre o mundo que o rodeava tentando descobrir explicações para os fenómenos através da razão.
O Homem passou a ter um espírito crítico, a valorizar a dúvida, os monarcas, a nobreza e até o clero, em alguns domínios, apoiaram a investigação, as academias e as universidades fomentaram as ciências e o ensino experimental pois surgiu o método experimental baseado na observação do fenómeno, na formulação de uma hipótese explicativa para esse mesmo fenómeno e na posterior experimentação para validação, ou não, da hipótese explicativa formulada. Estamos já longe da mentalidade medieval que tudo explicava através da vontade divina...
Desenvolveram-se as matemáticas. Descartes aperfeiçoa a álgebra e cria a geometria analítica; Galileu Galilei valida a teoria heliocêntrica de Copérnico; Pascal e Torricelli estudam a pressão atmosférica; Harvey estuda a grande circulação do sangue e os vasos capilares; Lavoisier lança as bases da química e descobre a composição do ar e da água; Denis Papin descobriu a força do vapor; Isaac Newton descobre a lei da gravitação e da atração universal; dão-se as primeiras tentativas de conquista dos ares com os balões ou aeróstatos; surge o microscópio, o telescópio, o termómetro, a vacina contra a varíola, os primeiros ensaios sobre a eletricidade... e "o mundo pula e avança"...
O Iluminismo surgiu em França, no século XVIII, século este que vai ficar conhecido como "Século das Luzes". E que "luzes" são estas? As luzes da razão, o esclarecimento dos espíritos só possível de ser alcançado através da instrução, que ilumina.
O iluminismo propõe uma sociedade baseada na igualdade de todos perante a lei, defendida por Jean Jacques Rousseau, um regime político baseado na separação de poderes, defendido por Montesquieu, teorias absolutamente revolucionárias numa sociedade profundamente desigual como era a do Antigo Regime, com ordens privilegiadas - clero e nobreza - e uma ordem não privilegiada - o povo - e caracterizada por um sistema político, absolutismo, em que o rei detém todos os poderes.
Estas teorias foram muito bem aceites pela burguesia que aspirava à ascensão social...
O Iluminismo pretende contribuir para o bem geral da Humanidade através da defesa de princípios como: o direito à felicidade, ao progresso, ao espírito de tolerância e à crença no valor da razão, que ilumina.
Voltaire, importante filósofo e um dos colaboradores da Enciclopédia, combateu a intolerância religiosa e acusou o clero de ser responsável pelo atraso das populações.
Kant, igualmente um importante filósofo, enalteceu o poder da razão humana.
As ideias iluministas foram-se propagando através da Enciclopédia, impulsionada por Diderot e D`Alembert e que pretendia fazer a síntese de todos os conhecimentos à época, através das Academias que eram associações de cientistas, artistas e de escritores que divulgavam o conhecimento, através dos salões, de revistas e jornais... em Portugal, país muito atrasado do ponto de vista económico e cultural, o Iluminismo foi-se divulgando através dos estrangeirados, que no exterior contactavam com estas novas ideias e que influenciaram as políticas reformistas pombalinas, nomeadamente as educativas. O Marquês de Pombal criou escolas onde se aprendia a escrever, a ler e a contar, escolas de gramática latina, grega, retórica e filosofia, criou a Aula do Comércio e o Colégio dos Nobres e reformou a Universidade de Coimbra... mas sem grande êxito.
Meus queridos alunos, relembro que a última apresentação, que será alvo de avaliação no próximo teste, é a apresentação K - O Iluminismo.
Assim sendo, a matéria para o teste abarca quatro apresentações em PowerPoint: O, P, Q e R.
Bom trabalho, qualquer dúvida sabem onde me encontrar...
Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com
Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
16ª Aula - O Despotismo Esclarecido Pombalino
16ª Aula - O Despotismo Esclarecido Pombalino
Sumário: O Despotismo Esclarecido Pombalino
Por agora, deixo-vos a apresentação em PowerPoint já explorada em contexto de sala de aula, publicada na minha página de recursos pedagógicos e intitulada Q - O Despotismo Esclarecido Pombalino.
Sumário: O Despotismo Esclarecido Pombalino
Por agora, deixo-vos a apresentação em PowerPoint já explorada em contexto de sala de aula, publicada na minha página de recursos pedagógicos e intitulada Q - O Despotismo Esclarecido Pombalino.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
15ª Aula - O Antigo Regime
15ª Aula - O Antigo Regime
Sumário: O Antigo Regime e a sociedade de ordens. O Absolutismo e o Mercantilismo. A implantação do Absolutismo e do Mercantilismo em Portugal.
Meus queridos alunos,
por agora deixo-vos "apenas" a apresentação em Powerpoint já explorada em contexto de sala de aula e publicada na minha página de recursos, intitulada P - O Antigo Regime.
E ainda um vídeo intitulado "A sociedade portuguesa do tempo de D. João V"
Sumário: O Antigo Regime e a sociedade de ordens. O Absolutismo e o Mercantilismo. A implantação do Absolutismo e do Mercantilismo em Portugal.
Meus queridos alunos,
por agora deixo-vos "apenas" a apresentação em Powerpoint já explorada em contexto de sala de aula e publicada na minha página de recursos, intitulada P - O Antigo Regime.
E ainda um vídeo intitulado "A sociedade portuguesa do tempo de D. João V"
14ª Aula - O Império Português e a Concorrência Internacional
14ª Aula - O império Português e a Concorrência Internacional
Sumário: A disputa dos mares e a afirmação do capitalismo comercial. A União Ibérica. a ascensão económica e colonial da Europa do Norte: o império holandês, inglês e francês. A prosperidade dos tráficos portugueses e a restauração da independência nacional.
Meus queridos alunos,
por agora deixo-vos "apenas" a apresentação em Powerpoint já explorada em contexto de sala de aula e publicada na minha página de recursos, intitulada O - O império Português e a Concorrência Internacional.
E ainda com alguns vídeos de apoio que não devem perder.
O Império Português no século XVIII
O Domínio Filipino e a Restauração
Sumário: A disputa dos mares e a afirmação do capitalismo comercial. A União Ibérica. a ascensão económica e colonial da Europa do Norte: o império holandês, inglês e francês. A prosperidade dos tráficos portugueses e a restauração da independência nacional.
Meus queridos alunos,
por agora deixo-vos "apenas" a apresentação em Powerpoint já explorada em contexto de sala de aula e publicada na minha página de recursos, intitulada O - O império Português e a Concorrência Internacional.
E ainda com alguns vídeos de apoio que não devem perder.
O Império Português no século XVIII
O Domínio Filipino e a Restauração
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Blogs do Ano 2012 - Aventar

História 3º Ciclo - 1º Lugar na Categoria História
Concurso Blogs do Ano 2012
Anabela Magalhães - 3º Lugar na Categoria Actualidade Política
Concurso Blogs do Ano 2012
Anabela Magalhães - 3º Lugar na Categoria Educação Concurso Blogs do Ano 2012
É com muito orgulho que dou conta, aos meus leitores, do resultado final da minha participação no concurso nacional "Blogs do Ano 2012" promovido pelo Aventar. De notar que este ano concorreram mais de 800 blogs.
Este meu História 3º Ciclo... bom... depois de muito sofrimento e emoção a acompanhar as votações dentro de uma camioneta que percorria Lisboa - Amarante, depois de mais uma manifestação de professores, foi com especial orgulho que o vi alcançar, mais uma vez, o 1º lugar... muito embora o ano passado ele se chamasse História 7º Ano.
Resta-me agradecer a todos quantos acreditaram e acreditam no meu trabalho e nele votaram - leitores conhecidos e desconhecidos, ex-alunos, alunos, amigos, familiares, professores... milhões de agradecimentos...
Uma palavra final, sentida, para o Eugénio Mourão, que, doente, ocupou o lugar na minha atalaia durante todo o dia de ontem e defendeu-o com unhas e dentes.
Quanto ao meu homónimo, informo-vos que alcançou o 3º lugar em duas categorias - Actualidade Política Blog Individual e Educação.
Relembro que no concurso de 2011 o meu Anabela Magalhães ficou em 5º lugar... melhoria portanto de posição de um ano para o outro.
E para o ano há mais...
Milhões de agradecimentos a todos... especialmente aos meus alunos sem os quais este trabalho não existiria...
Nota - Post quase integralmente copiado do meu Anabela Magalhães porque estou sem tempo para mais, afogada em correções de testes e portefólios...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Final - Blogues 2012 - Aventar
Final - Blogues 2012 - Aventar
Informo os meus estimados leitores que este blogue foi apurado para a final do concurso nacional de blogues que visa apurar os melhores blogues, em língua portuguesa de Portugal, do ano de 2012 e que esta decorre até ao próximo sábado. Por isso ainda podem votar aqui, se são apreciadores deste trabalho que desenvolvo, uma vez ao dia, por IP, por categoria. Não tem que saber - procurem a categoria História e votem no blogue História 3º Ciclo.
Se entenderem votar no meu outro blogue, chamado Anabela Magalhães, também o poderão fazer nas categorias Actualidade Política Blog Individual e Educação.
Grata pela vossa colaboração.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
13ª Aula - Protestantismo, Reforma e Contra Reforma
13ª Aula - Protestantismo, Reforma e Contra Reforma
Sumário: A crise na Igreja. Contestação e rutura. O Luteranismo, o Calvinismo e o Anglicanismo. A reforma católica e a contra-reforma.
Chegados ao século XV, vamos encontrar uma igreja católica muito afastada dos princípios pregados por Jesus Cristo e pelos primeiros apóstolos, norteadores do Cristianismo primitivo. Ao longo dos séculos a Igreja acumulara riquezas incomensuráveis e um poder incrível e muitos membros da Igreja viviam mais preocupados com a vida terrena do que com a vida espiritual, rodeados de luxo e ostentação, envolvidos em casos de corrupção e promiscuidade que se traduziam em compras e vendas de cargos, para além do analfabetismo ainda existente no baixo clero. Para complicar ainda mais a situação da Igreja, não se esqueçam que entre 1378 a 1417 temos o Grande Cisma do Ocidente, período em que coexistiram dois papas.
Erasmo de Roterdão escreveu, entre outras, uma obra muito importante chamada "O elogio da loucura" em que teceu fortes críticas à Igreja católica e apelou à reforma da igreja, mas sem êxito.
Em 1515, o papa Leão X, precisando de dinheiro para terminar a basílica de S. Pedro, fez a Bula das Indulgências em que trocava o perdão dos pecados por contribuições pecuniárias dos crentes, para a mais importante construção da cristandade - a basílica de S. Pedro, em Roma.
Em 1517, Martinho Lutero publicou as "Noventa e cinco teses contra as indulgências". Leão X reagiu, redigindo uma bula em que ameaça Martinho Lutero de excomunhão. Martinho Lutero queima-a publicamente num gesto de desafio à autoridade papal
A Igreja mostrava-se incapaz de se reformar e Martinho Lutero, protegido por importantes príncipes alemães, fundou uma nova religião, protestante, porque dos que protestam, chamada Luteranismo, com princípios um pouco diferentes dos católicos. Para os luteranos a salvação eterna conquista-se unicamente pela fé, e não pelas obras e conquista-se sem a intervenção do clero. Os luteranos têm apenas um livro sagrado que é a Bíblia e só mantêm dois sacramentos - batismo e comunhão, para além de reduzirem a culto a Deus.
O Calvinismo surge com João Calvino em 1536 e esta nova religião protestante defendia que só obtinha a salvação quem estava predestinado por Deus para essa mesma salvação.
Em 1543, em Inglaterra, Henrique VIII funda a religião anglicana da qual é o seu chefe supremo, mas mantendo o cerimonial e a hierarquia católica.
Em 1545 tem início o Concílio de Trento que procura reformar a igreja por dentro. Confirma que a salvação da alma advém da fé e das obras. Mantém que as fontes continuam a ser a Bíblia e as tradições da Igreja. Mantém os sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, reconciliação, unção aos enfermos, ordem e matrimónio. Continua a defender os grandes cerimoniais como forma de impressionar os crentes mas determina a criação de seminários com vista a uma melhor preparação dos seus membros.
A Contra-Reforma procurou suster as ideias protestantes´o que foi tentado por vários meios.
A Companhia de Jesus foi fundada em 1540 por Inácio de Loiola e a ação dos jesuítas fez-se sentir em todo o mundo conhecido. De notar que os jesuítas desempenharam um importantíssimo papel no Brasil, na evangelização e cristianização dos indígenas mas eram opositores do espírito crítico, ministrando um saber escolástico, o que contribuiu para o atraso verificado na Península Ibérica.
A Inquisição era um tribunal que julgava crimes relacionados com a religião, heresias e outros cultos que não o católico. Este tribunal perseguia, julgava e condenava os suspeitos de práticas não conformes com as práticas católicas. Muito ativo em Espanha a partir de 1478 e em Portugal a partir de 1536 os judeus vão ser um alvo preferencial, muitas vezes condenados à morte pelo fogo, queimados vivos na praça pública.
Em 1492 os reis católicos expulsaram os judeus de Espanha e em 1496 o nosso rei D. Manuel segue-lhes os passos.
A expulsão dos judeus contribui, também, para o atraso de Portugal e de Espanha.
A Igreja Católica cria o Índex que era uma lista de livros proibidos e dela faziam parte todos os livros que divulgassem conteúdos contrários aos ensinamentos da Igreja Católica que deveriam ser queimados.
A apresentação em PowerPoint está na minha página de recursos com o nome N - A Reforma Protestante. Não deixem de a consultar.
E não deixem de ver os dois vídeos sobre este período da História da Humanidade que selecionei para vocês.
Sumário: A crise na Igreja. Contestação e rutura. O Luteranismo, o Calvinismo e o Anglicanismo. A reforma católica e a contra-reforma.
Chegados ao século XV, vamos encontrar uma igreja católica muito afastada dos princípios pregados por Jesus Cristo e pelos primeiros apóstolos, norteadores do Cristianismo primitivo. Ao longo dos séculos a Igreja acumulara riquezas incomensuráveis e um poder incrível e muitos membros da Igreja viviam mais preocupados com a vida terrena do que com a vida espiritual, rodeados de luxo e ostentação, envolvidos em casos de corrupção e promiscuidade que se traduziam em compras e vendas de cargos, para além do analfabetismo ainda existente no baixo clero. Para complicar ainda mais a situação da Igreja, não se esqueçam que entre 1378 a 1417 temos o Grande Cisma do Ocidente, período em que coexistiram dois papas.
Erasmo de Roterdão escreveu, entre outras, uma obra muito importante chamada "O elogio da loucura" em que teceu fortes críticas à Igreja católica e apelou à reforma da igreja, mas sem êxito.
Em 1515, o papa Leão X, precisando de dinheiro para terminar a basílica de S. Pedro, fez a Bula das Indulgências em que trocava o perdão dos pecados por contribuições pecuniárias dos crentes, para a mais importante construção da cristandade - a basílica de S. Pedro, em Roma.
Em 1517, Martinho Lutero publicou as "Noventa e cinco teses contra as indulgências". Leão X reagiu, redigindo uma bula em que ameaça Martinho Lutero de excomunhão. Martinho Lutero queima-a publicamente num gesto de desafio à autoridade papal
A Igreja mostrava-se incapaz de se reformar e Martinho Lutero, protegido por importantes príncipes alemães, fundou uma nova religião, protestante, porque dos que protestam, chamada Luteranismo, com princípios um pouco diferentes dos católicos. Para os luteranos a salvação eterna conquista-se unicamente pela fé, e não pelas obras e conquista-se sem a intervenção do clero. Os luteranos têm apenas um livro sagrado que é a Bíblia e só mantêm dois sacramentos - batismo e comunhão, para além de reduzirem a culto a Deus.
O Calvinismo surge com João Calvino em 1536 e esta nova religião protestante defendia que só obtinha a salvação quem estava predestinado por Deus para essa mesma salvação.
Em 1543, em Inglaterra, Henrique VIII funda a religião anglicana da qual é o seu chefe supremo, mas mantendo o cerimonial e a hierarquia católica.
Em 1545 tem início o Concílio de Trento que procura reformar a igreja por dentro. Confirma que a salvação da alma advém da fé e das obras. Mantém que as fontes continuam a ser a Bíblia e as tradições da Igreja. Mantém os sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, reconciliação, unção aos enfermos, ordem e matrimónio. Continua a defender os grandes cerimoniais como forma de impressionar os crentes mas determina a criação de seminários com vista a uma melhor preparação dos seus membros.
A Contra-Reforma procurou suster as ideias protestantes´o que foi tentado por vários meios.
A Companhia de Jesus foi fundada em 1540 por Inácio de Loiola e a ação dos jesuítas fez-se sentir em todo o mundo conhecido. De notar que os jesuítas desempenharam um importantíssimo papel no Brasil, na evangelização e cristianização dos indígenas mas eram opositores do espírito crítico, ministrando um saber escolástico, o que contribuiu para o atraso verificado na Península Ibérica.
A Inquisição era um tribunal que julgava crimes relacionados com a religião, heresias e outros cultos que não o católico. Este tribunal perseguia, julgava e condenava os suspeitos de práticas não conformes com as práticas católicas. Muito ativo em Espanha a partir de 1478 e em Portugal a partir de 1536 os judeus vão ser um alvo preferencial, muitas vezes condenados à morte pelo fogo, queimados vivos na praça pública.
Em 1492 os reis católicos expulsaram os judeus de Espanha e em 1496 o nosso rei D. Manuel segue-lhes os passos.
A expulsão dos judeus contribui, também, para o atraso de Portugal e de Espanha.
A Igreja Católica cria o Índex que era uma lista de livros proibidos e dela faziam parte todos os livros que divulgassem conteúdos contrários aos ensinamentos da Igreja Católica que deveriam ser queimados.
A apresentação em PowerPoint está na minha página de recursos com o nome N - A Reforma Protestante. Não deixem de a consultar.
E não deixem de ver os dois vídeos sobre este período da História da Humanidade que selecionei para vocês.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Concurso Blogues do Ano de 2012 - Aventar
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Recorte surripiado aqui.
Concurso Blogues do Ano de 2012 - Aventar
A primeira fase, para apuramento dos cinco blogues finalistas em cada uma das categorias a concurso, está terminada e os resultados apurados.
Nas quatro categorias a que me apresentei a concurso, com os meus dois queridos blogues, o meu homónimo e este meu História 3º Ciclo, os resultados apurados foram os seguintes:
Actualidade Política Blogue Individual - Anabela Magalhães - 1º Lugar com 381 votos
Blogger do Ano - Anabela Magalhães - 11º lugar com 298 votos
Educação - Anabela Magalhães - 4º Lugar com 285 votos
História - História 3º Ciclo - 2º Lugar com 234 votos
Assim sendo, informo os meus leitores que estou na final em três categorias:
Actualidade Política e Educação - com o meu Anabela Magalhães
História - com o meu História 3º Ciclo
Segue-se a grande final que começará pelas 0 horas e um minuto de 2ª feira e que terminará pelas 24 horas de 6ª feira.
O período de votação será agora muito curto, apenas 5 dias, e informo que todos os votantes podem votar de 24 em 24 horas por IP.
Resta-me agradecer a todos quantos votaram nesta primeira fase eliminatória e agradecer desde já a todos quantos votarem no meus blogues nesta recta final prestes a começar.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
12ª Aula - O Manuelino
12ª Aula - O Manuelino
Sumário: O Manuelino. Características: estrutura e elementos decorativos.
O Manuelino nasceu durante o reinado de D. João II, no mosteiro de Sta. Maria da Vitória, mais conhecido com o nome de mosteiro da Batalha, mas vai ser durante o reinado do seu sucessor, D. Manuel I, que este estilo se vai desenvolver e consolidar com repercussões na arquitetura, escultura e arte móvel.
Como sabemos, é durante o reinado de D. Manuel que vai ser cumprido o sonho de D. João II de chegar à Índia por mar, feito realizado por Vasco da Gama, em 1498. É ainda neste reinado que, dois anos depois, é descoberto o Brasil. Estes dois acontecimentos marcaram para sempre este reinado e a epopeia dos descobrimentos e da aventura marítima vão refletir-se num estilo de arte especificamente português, chamado Manuelino, derivado do nome Manuel.
Estruturalmente, a arquitetura manuelina é gótica mas com uma profusa e original decoração que recorre a elementos decorativos marítimos, essencialmente, como sejam conchas, bóias, cordas, barcos, corais, algas, redes, instrumentos de navegação, plantas e animais exóticos, seres fantásticos, pinhas e ainda as armas de D. Manuel, a Cruz de Cristo e a esfera armilar, divisa dada por D. João II a D. Manuel.
Os principais edifícios manuelinos são a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e o Convento de Cristo, em Tomar.
Esta aula já está publicada na minha página de recursos, com o nome M - O Manuelino onde podeis, e deveis, consultá-la.
Depois não percam a visita virtual ao Mosteiro dos Jerónimos e o excelente vídeo sobre o mesmo tema, produzido pelo IGESPAR
Para visitar a Torre de Belém, clica aqui e deixa-te ir... vai valer a pena...
E para visitar o Convento de Cristo, em Tomar, clica aqui.
Não percam esta oportunidade de viajar sem sair de casa... quanto eu daria para usufruir desta tecnologia quando tinha a vossa idade...
Sumário: O Manuelino. Características: estrutura e elementos decorativos.
O Manuelino nasceu durante o reinado de D. João II, no mosteiro de Sta. Maria da Vitória, mais conhecido com o nome de mosteiro da Batalha, mas vai ser durante o reinado do seu sucessor, D. Manuel I, que este estilo se vai desenvolver e consolidar com repercussões na arquitetura, escultura e arte móvel.
Como sabemos, é durante o reinado de D. Manuel que vai ser cumprido o sonho de D. João II de chegar à Índia por mar, feito realizado por Vasco da Gama, em 1498. É ainda neste reinado que, dois anos depois, é descoberto o Brasil. Estes dois acontecimentos marcaram para sempre este reinado e a epopeia dos descobrimentos e da aventura marítima vão refletir-se num estilo de arte especificamente português, chamado Manuelino, derivado do nome Manuel.
Estruturalmente, a arquitetura manuelina é gótica mas com uma profusa e original decoração que recorre a elementos decorativos marítimos, essencialmente, como sejam conchas, bóias, cordas, barcos, corais, algas, redes, instrumentos de navegação, plantas e animais exóticos, seres fantásticos, pinhas e ainda as armas de D. Manuel, a Cruz de Cristo e a esfera armilar, divisa dada por D. João II a D. Manuel.
Os principais edifícios manuelinos são a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e o Convento de Cristo, em Tomar.
Esta aula já está publicada na minha página de recursos, com o nome M - O Manuelino onde podeis, e deveis, consultá-la.
Depois não percam a visita virtual ao Mosteiro dos Jerónimos e o excelente vídeo sobre o mesmo tema, produzido pelo IGESPAR
Para visitar a Torre de Belém, clica aqui e deixa-te ir... vai valer a pena...
E para visitar o Convento de Cristo, em Tomar, clica aqui.
Não percam esta oportunidade de viajar sem sair de casa... quanto eu daria para usufruir desta tecnologia quando tinha a vossa idade...
11ª Aula - A Arte no Renascimento
11ª Aula - A Arte no Renascimento
Sumário: A arte do Renascimento: arquitetura, pintura, escultura. Características e principais autores.
A arquitetura do Renascimento nasceu em Itália, mais concretamente durante a construção da catedral de Santa Maria da Flor, com o arquiteto Brunelleschi, autor da sua magnífica cúpula. Não sendo uma cópia da arquitetura greco-latina, a verdade é que dela transparece uma óbvia inspiração clássica traduzida na utilização de elementos arquitetónicos clássicos como frontões triangulares ou semi-circulares, colunas com capitéis dóricos, jónicos e coríntios, abóbadas de berço, arcos de volta perfeita, cúpulas. Daí podermos apontar, como uma das grandes características da arquitetura do Renascimento, o classicismo, para além da sobriedade, da harmonia, da racionalidade, da horizontalidade e da simetria.
Para além dos elementos arquitetónicos clássicos, os arquitetos renascentistas usaram ainda os frisos, as cornijas, as balaustradas, os óculos, as aletas, as pilastras e as nervuras.
Quanto aos motivos decorativos, são inspirados na natureza, na religião e na mitologia antiga.
Foram grandes arquitetos do Renascimento Brunelleschi, Bramante, Alberti, Vasari, e Miguel Ângelo.
A pintura do Renascimento tem como principais características o realismo, a harmonia, o naturalismo, o equilíbrio na composição com a utilização das composições geométricas, frequentemente em triângulo. Os pintores do Renascimento libertaram a pintura da arquitetura, que passa a valer por si e a ter existência e importância próprias, surgem novas técnicas como a pintura a óleo sobre tela, a técnica do sfumato e a perspetiva.
A temática continua a ser religiosa, mas também mitologia grega, cenas do quotidiano e reaparece o retrato.
Os principais pintores italianos foram Botticelli, Ticiano, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo e Rafael, na Flandres destacaram-se Bruegel e Bosch, na Alemanha Durer e Holbein e, na Espanha, El Greco.
Quanto à escultura, e tal como para a pintura, esta caracteriza-se pelo realismo, harmonia, naturalismo e o grande domínio dos materiais por parte dos escultores. As composições são igualmente geométricas, frequentemente em triângulo e também aqui há a libertação da escultura relativamente à arquitetura.
A temática também é religiosa, usa a mitologia clássica e o Homem: retratos, estátuas de corpo inteiro, bustos, estátuas equestres, nus.
Alguns dos maiores escultores deste período foram Ghiberti, Donatello, Verrochio e Miguel Ângelo.
A apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, pode ser visionada na minha página de recursos pedagógicos, intitulada L - A arte do Renascimento.
E agora deixo-vos com um vídeo, em português, sobre o grande Leonardo da Vinci.
Sumário: A arte do Renascimento: arquitetura, pintura, escultura. Características e principais autores.
A arquitetura do Renascimento nasceu em Itália, mais concretamente durante a construção da catedral de Santa Maria da Flor, com o arquiteto Brunelleschi, autor da sua magnífica cúpula. Não sendo uma cópia da arquitetura greco-latina, a verdade é que dela transparece uma óbvia inspiração clássica traduzida na utilização de elementos arquitetónicos clássicos como frontões triangulares ou semi-circulares, colunas com capitéis dóricos, jónicos e coríntios, abóbadas de berço, arcos de volta perfeita, cúpulas. Daí podermos apontar, como uma das grandes características da arquitetura do Renascimento, o classicismo, para além da sobriedade, da harmonia, da racionalidade, da horizontalidade e da simetria.
Para além dos elementos arquitetónicos clássicos, os arquitetos renascentistas usaram ainda os frisos, as cornijas, as balaustradas, os óculos, as aletas, as pilastras e as nervuras.
Quanto aos motivos decorativos, são inspirados na natureza, na religião e na mitologia antiga.
Foram grandes arquitetos do Renascimento Brunelleschi, Bramante, Alberti, Vasari, e Miguel Ângelo.
A pintura do Renascimento tem como principais características o realismo, a harmonia, o naturalismo, o equilíbrio na composição com a utilização das composições geométricas, frequentemente em triângulo. Os pintores do Renascimento libertaram a pintura da arquitetura, que passa a valer por si e a ter existência e importância próprias, surgem novas técnicas como a pintura a óleo sobre tela, a técnica do sfumato e a perspetiva.
A temática continua a ser religiosa, mas também mitologia grega, cenas do quotidiano e reaparece o retrato.
Os principais pintores italianos foram Botticelli, Ticiano, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo e Rafael, na Flandres destacaram-se Bruegel e Bosch, na Alemanha Durer e Holbein e, na Espanha, El Greco.
Quanto à escultura, e tal como para a pintura, esta caracteriza-se pelo realismo, harmonia, naturalismo e o grande domínio dos materiais por parte dos escultores. As composições são igualmente geométricas, frequentemente em triângulo e também aqui há a libertação da escultura relativamente à arquitetura.
A temática também é religiosa, usa a mitologia clássica e o Homem: retratos, estátuas de corpo inteiro, bustos, estátuas equestres, nus.
Alguns dos maiores escultores deste período foram Ghiberti, Donatello, Verrochio e Miguel Ângelo.
A apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, pode ser visionada na minha página de recursos pedagógicos, intitulada L - A arte do Renascimento.
E agora deixo-vos com um vídeo, em português, sobre o grande Leonardo da Vinci.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Blogues do Ano - Votações Abertas - Dia 2

Como por certo saberão os leitores deste blogue, este História 3º Ciclo, que o ano passado tinha o nome de História 7 e que ficou em primeiro lugar no concurso de Blogues realizado pelo Aventar, está de novo a concurso para eleger o melhor blogue de História do ano de 2012.
Se assim o entenderem, podem votar no meu História 3º Ciclo, inscrito na categoria História, clicando aqui.
Agradecida desde já pelo apoio...
Agradecida desde já pelo apoio...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Happy New Year
Happy New Year
É o que desejo a todos quantos por aqui passarem - alunos, ex-alunos, familiares, amigos... gente conhecida e desconhecida...
É o que desejo a todos quantos por aqui passarem - alunos, ex-alunos, familiares, amigos... gente conhecida e desconhecida...
10ª Aula - O Renascimento
10ª Aula - O Renascimento
Sumário: O Renascimento e a formação da mentalidade moderna. A invenção da imprensa e a difusão do Renascimento.
O termo "renascimento" significa voltar a nascer e é empregue para a história da Europa de finais do século XIV a finais do século XVI, período a que se assistiu a um renascer da cultura clássica, grega e romana. Durante este período o homem descobre-se e ganha confiança em si próprio - individualismo -, valoriza-se - humanismo - descobre o mundo que o rodeia e coloca-se no centro das suas preocupações - antropocentrismo - que substitui uma visão em que Deus assume o papel preponderante, Deus é o centro das preocupações do homem e tudo explica - teocentrismo.
O Renascimento tem o seu início em Florença, Itália, o que se explica por uma série de razões: por um lado, a existência de inúmeros vestígios das culturas clássicas greco-romana por toda a península Itálica, por outro lado as cidades-estado, muitos ricas e poderosas, rivalizavam entre si no sentido de se embelezarem e engrandecerem através das obras dos melhores artistas, o que foi muito feito através da política de mecenato praticada por famílias importantíssimas como os Médicis em Florença, os Sforza em Milão e os papas Júlio II e Leão X em Roma que financiaram as produções artísticas e os artistas deste período. De Itália - Florença, Génova, Roma, Milão e Roma - expandiu-se para a Flandres, França, Inglaterra, Espanha, Portugal. A sua rápida propagação ficou a dever-se ao surgimento da imprensa, em meados do século XV, inventada por Gutemberg, mas também devido ao papel desempenhado por escolas e universidades na divulgação dos novos valores e mentalidade e também devido às viagens e à troca de correspondência entre os humanistas do Renascimento.
O Renascimento refletiu-se na mentalidade, na literatura, na arquitetura, na pintura, na escultura e várias ciências desenvolveram-se muitíssimo como foi o caso da geografia, zoologia, botânica, astronomia, matemática e da medicina, fruto da necessidade sentida pelo homem renascentista de se conhecer a si próprio, de conhecer o mundo que o rodeava - naturalismo -, fruto do surgimento do espírito crítico, da necessidade sentida pelo homem de tudo explicar através da razão - racionalismo- e não através da religião, de Deus. De notar que o homem do Renascimento continua a ser religioso mas já sem colocar Deus no centro das suas preocupações pois no centro das suas preocupações está o próprio Homem.
Como sempre, podem consultar a minha apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, na minha página de recursos pedagógicos, com o nome J - O Renascimento.
E podem ver os vídeos por mim seleccionados a partir dos muitos existentes no Youtube sobre a temática Renascimento.
Sumário: O Renascimento e a formação da mentalidade moderna. A invenção da imprensa e a difusão do Renascimento.
O termo "renascimento" significa voltar a nascer e é empregue para a história da Europa de finais do século XIV a finais do século XVI, período a que se assistiu a um renascer da cultura clássica, grega e romana. Durante este período o homem descobre-se e ganha confiança em si próprio - individualismo -, valoriza-se - humanismo - descobre o mundo que o rodeia e coloca-se no centro das suas preocupações - antropocentrismo - que substitui uma visão em que Deus assume o papel preponderante, Deus é o centro das preocupações do homem e tudo explica - teocentrismo.
O Renascimento tem o seu início em Florença, Itália, o que se explica por uma série de razões: por um lado, a existência de inúmeros vestígios das culturas clássicas greco-romana por toda a península Itálica, por outro lado as cidades-estado, muitos ricas e poderosas, rivalizavam entre si no sentido de se embelezarem e engrandecerem através das obras dos melhores artistas, o que foi muito feito através da política de mecenato praticada por famílias importantíssimas como os Médicis em Florença, os Sforza em Milão e os papas Júlio II e Leão X em Roma que financiaram as produções artísticas e os artistas deste período. De Itália - Florença, Génova, Roma, Milão e Roma - expandiu-se para a Flandres, França, Inglaterra, Espanha, Portugal. A sua rápida propagação ficou a dever-se ao surgimento da imprensa, em meados do século XV, inventada por Gutemberg, mas também devido ao papel desempenhado por escolas e universidades na divulgação dos novos valores e mentalidade e também devido às viagens e à troca de correspondência entre os humanistas do Renascimento.
O Renascimento refletiu-se na mentalidade, na literatura, na arquitetura, na pintura, na escultura e várias ciências desenvolveram-se muitíssimo como foi o caso da geografia, zoologia, botânica, astronomia, matemática e da medicina, fruto da necessidade sentida pelo homem renascentista de se conhecer a si próprio, de conhecer o mundo que o rodeava - naturalismo -, fruto do surgimento do espírito crítico, da necessidade sentida pelo homem de tudo explicar através da razão - racionalismo- e não através da religião, de Deus. De notar que o homem do Renascimento continua a ser religioso mas já sem colocar Deus no centro das suas preocupações pois no centro das suas preocupações está o próprio Homem.
Como sempre, podem consultar a minha apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, na minha página de recursos pedagógicos, com o nome J - O Renascimento.
E podem ver os vídeos por mim seleccionados a partir dos muitos existentes no Youtube sobre a temática Renascimento.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz Natal
Fotografia de Eugénio Queiroz
Desejo um Feliz Natal a todos quantos por aqui passarem.
Fiquem muito bem!
E deixo beijinhos muito especiais a todos os meus alunos... até um dia destes...
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
9ª Aula - O Comércio à Escala Mundial
9ª Aula - O Comércio à Escala Mundial
Sumário: O comércio à escala mundial. As novas rotas do comércio intercontinental. A circulação de produtos e pessoas.
Como sabeis, a matéria desta aula é a última que sairá no próximo teste de avaliação. Assim sendo, tereis quatro apresentações em PowerPoint, da F à I que correspondem, no vosso manual, à matéria da página 36 à 46. Como veem, a matéria não é muita por isso aproveitem para estudar tudo de fio a pavio, para conseguirem alcançar os melhores resultados possíveis. Qualquer dúvida... sabeis bem onde me encontrar...
E agora vamos lá à aula... mais uma vez... agora por aqui.
Como estais lembrados, iniciámos a aula pela exploração do primeiro ponto do sumário "O comércio à escala mundial", que surge somente em consequência da expansão portuguesa e espanhola, decorrente dos descobrimentos de terras, algumas completamente desconhecidas até então como foi o caso da América e da abertura das rotas do Atlântico que ligavam a Europa ao continente americano, outras rotas foram criadas e ligaram continentes nunca antes ligados por mar, caso da abertura da Rota do Cabo que finalmente ligou Portugal à Índia e ainda de rotas do extremo oriente e, no Pacífico, convém não esquecer a Rota de Manila.
O mundo ficou irremediavelmente ligado por laços comerciais que aproximaram continentes e terras distantes, muitos deles(as) desconhecidos(as), levando e trazendo plantas e animais que vão sendo introduzidos, alguns com muito êxito, por vezes em paragens muito diferentes das originais.
No século XVI, as cidades de Lisboa e Sevilha são importantes centros de comércio, muito cosmopolitas e poderosas. Outro pólo importante de comércio era a Flandres e entre 1499 e 1548 Portugal teve uma importante feitoria na cidade de Antuérpia já que era a partir desta cidade, também poderosa e rica, que os artigos provindos da Europa do sul eram distribuídos para a Europa do norte e do centro.
A Europa passou a explorar o mundo e a lucrar com este comércio. Do continente americano chegava o ouro, a prata, a batata, o ananás, o milho, o pimento, o tomate, os animais exóticos, o cacau... da Ásia chegavam as especiarias, os tecidos, o chá, os móveis, as pérolas... de África partem os escravos negros com destino ao continente americano, para as plantações e engenhos de açúcar e para a Europa, e ainda o marfim, o ouro, a malagueta. Em África e na Ásia estabeleceram-se feitorias, colonizou-se e explorou-se o continente americano.
Com este movimento expansionista, as rotas comerciais, anteriormente dominadas pelos muçulmanos e comerciantes das cidades estado italianas, entraram em decadência e o comércio deixou de ser dominado por cidades e passou a ser dominado por nações, que se tornam poderosíssimas. As rotas comerciais ligaram, pela primeira vez, quatro continentes - Europa, Ásia, África e América -enriquecendo a burguesia europeia e o centro do comércio deslocou-se do Mediterrâneo para o Atlântico. Os escravos negros chegavam em grande numero ao continente americano e os índios foram, em grande parte, exterminados devido à ocupação espanhola, muito rápida devido ao uso das armas de fogo e dos cavalos e também muito violenta, e até devido à gripe, cujo vírus era inexistente até os europeus chegarem a este continente. Fernando Cortez foi o conquistador que conquistou o império asteca, entre 1519 e 1521. Os astecas eram politeístas e excelentes escultores, ourives e conheciam a metalurgia do bronze. Os Maias foram importantes construtores de pirâmides, eram politeístas e tinham grandes conhecimentos de matemática e astronomia. Francisco Pizarro, entre 1531 e 1533, aniquilou o império Inca, mergulhado, à época numa violenta e sangrenta guerra civil. Os incas eram igualmente politeístas, não conheciam a escrita, eram construtores de cidades, excelentes ourives, tinham conhecimentos de matemática e de medicina.
Destas deslocações de população e contactos ou cruzamentos entre povos tão diversos resultou a miscigenação, a mistura entre eles e a aculturação dos povos indígenas já que a cultura europeia, mais forte, se impôs um pouco por todo o mundo em detrimento de outras culturas locais.
A apresentação ao PowerPoint desta aula pode ser consultada na minha página de recursos com o nome I - O comércio à escala mundial.
Deixo-vos também um excelente documentário da BBC sobre a escravatura no Brasil.
E deixo-vos um link de uma fotografia muito especial, de Machu Picchu, aqui. Explorem a fotografia. Sintam-se lá... também se viaja por aqui...
Sumário: O comércio à escala mundial. As novas rotas do comércio intercontinental. A circulação de produtos e pessoas.
Como sabeis, a matéria desta aula é a última que sairá no próximo teste de avaliação. Assim sendo, tereis quatro apresentações em PowerPoint, da F à I que correspondem, no vosso manual, à matéria da página 36 à 46. Como veem, a matéria não é muita por isso aproveitem para estudar tudo de fio a pavio, para conseguirem alcançar os melhores resultados possíveis. Qualquer dúvida... sabeis bem onde me encontrar...
E agora vamos lá à aula... mais uma vez... agora por aqui.
Como estais lembrados, iniciámos a aula pela exploração do primeiro ponto do sumário "O comércio à escala mundial", que surge somente em consequência da expansão portuguesa e espanhola, decorrente dos descobrimentos de terras, algumas completamente desconhecidas até então como foi o caso da América e da abertura das rotas do Atlântico que ligavam a Europa ao continente americano, outras rotas foram criadas e ligaram continentes nunca antes ligados por mar, caso da abertura da Rota do Cabo que finalmente ligou Portugal à Índia e ainda de rotas do extremo oriente e, no Pacífico, convém não esquecer a Rota de Manila.
O mundo ficou irremediavelmente ligado por laços comerciais que aproximaram continentes e terras distantes, muitos deles(as) desconhecidos(as), levando e trazendo plantas e animais que vão sendo introduzidos, alguns com muito êxito, por vezes em paragens muito diferentes das originais.
No século XVI, as cidades de Lisboa e Sevilha são importantes centros de comércio, muito cosmopolitas e poderosas. Outro pólo importante de comércio era a Flandres e entre 1499 e 1548 Portugal teve uma importante feitoria na cidade de Antuérpia já que era a partir desta cidade, também poderosa e rica, que os artigos provindos da Europa do sul eram distribuídos para a Europa do norte e do centro.
A Europa passou a explorar o mundo e a lucrar com este comércio. Do continente americano chegava o ouro, a prata, a batata, o ananás, o milho, o pimento, o tomate, os animais exóticos, o cacau... da Ásia chegavam as especiarias, os tecidos, o chá, os móveis, as pérolas... de África partem os escravos negros com destino ao continente americano, para as plantações e engenhos de açúcar e para a Europa, e ainda o marfim, o ouro, a malagueta. Em África e na Ásia estabeleceram-se feitorias, colonizou-se e explorou-se o continente americano.
Com este movimento expansionista, as rotas comerciais, anteriormente dominadas pelos muçulmanos e comerciantes das cidades estado italianas, entraram em decadência e o comércio deixou de ser dominado por cidades e passou a ser dominado por nações, que se tornam poderosíssimas. As rotas comerciais ligaram, pela primeira vez, quatro continentes - Europa, Ásia, África e América -enriquecendo a burguesia europeia e o centro do comércio deslocou-se do Mediterrâneo para o Atlântico. Os escravos negros chegavam em grande numero ao continente americano e os índios foram, em grande parte, exterminados devido à ocupação espanhola, muito rápida devido ao uso das armas de fogo e dos cavalos e também muito violenta, e até devido à gripe, cujo vírus era inexistente até os europeus chegarem a este continente. Fernando Cortez foi o conquistador que conquistou o império asteca, entre 1519 e 1521. Os astecas eram politeístas e excelentes escultores, ourives e conheciam a metalurgia do bronze. Os Maias foram importantes construtores de pirâmides, eram politeístas e tinham grandes conhecimentos de matemática e astronomia. Francisco Pizarro, entre 1531 e 1533, aniquilou o império Inca, mergulhado, à época numa violenta e sangrenta guerra civil. Os incas eram igualmente politeístas, não conheciam a escrita, eram construtores de cidades, excelentes ourives, tinham conhecimentos de matemática e de medicina.
Destas deslocações de população e contactos ou cruzamentos entre povos tão diversos resultou a miscigenação, a mistura entre eles e a aculturação dos povos indígenas já que a cultura europeia, mais forte, se impôs um pouco por todo o mundo em detrimento de outras culturas locais.
A apresentação ao PowerPoint desta aula pode ser consultada na minha página de recursos com o nome I - O comércio à escala mundial.
Deixo-vos também um excelente documentário da BBC sobre a escravatura no Brasil.
E deixo-vos um link de uma fotografia muito especial, de Machu Picchu, aqui. Explorem a fotografia. Sintam-se lá... também se viaja por aqui...
terça-feira, 20 de novembro de 2012
8ª Aula - O Achamento do Brasil
8ª Aula - O Achamento do Brasil
Sumário: O achamento do Brasil. A exploração inicial. O sistema de capitanias. O governo geral.
Meus queridos alunos,
como já sabemos, depois da descoberta do caminho marítimo para a Índia, o nosso rei D. Manuel I organizou uma poderosa armada, composta por 13 embarcações, para instalar uma feitoria em Calecute. A armada, comandada por Pedro Álvares Cabral, saiu de Lisboa a 9 de março de 1500 e no dia 22 de abril avistaram terra batizando-a de Terras de Vera Cruz. Desembarcaram em Porto Seguro, no atual estado da Bahia, onde permaneceram uns dias, contactando, pela primeira vez, com os índios Tupis. Pêro Vaz de Caminha retrata estes dias muito pormenorizadamente na sua carta/diário de bordo. Aqui foi rezada a primeira missa, a 26 de abril de 1500, posteriormente uma embarcação regressou a Lisboa para dar a boa nova ao rei D. Manuel e a restante frota levantou âncora em direção à Índia deixando em solo brasileiro dois condenados e dois grumetes, estes últimos fugidos durante a noite, desconhecendo-se o que lhes aconteceu. No Cabo da Boa Esperança, a armada lutou contra uma violenta tempestade tendo-se perdido quatro navios, entre os quais a embarcação comandada por Bartolomeu Dias que assim perdeu a vida no cabo por si dobrado doze anos antes. Em 1501 regressaram a Lisboa seis navios carregados de riquezas.
Em 1502, D. Manuel alugou esta terra, por 4 mil cruzados, a um grupo de cristão-novos liderados por Fernão de Noronha que tinham por obrigação explorarem 300 léguas de costa ao ano e por sua vez tinham o direito de a explorar economicamente. Exploraram os animais exóticos, catatuas, macacos, peles e, principalmente o pau-brasil, tão abundante que daria nome ao novo território sobrepondo-se ao original.
A partir de 1530, já com D. João III, o interesse pelo Brasil intensifica-se devido à decadência do comércio com o oriente e em 1534 o rei divide o território em 15 capitanias atribuídas a doze capitães-donatários que, em troca do pagamento de impostos e da obrigação de explorar e povoar o território, detêm o poder judicial e administrativo sobre o mesmo e exploram-no economicamente.
O sistema de capitanias não vigora muitos anos devido a problemas diversos, nomeadamente pelas desigualdades de poderes e riquezas entre os vários capitais donatários, os ataques de piratas franceses e os ataques dos ameríndios e em 1549, D. João III aboliu o sistema de capitanias e nomeou um governo-geral para o Brasil que se pretende mais eficaz e nomeia Tomé de Souza como primeiro governador geral do Brasil. Viajou com trezentos colonos, trezentos soldados, quatrocentos degredados e seis padres jesuítas. A ele se deve a fundação da cidade de S. Salvador da Bahia que foi, até 1763, a capital do Brasil.
A partir de meados do século XVI, a exploração do açúcar intensificou-se traduzindo-se em extensas plantações de cana-de-açúcar onde o trabalho era escravo, predominantemente negro, de negros adquiridos pelo portugueses no continente africano e vendidos no Brasil aos fazendeiros donos das plantações e dos engenhos de açúcar. Entre o século XVI e XVII o açúcar foi o principal produto exportado pelo Brasil.
Os jesuítas desempenharam um importantíssimo papel na organização, no povoamento do Brasil, na alfabetização, na cristianização e na proteção dos índios brasileiros.
A partir do século XVII, devemos um cada vez maior conhecimento do Brasil aos bandeirantes que, penetrando para o interior do território à procura de índios para escravizar e de metais preciosos como o ouro, contribuíram para o conhecimento deste território vastíssimo, que hoje constitui um país independente, chamado Brasil.
Deixo-vos a apresentação em PowerPoint que já explorámos em contexto de sala de aula e que podem consultar na minha página de recursos com o nome H - O Achamento do Brasil.
Deixo-vos ainda os vídeos já selecionados do Youtube sobre a descoberta do Brasil...
... e uma adaptação, muito bonita, da Carta de Pêro Vaz de Caminha.
... e ainda sobre a exploração do Brasil
Estudem. Não se descuidem! Dentro em breve teremos de novo teste de avaliação.
Sumário: O achamento do Brasil. A exploração inicial. O sistema de capitanias. O governo geral.
Meus queridos alunos,
como já sabemos, depois da descoberta do caminho marítimo para a Índia, o nosso rei D. Manuel I organizou uma poderosa armada, composta por 13 embarcações, para instalar uma feitoria em Calecute. A armada, comandada por Pedro Álvares Cabral, saiu de Lisboa a 9 de março de 1500 e no dia 22 de abril avistaram terra batizando-a de Terras de Vera Cruz. Desembarcaram em Porto Seguro, no atual estado da Bahia, onde permaneceram uns dias, contactando, pela primeira vez, com os índios Tupis. Pêro Vaz de Caminha retrata estes dias muito pormenorizadamente na sua carta/diário de bordo. Aqui foi rezada a primeira missa, a 26 de abril de 1500, posteriormente uma embarcação regressou a Lisboa para dar a boa nova ao rei D. Manuel e a restante frota levantou âncora em direção à Índia deixando em solo brasileiro dois condenados e dois grumetes, estes últimos fugidos durante a noite, desconhecendo-se o que lhes aconteceu. No Cabo da Boa Esperança, a armada lutou contra uma violenta tempestade tendo-se perdido quatro navios, entre os quais a embarcação comandada por Bartolomeu Dias que assim perdeu a vida no cabo por si dobrado doze anos antes. Em 1501 regressaram a Lisboa seis navios carregados de riquezas.
Em 1502, D. Manuel alugou esta terra, por 4 mil cruzados, a um grupo de cristão-novos liderados por Fernão de Noronha que tinham por obrigação explorarem 300 léguas de costa ao ano e por sua vez tinham o direito de a explorar economicamente. Exploraram os animais exóticos, catatuas, macacos, peles e, principalmente o pau-brasil, tão abundante que daria nome ao novo território sobrepondo-se ao original.
A partir de 1530, já com D. João III, o interesse pelo Brasil intensifica-se devido à decadência do comércio com o oriente e em 1534 o rei divide o território em 15 capitanias atribuídas a doze capitães-donatários que, em troca do pagamento de impostos e da obrigação de explorar e povoar o território, detêm o poder judicial e administrativo sobre o mesmo e exploram-no economicamente.
O sistema de capitanias não vigora muitos anos devido a problemas diversos, nomeadamente pelas desigualdades de poderes e riquezas entre os vários capitais donatários, os ataques de piratas franceses e os ataques dos ameríndios e em 1549, D. João III aboliu o sistema de capitanias e nomeou um governo-geral para o Brasil que se pretende mais eficaz e nomeia Tomé de Souza como primeiro governador geral do Brasil. Viajou com trezentos colonos, trezentos soldados, quatrocentos degredados e seis padres jesuítas. A ele se deve a fundação da cidade de S. Salvador da Bahia que foi, até 1763, a capital do Brasil.
A partir de meados do século XVI, a exploração do açúcar intensificou-se traduzindo-se em extensas plantações de cana-de-açúcar onde o trabalho era escravo, predominantemente negro, de negros adquiridos pelo portugueses no continente africano e vendidos no Brasil aos fazendeiros donos das plantações e dos engenhos de açúcar. Entre o século XVI e XVII o açúcar foi o principal produto exportado pelo Brasil.
Os jesuítas desempenharam um importantíssimo papel na organização, no povoamento do Brasil, na alfabetização, na cristianização e na proteção dos índios brasileiros.
A partir do século XVII, devemos um cada vez maior conhecimento do Brasil aos bandeirantes que, penetrando para o interior do território à procura de índios para escravizar e de metais preciosos como o ouro, contribuíram para o conhecimento deste território vastíssimo, que hoje constitui um país independente, chamado Brasil.
Deixo-vos a apresentação em PowerPoint que já explorámos em contexto de sala de aula e que podem consultar na minha página de recursos com o nome H - O Achamento do Brasil.
Deixo-vos ainda os vídeos já selecionados do Youtube sobre a descoberta do Brasil...
... e uma adaptação, muito bonita, da Carta de Pêro Vaz de Caminha.
... e ainda sobre a exploração do Brasil
Estudem. Não se descuidem! Dentro em breve teremos de novo teste de avaliação.
domingo, 18 de novembro de 2012
7ª Aula - A Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia
7ª Aula - A Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia
Sumário: A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. O governo dos vice reis e o império português do Oriente.
Estão lembrados que iniciámos a aula relembrando que os portugueses visavam, com a abertura do caminho marítimo para a Índia, o enfraquecimento do poder muçulmano, porque detentor das rotas terrestres que atravessavam a Ásia e que colocava os produtos de luxo vindos do Oriente no Mediterrâneo, ao mesmo tempo os portugueses propunham-se trazer esses mesmo produtos, principalmente as tão cobiçadas especiarias, para a Europa, diretamente por mar, através de uma rota que ligasse o Atlântico ao Índico.
No dia 8 de Julho de 1497, saiu do Restelo uma armada composta por duas naus, uma caravela e um barco de mantimentos. Depois de fazerem escala nas Canárias, em Cabo Verde, na ilha de Santa Helena, passaram o cabo da Boa Esperança e navegaram no Índico, passando por Moçambique, Mombaça e Melinde. Aqui embarcaram um piloto experimentado na navegação no Índico que os guiou até Calecute, na Índia, cidade onde os portugueses desembarcaram em 28 de Maio de 1498, cidade que se revelaria muito cosmopolita e muito movimentada em pessoas e mercadorias, tais como pérolas, sedas, especiarias, porcelanas finas e pedras preciosas. Em Agosto de 1499 os primeiros sobreviventes começaram a chegar a Lisboa, cumprindo uma dura missão - estava finalmente aberta a Rota do Cabo cumprindo-se o sonho de D. João II, de chegar à Índia por mar.
Estas viagens, muito demoradas, eram complicadas de realizar devido à falta de condições de higiene a bordo e à carência de alimentos e de água potável que muitas vezes se fazia sentir. Doenças como o tifo, a tuberculose e o escorbuto, atacavam as tripulações e dizimavam-nas para além destes marinheiros terem de enfrentar as tempestades mais violentas para, não raro, encontrarem sepultura no mar.
Em 1503 foi construída a Casa da Índia, em Lisboa, onde vão passar a chegar os produtos do oriente, tão cobiçados na Europa.
Em 1505 D. Francisco de Almeida vai para a Índia como primeiro vice rei. Defende uma política de domínio no oceano Índico e para isso vai organizar uma poderosa armada que se vai impor neste oceano. Em 1509, D. Afonso de Albuquerque, o segundo vice rei, vai implementar uma política de conquista de praças em terra. Conquista Goa, na Índia, em 1510, Malaca, na península da Malásia, em 1511 e Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico, em 1515. Goa vai transformar-se na capital do império português do oriente.
Até 1570, o comércio, realizado através da rota do Cabo, foi monopólio da coroa portuguesa e, durante um século, as riquezas vindas do oriente alimentaram os luxos da coroa e do reino, transformando Portugal numa poderosa nação mercantil, apoiada numa vasta rede de fortalezas e feitorias. Até 1525, Portugal foi mesmo a mais poderosa nação mercantil do mundo.
A política oficial incentivava os portugueses a misturarem-se com as indianas promovendo, deste modo, a miscigenação entre populações de dois continentes tão diferentes e diversos.
Os missionários desempenharam um importante papel na cristianização das populações locais, aqui mais resistentes à mensagem do cristianismo devido às grandes e poderosas religiões professadas como o hinduísmo, o budismo e o islamismo já bem implantados entre os habitantes desta parte do continente asiático. A partir de 1541 os Jesuítas desempenharam um importantíssimo papel, tendo-se destacado, na sua ação evangelizadora, S. Francisco Xavier.
A apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, encontra-se na minha página de recursos com o nome G - A descoberta do caminho marítimo para a Índia. Podem e devem consultá-la.
Deixo-vos, entretanto, um pequeno vídeo, em inglês para vocês o treinarem, sobre a vida e obra de Vasco da Gama, este intrépido navegador que mudou o curso da história.
Deixo-vos também dois episódios das antigas aulas da Telescola, da série Portugal no Tempo das Descobertas, sobre a viagem de Vasco da Gama para a Índia, sobre a descoberta do Brasil, por Pedro Álvares Cabral e sobre a exploração de África, Índia e Brasil.
Sumário: A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. O governo dos vice reis e o império português do Oriente.
Estão lembrados que iniciámos a aula relembrando que os portugueses visavam, com a abertura do caminho marítimo para a Índia, o enfraquecimento do poder muçulmano, porque detentor das rotas terrestres que atravessavam a Ásia e que colocava os produtos de luxo vindos do Oriente no Mediterrâneo, ao mesmo tempo os portugueses propunham-se trazer esses mesmo produtos, principalmente as tão cobiçadas especiarias, para a Europa, diretamente por mar, através de uma rota que ligasse o Atlântico ao Índico.
No dia 8 de Julho de 1497, saiu do Restelo uma armada composta por duas naus, uma caravela e um barco de mantimentos. Depois de fazerem escala nas Canárias, em Cabo Verde, na ilha de Santa Helena, passaram o cabo da Boa Esperança e navegaram no Índico, passando por Moçambique, Mombaça e Melinde. Aqui embarcaram um piloto experimentado na navegação no Índico que os guiou até Calecute, na Índia, cidade onde os portugueses desembarcaram em 28 de Maio de 1498, cidade que se revelaria muito cosmopolita e muito movimentada em pessoas e mercadorias, tais como pérolas, sedas, especiarias, porcelanas finas e pedras preciosas. Em Agosto de 1499 os primeiros sobreviventes começaram a chegar a Lisboa, cumprindo uma dura missão - estava finalmente aberta a Rota do Cabo cumprindo-se o sonho de D. João II, de chegar à Índia por mar.
Estas viagens, muito demoradas, eram complicadas de realizar devido à falta de condições de higiene a bordo e à carência de alimentos e de água potável que muitas vezes se fazia sentir. Doenças como o tifo, a tuberculose e o escorbuto, atacavam as tripulações e dizimavam-nas para além destes marinheiros terem de enfrentar as tempestades mais violentas para, não raro, encontrarem sepultura no mar.
Em 1503 foi construída a Casa da Índia, em Lisboa, onde vão passar a chegar os produtos do oriente, tão cobiçados na Europa.
Em 1505 D. Francisco de Almeida vai para a Índia como primeiro vice rei. Defende uma política de domínio no oceano Índico e para isso vai organizar uma poderosa armada que se vai impor neste oceano. Em 1509, D. Afonso de Albuquerque, o segundo vice rei, vai implementar uma política de conquista de praças em terra. Conquista Goa, na Índia, em 1510, Malaca, na península da Malásia, em 1511 e Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico, em 1515. Goa vai transformar-se na capital do império português do oriente.
Até 1570, o comércio, realizado através da rota do Cabo, foi monopólio da coroa portuguesa e, durante um século, as riquezas vindas do oriente alimentaram os luxos da coroa e do reino, transformando Portugal numa poderosa nação mercantil, apoiada numa vasta rede de fortalezas e feitorias. Até 1525, Portugal foi mesmo a mais poderosa nação mercantil do mundo.
A política oficial incentivava os portugueses a misturarem-se com as indianas promovendo, deste modo, a miscigenação entre populações de dois continentes tão diferentes e diversos.
Os missionários desempenharam um importante papel na cristianização das populações locais, aqui mais resistentes à mensagem do cristianismo devido às grandes e poderosas religiões professadas como o hinduísmo, o budismo e o islamismo já bem implantados entre os habitantes desta parte do continente asiático. A partir de 1541 os Jesuítas desempenharam um importantíssimo papel, tendo-se destacado, na sua ação evangelizadora, S. Francisco Xavier.
A apresentação em PowerPoint, já explorada em contexto de sala de aula, encontra-se na minha página de recursos com o nome G - A descoberta do caminho marítimo para a Índia. Podem e devem consultá-la.
Deixo-vos, entretanto, um pequeno vídeo, em inglês para vocês o treinarem, sobre a vida e obra de Vasco da Gama, este intrépido navegador que mudou o curso da história.
Deixo-vos também dois episódios das antigas aulas da Telescola, da série Portugal no Tempo das Descobertas, sobre a viagem de Vasco da Gama para a Índia, sobre a descoberta do Brasil, por Pedro Álvares Cabral e sobre a exploração de África, Índia e Brasil.
sábado, 17 de novembro de 2012
6ª Aula - A Exploração da Costa Ocidental Africana e os Antecedentes da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia.
6ª Aula - A Exploração da Costa Ocidental Africana e os Antecedentes da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia
Sumário: A exploração da costa ocidental africana e o contrato de arrendamento entre D. Afonso V e Fernão Gomes.
Antecedentes da descoberta do caminho marítimo para a Índia.
A descoberta da América por Cristóvão Colombo. O Tratado de Tordesilhas.
Como já vimos em contexto de sala de aula, D. Afonso V, o Africano, sobiu ao trono em 1448. Em 1456 é descoberto o arquipélago de Cabo Verde mas D. Afonso V vai privilegiar uma política de conquistas no norte de África - conquista Alcácer Ceguer em 1458, Anafé em 1464, Arzila, onde o príncipe D. João, futuro D. João II, é armado cavaleiro, Tânger e Larache em 1471. No entanto não descura completamente a exploração da costa africana e, neste sentido, em 1469, D. Afonso V fez um contrato de arrendamento e de exploração, da costa ocidental africana, com Fernão Gomes, um rico mercador de Lisboa, pelo período de 5 anos. Fernão Gomes ficava obrigado a pagar 200 mil réis por ano e a descobrir, por cada ano de contrato, cem léguas para sul reservando para si, em troca, o comércio nessa zona em regime de monopólio. Este contrato revelou-se um êxito tal que foi alargado por mais um ano e durante a sua vigência foi explorada a costa africana do Golfo da Guiné ao Golfo de Santa Catarina, incluindo a rica região da Mina.
Entretanto, em 1479, foi assinado o Tratado das Alcáçovas entre Portugal e Castela que estipulava que Castela ficava com a posse do arquipélago das Canárias e Portugal ficava com os arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo Verde e com a exploração e descobertas a sul das Canárias.
O rei D. João II, (1481-1495), filho de D. Afonso V, já governava o país nos últimos anos do reinado do seu pai mas só em 1481, após a sua morte, sobiu ao trono como Rei de Portugal.
Em 1482 começou a ser construída a feitoria de S. Jorge da Mina, atual Gana, que, ao entrar em funcionamento assegurando o comércio do ouro, escravos, malagueta e do marfim, provocou o declínio da feitoria de Arguim, mais a norte, na atual Mauritânia.
Entre 1482 e 1483, Diogo Cão explorou a costa ocidental africana até ao rio Zaire, explorou parte do percurso deste rio e regressou ao reino para voltar a encetar uma nova viagem inda mais para sul, 1485/86, que o levaria à exploração da costa de Angola e da Namíbia.
Em 1487, Pêro da Covilhã explorou parte do oceano Índico e da costa oriental africana e em 1488 Bartolomeu Dias passou o cabo das Tormentas, posteriormente cabo da Boa Esperança e abriu, finalmente, a passagem para o oceano Índico - era possível chegar à Índia por mar!
Entretanto Cristóvão Colombo apresentou a D. João II o plano de chegar à Índia por mar, navegando para ocidente, mas D. João II não o aceitou. Cristóvão Colombo vai acabar por o apresentar aos reis católicos de Espanha, Isabel e Fernando, que vão financiar a viagem. Cristóvão Colombo avistou as atuais Bahamas em 1492, desembarcou em La Hispaniola, atual Haiti e em Cuba tendo regressado a Espanha em 1493.
D. João II, com base no Tratado das Alcáçovas, reivindicou o território descoberto por Colombo e tornou-se necessário fazer um novo tratado que pusesse fim à disputa pelo novo território descoberto.
D. João II negociou e assinou o Tratado de Tordesilhas que instituiu o princípio do "Mare Clausum", mar fechado à navegação para além da espanhola e portuguesa e que estipulava que o mundo ficava dividido em duas zonas de influência por um meridiano que passava a 370 léguas a oeste de Cabo Verde e que as terras descobertas ou a descobrir a oeste deste meridiano seriam pertença de Castela e as terras descobertas ou a descobrir a oriente deste meridiano seriam pertença de Portugal.
Com este tratado, habilmente negociado por D. João II, Portugal reservou para si a exploração do caminho marítimo para a Índia e o Brasil, matéria reservada às duas próximas aulas.
A apresentação em PowerPoint está publicada na minha página de recursos com o nome de F- A exploração da costa ocidental africana e os antecedentes da descoberta do caminho marítimo para a Índia. Consultem-na! Façam os trabalhos de casa!
Aproveitem para rever a parte final do vídeo 10 - Portugal no tempo das descobertas, publicado na aula nº 4.
E para quem quiser aprofundar os conhecimentos sobre caravelas, naus e galeões... melhorando a nossa auto-estima, já agora...
Sumário: A exploração da costa ocidental africana e o contrato de arrendamento entre D. Afonso V e Fernão Gomes.
Antecedentes da descoberta do caminho marítimo para a Índia.
A descoberta da América por Cristóvão Colombo. O Tratado de Tordesilhas.
Como já vimos em contexto de sala de aula, D. Afonso V, o Africano, sobiu ao trono em 1448. Em 1456 é descoberto o arquipélago de Cabo Verde mas D. Afonso V vai privilegiar uma política de conquistas no norte de África - conquista Alcácer Ceguer em 1458, Anafé em 1464, Arzila, onde o príncipe D. João, futuro D. João II, é armado cavaleiro, Tânger e Larache em 1471. No entanto não descura completamente a exploração da costa africana e, neste sentido, em 1469, D. Afonso V fez um contrato de arrendamento e de exploração, da costa ocidental africana, com Fernão Gomes, um rico mercador de Lisboa, pelo período de 5 anos. Fernão Gomes ficava obrigado a pagar 200 mil réis por ano e a descobrir, por cada ano de contrato, cem léguas para sul reservando para si, em troca, o comércio nessa zona em regime de monopólio. Este contrato revelou-se um êxito tal que foi alargado por mais um ano e durante a sua vigência foi explorada a costa africana do Golfo da Guiné ao Golfo de Santa Catarina, incluindo a rica região da Mina.
Entretanto, em 1479, foi assinado o Tratado das Alcáçovas entre Portugal e Castela que estipulava que Castela ficava com a posse do arquipélago das Canárias e Portugal ficava com os arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo Verde e com a exploração e descobertas a sul das Canárias.
O rei D. João II, (1481-1495), filho de D. Afonso V, já governava o país nos últimos anos do reinado do seu pai mas só em 1481, após a sua morte, sobiu ao trono como Rei de Portugal.
Em 1482 começou a ser construída a feitoria de S. Jorge da Mina, atual Gana, que, ao entrar em funcionamento assegurando o comércio do ouro, escravos, malagueta e do marfim, provocou o declínio da feitoria de Arguim, mais a norte, na atual Mauritânia.
Entre 1482 e 1483, Diogo Cão explorou a costa ocidental africana até ao rio Zaire, explorou parte do percurso deste rio e regressou ao reino para voltar a encetar uma nova viagem inda mais para sul, 1485/86, que o levaria à exploração da costa de Angola e da Namíbia.
Em 1487, Pêro da Covilhã explorou parte do oceano Índico e da costa oriental africana e em 1488 Bartolomeu Dias passou o cabo das Tormentas, posteriormente cabo da Boa Esperança e abriu, finalmente, a passagem para o oceano Índico - era possível chegar à Índia por mar!
Entretanto Cristóvão Colombo apresentou a D. João II o plano de chegar à Índia por mar, navegando para ocidente, mas D. João II não o aceitou. Cristóvão Colombo vai acabar por o apresentar aos reis católicos de Espanha, Isabel e Fernando, que vão financiar a viagem. Cristóvão Colombo avistou as atuais Bahamas em 1492, desembarcou em La Hispaniola, atual Haiti e em Cuba tendo regressado a Espanha em 1493.
D. João II, com base no Tratado das Alcáçovas, reivindicou o território descoberto por Colombo e tornou-se necessário fazer um novo tratado que pusesse fim à disputa pelo novo território descoberto.
D. João II negociou e assinou o Tratado de Tordesilhas que instituiu o princípio do "Mare Clausum", mar fechado à navegação para além da espanhola e portuguesa e que estipulava que o mundo ficava dividido em duas zonas de influência por um meridiano que passava a 370 léguas a oeste de Cabo Verde e que as terras descobertas ou a descobrir a oeste deste meridiano seriam pertença de Castela e as terras descobertas ou a descobrir a oriente deste meridiano seriam pertença de Portugal.
Com este tratado, habilmente negociado por D. João II, Portugal reservou para si a exploração do caminho marítimo para a Índia e o Brasil, matéria reservada às duas próximas aulas.
A apresentação em PowerPoint está publicada na minha página de recursos com o nome de F- A exploração da costa ocidental africana e os antecedentes da descoberta do caminho marítimo para a Índia. Consultem-na! Façam os trabalhos de casa!
Aproveitem para rever a parte final do vídeo 10 - Portugal no tempo das descobertas, publicado na aula nº 4.
E para quem quiser aprofundar os conhecimentos sobre caravelas, naus e galeões... melhorando a nossa auto-estima, já agora...
sábado, 10 de novembro de 2012
Aviso - Aulas
Aviso - Aulas
Meus queridos alunos,
conforme prometido, deixo-vos as duas últimas aulas já lecionadas e exploradas em contexto de sala de aula, publicadas com os nomes de F - A exploração da costa ocidental africana e os antecedentes da descoberta do caminho marítimo para a Índia e G - A descoberta do caminho marítimo para a Índia.
Entretanto, sabeis que nós professores andamos com reuniões intercalares na escola e eu tenho os vossos testes e portefólios todos para corrigir de fio a pavio... isto para vos dizer que os meus dias precisavam de ter 48 horas e não têm e que, por isso, as aulas aqui no blogue ainda vão ter de esperar um pouquito mais...
Desejo-vos um excelente trabalho e um excelente fim de semana!
Meus queridos alunos,
conforme prometido, deixo-vos as duas últimas aulas já lecionadas e exploradas em contexto de sala de aula, publicadas com os nomes de F - A exploração da costa ocidental africana e os antecedentes da descoberta do caminho marítimo para a Índia e G - A descoberta do caminho marítimo para a Índia.
Entretanto, sabeis que nós professores andamos com reuniões intercalares na escola e eu tenho os vossos testes e portefólios todos para corrigir de fio a pavio... isto para vos dizer que os meus dias precisavam de ter 48 horas e não têm e que, por isso, as aulas aqui no blogue ainda vão ter de esperar um pouquito mais...
Desejo-vos um excelente trabalho e um excelente fim de semana!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Aviso
Aviso
A matéria para o teste sai da apresentação A até à apresentação E. No entanto, acrescentei ainda o contrato de arrendamento realizado entre D. Afonso V e Fernão Gomes, que vocês deverão estudar pelo livro.
Bom trabalho! Estudem!
E já sabem, para qualquer dúvida, estou ao vosso dispor.
A matéria para o teste sai da apresentação A até à apresentação E. No entanto, acrescentei ainda o contrato de arrendamento realizado entre D. Afonso V e Fernão Gomes, que vocês deverão estudar pelo livro.
Bom trabalho! Estudem!
E já sabem, para qualquer dúvida, estou ao vosso dispor.
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