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terça-feira, 16 de outubro de 2012

3ª Aula - Condicionalismos da Expansão

3º Aula - Condicionalismos da Expansão

Sumário: Os condicionalismos da expansão europeia e a busca de novas rotas comerciais. Condições da prioridade portuguesa na expansão europeia.

A partir do século XV a vida na Europa voltou a melhorar: o clima melhorou, aumentaram as produções e a população, o comércio reanimou principalmente no Mediterrâneo e no Báltico e surgiu uma necessidade cada vez maior de ouro e de prata, necessários para cunhar a moeda que circulava cada vez mais abundantemente.
As principais rotas comerciais terrestres que atravessavam o continente asiático e africano estavam nas mãos dos muçulmanos que detinham grande parte dos lucros deste comércio
Em 1453 os Turcos conquistaram Constantinopla, caiu o Império Romano do Oriente, ou Bizantino e os Turcos avançaram sobre o norte de África dificultando a chegada dos produtos de luxo à Europa.
Em Portugal continuava a haver falta de cereais mas o comércio reanimava-se, o que exigia cada vez mais ouro para cunhar a moeda indispensável aos pagamentos devidos pelas transações comerciais, nomeadamente para pagar as importações de produtos de luxo, tão apreciados no reino. Era necessário chegar às regiões produtoras de ouro e especiarias...
Ceuta foi conquistada em 1415 e marcou o início da expansão portuguesa e europeia. Mas o que explicou esta prioridade portuguesa na expansão?
Por um lado, Portugal tinha uma costa extensa, bons portos naturais e uma localização estratégica entre o Mediterrâneo e o Atlântico. Por outro lado tinha excelentes recursos naturais uma vez que tinha população familiarizada com o mar, quer devido à pesca, quer devido ao comércio marítimo. Os marinheiros conheciam o astrolábio, o quadrante, a balestilha e a bússola. Praticavam a navegação astronómica, em alto mar, orientando-se pelos astros. Tinham bons conhecimentos de cálculo matemático e astronomia.
Para além disto, D. João I tinha pacificado o reino e reforçado o poder real e tinha-se rodeado por quadros novos que o ajudavam na governação, provindos principalmente da burguesia e da baixa nobreza. A mentalidade era outra, mais dinâmica e arrojada, mais motivada para o trabalho, o risco, o lucro.
Para além das razões anteriormente apontadas, o espírito de cruzada mantinha-se vivo.
Enfim, toda a sociedade portuguesa tinha interesses na expansão: o povo queria melhorar a sua vida, ter mais oportunidades de emprego, a burguesia queria ter acesso a novos produtos aumentando os seus lucros, o clero queria aumentar as suas rendas e domínios e expandir a fé cristã, a nobreza estava desocupada da sua principal função e queria fazer a guerra, combater e finalmente a coroa queria aumentar o seu prestígio social, principalmente a nível externo.
De notar que, no início do século XV, à data do início da expansão portuguesa, os europeus só conheciam cerca de 1/4 do globo terrestre e as representações das terras conhecidas estavam cheias de incorreções. Ora os portugueses vão contribuir enormemente para o conhecimento planetário, como veremos nas próximas aulas.

A apresentação explorada em contexto de sala de aula está no sítio do costume arquivada com o nome C - Condicionalismos da expansão.

Entretanto ainda não encontrei qualquer vídeo adequado, sobre esta matéria, no Youtube... se encontrar colocarei aqui mesmo, não duvidem!

E agora, votos de bom trabalho!

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